• Marketing de Lugar

    Iniciado na década de 80, o entendimento e uso dos conceitos do Marketing aplicado às cidades e lugares ganhou notoriedade com publicação realizada por Kotler, Haider e Rain (1993). Também designado como Marketing Geográfico, Marketing Urbano ou Marketing de Localidade, o conceito estabelecido está no desenvolvimento estratégico (usando do composto de MKT: análise das variáveis, pesquisa, infraestrutura, diferenciais, promoção, preço, identidade visual, etc) de um lugar com o objetivo de atrair valor ($) sobre o ambiente e seu entorno.

    A grosso modo, MARKETING DE LUGAR quer dizer o planejamento e execução gerencial de ações afim de desenvolver um lugar, com forte parceria com atividade turística-econômica.

    Pois bem, assim sendo, o Brasil deve ser gerido como um LUGAR com forte atrativo turístico e, tal atividade é gerenciada pelo Ministério do Turismo / Embratur. Assim também ocorre nas cidades, através das Secretarias de Turismo, e nas empresas, através do Departamento de Marketing.

    Dentre as várias ferramentas para desenvolvimento do potencial de um LUGAR, estão o posicionamento e identidade visual. Assim, o Governo Federal alterou o logotipo (imagens 1 e 2) em conjunto com slogan que será utilizado no desenvolvimento da marca BRASIL (place branding). Para alguns autores, o LUGAR só é passível de BRANDING caso tenha características diferenciadoras de outros LUGARES e, evidentemente que nosso país reúne essas características.

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    Qual sua opinião sobre o novo logo criado para atrair o turismo no Brasil?

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    Na minha opinião, saímos de uma marca vazia para uma esteticamente confusa.

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  • Linguagem informal estreita relacionamento entre empresas e consumidores


    Em tempos de maior proximidade com o consumidor e facilitado pelos vários meios de comunicação (e tecnologia da informação), muitas empresas tem adotado um diálogo mais coloquial em seu dia a dia, no relacionamento com o cliente, afinal, sob a ótica do cliente “o prazer provém de poder falar na primeira pessoa, de dizer” eu” e de ser ouvido” (Chanlat e Bédard, 1992, p. 144).

    São várias as organizações que ganham notoriedade a partir desta comunicação empresarial mais jovial e em tom de amizade, tais como Nubank, Waze , Cemitério Jardim da Ressurreição (Cemi), Prefeitura de Curitiba, Netflix Brasil , dentre outras.

    Esse modelo de formato da linguagem (dentro dos canais formais), além de divertida, provoca simpatia e demonstra uma afinidade da marca com características particulares de algumas mídias sociais e, obviamente, estar afinado com o meio no qual você interage, acaba gerando credibilidade.

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  • A comunicação e o ser humano

    Não há dúvidas de que a Comunicação Social é um campo de estudo peculiarmente vasto, posto a infinidade de componentes que interferem na estrutura formal da comunicação (emissor, meio, mensagem e receptor). Com início na Grécia antiga, nas análises da retórica aristotélica, a Comunicação enquanto estudo evoluiu no sentido de compreender quais os comportamentos que a mensagem proporcionam em quem as recebe (manipulação e alienação) e como são propagadas.

    Após a abordagem do modelo de Laswell (quem – diz o quê – em qual meio – a quem – com quais efeitos), teve início o estudo empírico-experimental onde o receptor deixa de ser passivo e passa a fazer parte da estrutura da comunicação. Essa mudança, em meados da década de 40, postulou que a mensagem é absorvida pela receptor sem antes, porém, passar por uma série de “filtros” individuais e psicológicos.

    Nesse sentido, o estudo empírico-experimental tem certa semelhança com a doutrina Behaviorista (Skinner, 1945) que determinou o condicionamento como um mecanismo direto da função de estímulo e resposta. Assim sendo, podemos entender que a mensagem, ao ser recebida, passa por vários “filtros” inerentes ao receptor e ainda sofre a interferência de ruídos que, por definição, correspondem a qualquer coisa ou situação que prejudique o processo de transmissão da mensagem, como visto no vídeo que exemplifica esta postagem.

    Elcio Fernando Del Prete Miquelino
    Publicitário, Especialista e Consultor em Marketing e Professor Universitário.

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  • Cuidado com a utilização de bancos de imagens

    Os bancos de imagens constituem-se de um apoio importante para o designer e publicitário. Entretanto, por ser algo de uso genérico, em muitos casos, há que se ter noção do risco que isso pode originar.

    O nível de atenção das pessoas, principalmente nas redes sociais atuais, é alto e uma diligência mais apurada pode ferir sua marca, apenas por causa de um banco de imagem.

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  • Brand Equity e o Modelo CBBE de cálculo do valor de marca: comparação entre as cinco marcas mais valiosas do Brasil e Estados Unidos

    Fonte: Interbrands

    Brand Equity é um dos estudos da Gestão de Marcas, que por sua vez faz parte de uma das áreas do Marketing, dedicada à compreensão dos componentes que compõem uma marca, bem como suas estratégias (Branding). Segundo Aaker (1992) “Brand Equity é o conjunto de ativos e passivos ligados a uma marca que agrega (ou subtrai) o valor fornecido por um produto ou serviço a uma empresa e seus clientes”.

    Assim, brand equity é o valor (intangível e tangível) que uma marca adiciona aos produtos e serviços de uma empresa. Para o cálculo deste valor, ou seja, sua quantificação, existem vários modelos disponíveis. Um dos modelos de cálculo do valor de marca é o “Modelo CBBE” (Kevin, 2006). Neste modelo, são apurados quatro grupos de componentes: proeminência, performance, julgamentos/sentimentos e ressonância da marca.


    Na Figura acima  (comparativo do ranking do valor das marcas, entre as 5 marcas mais valiosas nos EUA e no Brasil. Fonte: Interbrands 2018) podemos perceber duas características bem determinantes. Uma delas é predominância de marcas de serviços relacionados a processos de inovação entre as mais valiosas, nos EUA, diferentemente do que acontece no Brasil, que predomina instituições financeiras e de bens de consumo não duráveis (cerveja). No caso, a força das instituições financeiras pode ser explicada devido às altas taxas de juros praticadas em nosso país, o que torna a operação deste mercado um tanto lucrativa, teoricamente.

    A outra característica a ser observada é justamente o item que está na base do modelo CBBE: a “Proeminência”. Este item está relacionado com a capacidade da marca em alcançar uma maior quantidade de público-alvo, ou seja, quanto maior a penetração da marca, mais valiosa ela é.


    Referências Bibliográficas

    Aaker, David. A. (1992) “The Value of Brand Equity”, Journal of Business Strategy, Vol. 13 Issue: 4, pp.27-32.
    Aaker, David. A. Marcas – Brand Equity. Gerenciamento o valor da marca. São Paulo: Editora Negócios. 1998.
    ROBERTS, Kevin. Lovemarks – O futuro além das marcas. São Paulo: M.Books, 2006 .
    Ranking Interbrands 2018. Disponível em https://www.interbrand.com/best-brands/best-global-brands/2018/ranking/




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