• Opinião: Faz um marketing aí?

    Por  Rafael Samways*. Em mais de dez anos de esforço e trabalho no off noto que com as redes sociais, além de técnicos de futebol, chegaram novos estilos de palpiteiros. O fato de estas redes serem um grande debate (louvável) faz com que temas como “guerrilha” (não a armada), jornalismo sério e comunicação se tornem alvo do despreparo. Muitas ações legais (em teoria) andam sendo executadas, e dando errado.

    O que acontece? A principal lei, e início de qualquer briefing, o público-alvo, vêm sendo desconstruída. Está se levando a sério apenas seus seguidores, quase executando uma “mini focus group” equivocada.

    Óbvio que os amigos irão achar legal, ou pessoas com afinidade em seu tema também. O problema que na essência a comunicação, o marketing e o jornalismo não deveriam ser pensados apenas para dentro do online. Deveríamos refletir realmente no público alvo, no leitor, no consumidor, e não na tuitagem. Tá certo; existem casos e casos de pessoas/profissionais que tem expressão no microblog, mas perto de toda a massa ainda são poucas.

    Os profissionais sérios muitas vezes se deparam com idéias incompatíveis com a realidade do negócio. Nem de longe se pode aproveitar alguma coisa destes tagarelas. E o pior, isto desvaloriza os conceitos de cada ferramenta do marketing “clássico” (não queria falar assim, mas pela quantidade de marketing disto, ou marketing daquilo sou obrigado a fazer esta classificação).

    No início da faculdade, quando julgava ter condições de ser um W. Olivetto, ou uma Adrianna Cury, lá pelos anos 90, a discussão imperativa era a conceituação de publicidade e propaganda, e sua diferenciação. Havia “xiitas” que tinham uma visão, e não abriam mão dela. Até os tempos atuais isto é relevante, e deveríamos manter o debate.

    Hoje, mesmo depois de grandes nomes, como Rafael Sampaio, tentarem elucidar nos bancos universitários, e de maneira bem didática, a eventual diferenciação, vivemos outra realidade. Temos ainda mais dificuldade em defender uma campanha, ou um plano de marketing para um cliente, pois ele julga ter conhecimento suficiente. Não basta mais o acesso ao controle remoto, ou a um canal gringo.

    Quando se entra em cena para apresentar algum job, logo deve perguntar: “você tem Twitter?”. Assim já pode de preparar para fazer uma construção adaptada para a realidade do cliente. Sabendo que ele poderá usar como contra-argumento alguma frase “genial” em que ele se informou em 140 caracteres. E o pior, ele poderá interferir, quando você estiver no auge de sua fala e pedir: faz um marketing aí! Sem nenhum mérito, ou conceito definido. Aí meu amigo, o negócio será mudar de cliente, ou rever sua paciência.

    *Rafael Samways é publicitário, consultor especializado em comunicação empresarial e negócios digitais (www.consultesamways.com.br) atuante no Nordeste brasileiro. Pós-graduado em comunicação empresarial pela PUC do Paraná, e com experiência nos setores de trademarketing, marketing e vendas e negócios corporativos, foi idealizador e co-fundador do Grupo de Mídia da Paraíba. Confira suas idéias também no blog www.consultesamways.com.br/blog


    Related Posts with Thumbnails
    facebook twitter Google Buzz MySpace delicious

    Espalhe por ai:

    Comentários


    1. […] the original post: Opinião: Faz um marketing aí? | avemarketing – Um blog de … This entry was posted in News. Bookmark the permalink. ← A Geração Y e o Novo […]

    2. […] coisa destes tagarelas. E o pior, isto desvaloriza os conceitos de cada ferramenta do marketing Ver conteúdo completo var act85004 = new […]

    Deixe seu comentário

    Os comentários podem ser moderados. Não são aceitas mensagens com conteúdo preconceituoso, discriminatório, ofensivo e com linguagem grosseira ou obscena. Também não são aceitas mensagens que caracterizem spam ou que estejam fora do contexto do blog.

    O blog não se responsabiliza pelos comentários efetuados por terceiros e se reserva o direito de, a qualquer tempo, retirar qualquer mensagem publicada.

    O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *


    Você pode usar estas tags e atributos de HTML: tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>