• Interpretação de texto nos dias atuais

    Uma das premissas da boa comunicação é a adequação da linguagem e mídia conforme o entendimento do receptor. O modelo comunicativo de Lasswell (1902–1978) está justamente amparado pelas respostas às questões: “quem”, “diz o que”, “através de que canal”, “com que efeito?”.

    Entretanto, por se tratar de elemento vivo do contexto do comportamento humano, por vezes acontecem ruídos no entendimento da mensagem e, por sua vez, falhas de comunicação.

    Muito discutido atualmente, principalmente acerca do comportamento imediatista e pragmático da geração millennials, observa-se em alguns casos uma dificuldade de interpretação de texto e compreensão de conteúdo.

    E aí, qual sua opinião sobre isso?

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  • O comportamento de consumo de quem mora sozinho

    Businessman working outside in front of trees

    Uma pesquisa realizada pelo instituto Market Analysis de opinião pública, apresentou um estudo sobre o comportamento e os hábitos do consumidor que mora sozinho. Pelo que foi analisado, é possível perceber que este grupo de consumidores são mais exigentes, principalmente, no fator preço.

    Segundo o estudo, para os consumidores que moram sozinhos, só vale a pena adquirir produtos mais caros se eles tiverem a garantia de mais durabilidade. Diferentemente de consumidores que moram com suas famílias, e que para administrar melhor o tempo para cuidar do lar, não abrem mão de produtos caros, mas que garantam conforto e/ou praticidade.

    Outro fator apontado pelo estudo foi o lazer, que para a maioria dos consumidores que moram sozinhos está relacionado às compras. Além disso, consumidores solitários costumam passar mais tempo na internet do que assistindo televisão.

    Além dos fatores de consumo, o fator de hábitos saudáveis esteve envolvido no estudo e mostrou que esse público possui menos hábitos saudáveis e consomem mais fast food, comidas congeladas e frequentam mais bares e restaurantes. O consumo de doces e bebidas alcoólicas também costuma ser mais intenso.

    De uma maneira geral, esses estudos e pesquisas de perfil dos consumidores são muito importantes para que as empresas possam ter mais chances de acertar na criação de seus produtos e em como o marketing será utilizado para afetar diretamente o público-alvo. Exemplo disso é o próprio perfil de consumidores que moram sozinhos, já que, pode-se notar que de uns tempos para cá esse tipo de consumidor tem aumentado cada vez mais sendo um dos mais relevantes do mercado.

    As empresas devem se preparar para atender às necessidades dos consumidores que moram sozinhos, pois a presença deles tem previsão de ser ainda maior futuramente. Uma das medidas a serem tomadas diz respeito a forma de consumo, já que esse público a partir da pesquisa foi constatado que preferem fazer compras em um estabelecimento único que ofereça variados produtos e dos mais diversos segmentos.

    Fonte: FastCom

    Imagens: Corbis Images

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  • Será que realmente os homens não reparam em suas mulheres?

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    Existe um velho e nem sempre correto dito popular de que, com o tempo, os homens não reparam mais em suas namoradas, esposas ou companheiras. Mas, será que isso é realmente verdade?

    Pois bem, para comprovar ou não essa hipótese, três lojas (créditos para a iniciativa das proprietárias Lara Soares, Ticiana Alencar e Lia Moreira) das franquias das marcas Villa, Scala e Carmen Steffens realizaram um experimento bem bacana a fim de observar a reação de maridos após algumas mudanças/transformação no visual de suas esposas/companheiras, durante um jantar. O resultado é apresentado no vídeo “Toda mulher merece um elogio?” é simplesmente emocionante, vale muito a pena assistir.

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  • Apps dos Lepo Lepos

    *Por Alda Paula. A ocasião faz o ladrão e, mais do que nunca, o Carnaval tem seu quinhão pitoresco que só acontece na festa do Rei Momo. Época aberta a temporada onde tudo é permitido e por não termos a obrigação (soa quase como um palavrão, no Carnaval) de pensar é quando mais exercitamos nossa criatividade e chegamos ao seu apogeu! Também ficamos ávidos por descobrir novidades e nos damos ao luxo de invadir a barreira do ridículo e deixarmos nos levar pelo rá rá rá rá rá rá rá do Lepo Lepo. Mente sã e corpo são… Nem tanto!

    O que ganhou mais uma versão em 2014, foi o aplicativo da folia, um app para celulares com informações dos blocos de Carnaval. Através dele, os foliões tinham acesso as programações dos mesmos e compartilhando sua agenda no Facebook, sabiam que amigos estariam presentes. A novidade foi a possibilidade de montar um bloco virtual, adicionando as pessoas conhecidas durante a folia. Elas teriam que estar juntas com o aplicativo aberto, na área de bloco virtual e se conectam através de um som emitido.

    Além das tecnologias que são criadas para facilitar cada vez mais a interação, o Carnaval é um período propício para lançar tendências. Fantasias são os termostatos, digamos uns “lulus” da vida (app para avaliação) do que acontece aqui e no mundo, do que agradou ou do que merece seu toque de irreverência. Podemos falar das fantasias de Facebook e seus “likes” e outros jargões dos apps de relacionamentos. Desde que vimos o jogador Messi fazer o bebê parar de chorar através de uma chamada em vídeo do aplicativo WeChat, outros apareceram nessa leva. A possibilidade de localizar e conversar com pessoas próximas ao lugar onde se está virou um trunfo para azaração, como o Tinder. Alavancando um crescente n° de usuários, a marca soube valorizar a situação e o momento e lançou campanha de marketing com distribuição de brindes aos foliões cariocas. Esse insight foi um tiro certeiro para aproximar a marca de seus usuários ou para pretensão de novos.

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  • O rei do camarote

    Um assunto que está dando o que falar e virou um meme nas redes sociais é a recente publicação da Veja SP intitulada “Os 10 mandamentos do Rei do Camarote“. A matéria apresenta alguns hábitos concernentes à vida noturna do (suposto) empresário bem sucedido Alexander de Almeida, 39, que possui excentricidades que combinam com um estilo playboy de curtir a vida, com demonstração de ostentação com marcas de grifes (roupas, automóveis e bebidas) e altos valores  financeiros gastos em uma só noite (50 mil Reais). O fato, por si só, não acrescenta nada de novo em nosso cotidiano provinciano, que possui vários outros exemplos similares ao novo “rei do camarote”.

    Então, o que a reportagem apresenta de novo? Talvez o conteúdo, ou a descarada falta dele. No vídeo, o rapaz se porta irritantemente de maneira ingênua, com um discurso vazio, uso de frases manjadas e jargões prá lá de piegas, além de dolorosos erros gramaticais que não estão à altura de um empreendedor de destaque. Esses fatos, por ora, suscitam a imaginação de que a reportagem ou a história seja uma grande farsa, ou não.

    Dentre as possibilidades hipotéticas, caso não seja verídica a narrativa, podemos considerar a trama como um teaser de alguma campanha publicitária relacionada à algum produto destinado aos jovens, de repente até mesmo de alguma marca “stats” (SIC) ou de alguma “bebida que pisca”. Ainda, nossa imaginação pode enveredar para o meio televisivo, e associar o vídeo com alguma promoção de programa humorístico, ao causar Pânico nas redes sociais (vocês entenderam o trocadilho barato, não preciso explicar).

    Também, destaca-se o fato da matéria já servir como incentivo criativo para várias marcas, que estão pegando carona em alguns jargões (“o camarote é uma questão de status”; “as pessoas acabam tendo um pouco de inveja”; “outra coisa importante é ter pessoas da mídia; “isso agrega tudo, agrega ao seu camarote, à sua bebida” ) para campanhas rápidas nas redes sociais. Veja aqui.

    Ainda, o desenrolar dos fatos (publicação da reportagem => ostentação => polêmicas nas redes sociais => debates filosóficos sobre preconceito, e riqueza x pobreza=> entrevistado chateado => final feliz ) em muito se assemelha (fonte) com um mesmo episódio acontecido em Portugal, envolvendo o jovem brasileiro Lorenzo Carvalho (piloto da Ferrari na GT3) que também possui um estilo de vida de acordo com as condições financeiras de sua família, fruto da atividade empresarial lícita e meritória, diga-se de passagem.

    Após a repercussão do vídeo de seu aniversário, Lorenzo foi entrevistado por algumas emissoras portuguesas e, apesar de alguns momentos nada excepcionais, na maioria delas, teve um desempenho satisfatório com respostas relativamente coerentes para um jovem de sua idade.

    Voltando ao Alexander de Almeida, deixo algumas perguntas para que possamos pensar sobre coisas mais profundas e que estão além da reportagem pura e simples, e da notória falta de conteúdo apresentada pelo “Rei do Camarote”, nos seus 3′,50” de exposição:

    O que, verdadeiramente,  o dinheiro pode comprar?

    O que é a futilidade?

    Qual o sentido da vida?

    Existe um parâmetro de valor que distingue o que é e o que não é ostentação? Por exemplo, quando você posta uma foto sua na balada, em sua página no Facebook, também não é uma forma de ostentação?

    Porquê partidos políticos e até mesmo religiões manipulam a sociedade com raciocínio acerca de que o acúmulo de riqueza é algo ruim?

    E, para encerrar este post, porém sem encerrar o debate, reproduzo uma frase da jornalista Rosana Hermann, “Ninguém fica indignado com corrupção de BILHÕES, com o roubo do dinheiro público. Todo mundo fica indignado e revoltado com quem gasta dinheiro próprio, esbanja.”

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