• Papai Noel e o Marketing

    Imagem: Pixabay

    Entre um ano e outro, vários acontecimentos formam a nossa existência. O ser humano, carente de novos heróis, necessita de apoios externos que justifiquem suas escolhas. Todo ser humano é provido de uma enorme base de necessidades individuais e coletivas, que se transformam em alicerce para a construção das relações interpessoais e intrapessoal. Quando não temos, queremos. O “ter” entremeia as percepções humanas sobre o mundo em que vive e o cerca.

    Inimaginável conceber a vida atual sem a existência da relação do ser humano com o consumo. O consumo move a economia mundial e sustenta as bases sociais para o crescimento conjunto. O ser humano tem uma relação muito direta com a experiência consumista, sem o caráter pejorativo que ora a palavra carrega.

    Os indivíduos possuem comportamentos distintos, mas têm, na relação da necessidade de consumo, semelhanças importantes. O ato do consumo é justificado pelos significados que damos aos produtos em nossas vidas. Sentimos desejos e manifestamo-os nas emoções, nos gestos e nas coisas que nos cercam. De acordo com Gade (1998), o ser humano tem necessidade de se manifestar aos pares, mediante a posse de produtos.

    Somos frutos de nossas escolhas e do que consumimos, influenciados pela sociedade e pelos estímulos externos e internos, além de interesses econômicos coletivos e individuais.

    Reforça esse entendimento o raciocínio de Slater (2002), no qual “a cultura do consumo é um meio privilegiado para negociar a identidade e o status numa sociedade pós-tradicional”. Em outras palavras, o consumo produz identidade, sentido e sociabilidade, paralelamente à satisfação das necessidades (Warnier, 2003).

    Entre tantos representantes da relação humana com o consumo, destacamos, em todo final de ano, a figura do “bom velhinho”, que reforça modelos inconscientes de relações que necessitam do consumo. Simbologia paterna, carismática, bondosa por natureza e que não mede esforço para presentear o familiar querido, o amigo distante e a criança praticante dos preceitos do bem. Segundo Miranda (2007), Papai Noel tem berço na Turquia, em 280 a.C, inspirada em um Bispo católico chamado São Nicolau. A indumentária na cor vermelha e branca surgiu em uma campanha publicitária, realizada por uma companhia americana (EUA) de refrigerantes (leia-se Coca-Cola). Hoje, esta significante “entidade” inspira multidões. O “ter” é anualmente evocado e reforça-se no ritmo econômico que embalam os períodos natalinos. O homem fica submetido a suas necessidades e a aspiração pelo consumo rege os grupos sociais primários, no tocante às trocas, entre esforços, produtos ou serviços.

    O Marketing, enquanto Ciência Social Aplicada, estuda o homem e seu comportamento na sociedade em que vive e suas relações de troca. Esta análise, se realizada de forma consistente e responsável, permite ao próprio homem desenvolver uma sociedade mais justa e vantajosa, baseada no consumo sustentável e coerente.

    A dinâmica capitalista define-se através do poder de compra. Este transforma-se em bens de consumo que, por sua vez, novamente gera o trabalho. Como afirma MARX ( 1996, p. 169 ), “O valor de uma mercadoria está para o valor de cada uma das outras mercadorias assim como o tempo de trabalho necessário para a produção de uma está para o tempo de trabalho necessário para a produção de outra”, e o possuidor do dinheiro torna-se, eminentemente, capitalista. De pouco vale o poder de compra acumulado (a poupança), como bem o ensinou Keynes, se não investido diretamente ou capitalizado para a geração de riqueza. Assim, o comércio estimula o consumo, criando, significando e ressignificando, retroagindo no ser humano como elemento semiótico, travestido de objetos, produtos, formas, desejos e até mesmo Papai Noel que, no período em voga, alimenta metaforicamente o sonho (in)consciente do consumo, estudado pelo marketing, dentro das relações de troca, como elemento comportamental e econômico de toda a sociedade.

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  • Menos de 20% da população poupa alguma coisa

    Desde muito cedo sempre tive o hábito de poupar, incentivado pelo meu pai. Esse comportamento me ajudou a financiar minha faculdade durante um período e até mesmo a trazer uma certa tranquilidade caso fosse demitido, não me tornando escravo do emprego.

    Eu sei que não é fácil, mas, mesmo ao receber um salário não tão alto, tente guardar e aplicar pelo menos 10% do valor mensalmente, apesar que o ideal seria 30%. .

    Infelizmente em torno de 80% dos brasileiros gastam tudo que ganham e ainda acumulam dívidas futuras ou pagam juros exorbitantes. Se você está dentro destes 80%, mude, mas mude já!

    Reorganize sua vida financeira de modo a não gastar mais do que ganha e com objetivo de poupar uma parte do salário.

    Se você não pode aumentar as receitas, corte os gastos!

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  • Merchandising no ponto de venda

    Uma das áreas do Marketing é a Promoção de Vendas que, assim como outros itens, compõem toda a parte estratégica do #mkt.

    Em relação à Promoção de Vendas, a mesma é subdividida em outros 5 itens e um deles é o Merchandising no PDV (ou exibitécnica). Existem várias técnicas acerca de ações no ponto de venda e muitas dizem respeito ao modo de dispor o produto em gôndolas, por exemplo.

    Não sei se você sabia, mas existem “regras” / técnicas para a adequada exposição do produto.

    Na foto deste post há uma série de erros na arrumação dos produtos na categoria atomatados.

    E aí, você arrisca dizer quais os erros?

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  • Palestra: Universidade Colaborativa e Empreendedorismo

    Universidade Colaborativa e o Empreendedorismo. Este foi o tema abordado na noite de ontem no Centro Universitário de Lins – Unilins.

    Convidado pelo Professor Dr.Ricardo Molto,  tive o prazer de palestrar sobre Empreendedorismo para futuros engenheiro(a)s civis, ambientais e arquiteto(a)s.

    Ainda, a noite contou com a presença da Estella e do Matheus, idealizadores do @nossobrigadeirolins, que relataram sobre suas trajetórias empreendedoras, após a formação em Engenharia.

    Só posso dizer que foi show de bola, uma noite maravilhosa!

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  • Você consegue enxergar a letra C, embutida no símbolo do logo do Carrefour?

    Observe bem o logotipo da empresa francesa @carrefourbrasil e responda o seguinte desafio: você consegue enxergar a letra C, embutida no símbolo deste logo?

    Muitas pessoas acham que o símbolo contido no logo representa uma seta, ou até mesmo uma âncora. Em verdade, o fantástico desenho deste logo consiste em um losango com duas setas dentro, ou um quadrado com o C dentro.

    Sensacional, não é mesmo? O mais impressionante ainda é saber que “por trás” desta percepção existe um conceito chamado Lei do Fechamento – que faz parte da Gestalt (forma; estudo da percepção humana sobre as formas). Esta regra estabelece que nosso cérebro “enxerga” objetos que estão agrupados como sendo um único item, e isso é o que acontece no símbolo do Carrefour.

     

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