• A privacidade nas redes sociais

    Imagem: veja.abril.com.br

    Não é de hoje que a discussão sobre a privacidade na internet inflama especialistas e entusiastas do assunto. A matéria em questão, que envolve comportamento humano, tecnologia, direito civil e comunicação, ficou mais pertinente com o aumento substancial das ferramentas digitais de relacionamento na internet, as redes sociais.

    Posto que o dilema a ser respondido é: quem entra em uma rede social abre mão do preceito da privacidade? Muitos defendem a ideia de que, a partir do momento que o indivíduo cria um perfil social, está suscetível a exposição de fatos cotidianos e de seu comportamento e, assim, diminui consideravelmente seu caráter privativo. Antes de mais nada, é necessário compreender a definição e extensão do significado da palavra privativo/privacidade. Privacidade “é a habilidade de uma pessoa em controlar a exposição e a disponibilidade de informações acerca de si” (Fonte: Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Privacidade).  Ainda, ”O direito à privacidade, concebido como uma tríade de direitos – direito de não ser monitorado, direito de não ser registrado e direito de não ser reconhecido (direito de não ter registros pessoais publicados) – transcende, pois, nas sociedades informacionais, os limites de mero direito de interesse privado para se tornar um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito” (VIANNA, Túlio. Transparência pública, opacidade privada. p. 116. 2007). Pois bem, como caracterizar o limite da privacidade em sites como o Facebook? Uma função disponível no serviço criado por Mark Zuckerberg é a marcação, ou seja, um usuário pode “marcar” e “linkar”/vincular um outro participante a qualquer fotografia ou imagem postada por si,  Ora, mas essa função não fere justamente a ideia de privacidade, conforme exposto acima? A Constituição Federal (1998) e também o Código Civil (Lei 10.406/02) assegura aos cidadãos os chamados “Direitos Pessoais”. Afirma o art. 5, X, da Constituição, que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.

    Ainda, mais recentemente, a mesma rede de relacionamentos disponibilizou uma nova função chamada de ‘Ticker’. Tal recurso fica acessível em uma barra lateral a direita e, com ele, todo participante da rede tem acesso, em tempo real,  as atividades dos seus amigos. Mais uma vez, não fica o direito assegurado por Lei, violado?

    Função Ticker no Facebook

    Por outro lado, o comportamento humano manifesta-se por desejos, instintos, psiquê, evolução biológica e a partir das influências do ambiente que cerca o indivíduo e de seu conhecimento. Ou, coloquialmente, em corpo e mente. Já LOCKE (280-286) atribuiu o pensamento e comportamento humano ás suas habilidades sensoriais. Já, para HUME, David (287-301), “o homem é composto por impressões e ideias”. No século XX, Skinner definiu o que ficou entendido como “Behaviorismo Radical” (1940), ao refutar alguns conceitos do behaviorismo filosófico (Watson) e estudar o conceito do ” Reflexo Condicionado” de Pavlov. Para Skinner, o homem é um ser único, indivisível entre corpo e mente e que se manifesta a partir do princípio do estímulo-estímulo, ou seja, reage conforme o ambiente. Para Freud, em resumo, as respostas estão na relação entre consciente e inconsciente e relação das fases criança-adulto, em um indivíduo. “O comportamento é definido como o conjunto de reações de um sistema dinâmico em face às interações e realimentações propiciadas pelo meio onde está inserido” (Fonte: Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Comportamento). Um dos comportamentos sociais humanos é a exposição social, desejo de ser visto e rev(f)erenciado.

    Assim, podemos afirmar que o sucesso das chamadas redes sociais está justamente alicerçada no comportamento social. Nesse contexto, o homem utiliza a percepção que possui dos outros e a percepção que os outros têm dele mesmo para a construção de seu próprio padrão, reforçado intrinsicamente pela natureza curiosa. Também, conforme termo criado por Debord, Guy (1967), vivemos em uma “sociedade do espetáculo”. “…Debord explica que o espetáculo é uma forma de sociedade em que a vida real é pobre e fragmentária, e os indivíduos são obrigados a contemplar e a consumir passivamente as imagens de tudo o que lhes falta em sua existência real.” Fonte: Disponível em http://pt.scribd.com/doc/16664247/Guy-Debord-A-sociedade-do-Espetaculo.

    Por conseguinte, a reflexão reitera a menção clara de um dilema. Sobram argumentos condizentes com a perversidade causada pela violação da privacidade e suas implicações legais, e sobre a base comportamental que propaga o crescimento das redes sociais, facilitadas pela internet. Soma-se a esses fatores o crescimento exponencial e alta frequência de acesso a sites como facebook, que escancaram outro tema, porém tampouco menos importante: a compulsão pela informação.

    Mas e você, o que pensa a respeito? Deixe um comentário com sua opinião sobre a privacidade e o facebook.

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  • Dê-me liberdade para agir e pensar. Não me coloque coleiras para limitar o meu potencial

    Essa semana vi um videozinho gringo aonde as pessoas pedem para algumas crianças desenharem um relógio e, dão a elas dez segundos para isso. Pelo tempo curto, todas as crianças desenham o óbvio. Um relógio redondo, com os ponteiros e os números. Na segunda parte do vídeo/teste, foi pedido para que as crianças também desenhassem um relógio. Mas o tempo foi muito maior. Dez minutos.

    E é nesse momento que os resultados surpreendem. As crianças usam e abusam da criatividade, das cores, das formas, para desenhar um relógio. Relógios em formatos de rostos, de quadrados, losangos, bichos, e tudo mais que fosse possível. Personagens, pessoas e objetos foram transformados em relógios através da imaginação das crianças.

    A conclusão é óbvia. Quando existe liberdade as pessoas conseguem pensar melhor e fugir do convencional. Com o tempo limitado, o pensamento fica apenas no tempo, que precisa ser cumprido e, essa preocupação bloqueia qualquer pensamento relacionado à criatividade ou a fazer diferente.

    Só que, diariamente, professores, chefes e empresas, mesmo sabendo da óbvia conclusão dessa pequena pesquisa, frustram a criatividade das pessoas. As empresas inovadoras são feitas por pessoas inovadoras. Isso quer dizer que, pessoas fora do comum criam empresas fora do comum. Os diversos livros de inovação que são lançados diariamente mostram centenas de empresas (em sua grande maioria americanas) que têm programas inovadores. Mas o que fazem essas empresas serem vistas como inovadoras são as pessoas que estão por trás dela.

    Por outro lado, empresas não inovadoras, nem sempre estão assim por causa de todas as pessoas. Mas por causa de algumas. Por causa de algumas pessoas que pressionam a liberdade dos funcionários, fazendo eles observarem apenas o que foi pedido, pela pressão, deixando de lado a criatividade que a liberdade pode dar às tarefas. (mais…)

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  • A resposta certa não muda nada. O essencial é que as perguntas estejam certas

    A frase do título é de Mário Quintana e da o tom sobre uma coisa que poucas pessoas percebem: a importância de se questionar as coisas.

    Se fizermos uma síntese sobre o aprendizado, vamos chegar a uma bela conclusão: que podemos aprender de duas maneiras, com a nossa vivência, e com a vivência dos outros. E, se pararmos pra pensar, tudo se encaixa em um lado ou outro dessa equação. Livros, palestras, aulas, vídeos, reuniões, tudo isso pode gerar aprendizado. E, em todos esses exemplos temos a vivência e a experiência dos outros que nos ensinam. Uma aula, uma palestra ou um livro, nada mais é do que o relato da experiência, do conhecimento de uma outra pessoa. E, claro, existe também aquilo que aprendemos com nossa experiência, com nossa vida, conosco. Um erro é uma maneira de aprendermos pela nossa experiência. Mas, a mais bela maneira de se aprender é questionar o porquê das coisas.

    E é sobre questionar o porquê das coisas que eu quero falar. Porque acho isso genial. Eu acho as convenções, a tradição e algumas regras simplesmente feitas para serem questionadas.

    E vejo que muitas pessoas que fizeram isso conseguiram ir além. Acabei de ler a biografia de Steve Jobs. E vi que isso era uma coisa que ele fazia diariamente com aquele que os outros a seu redor chamam de “campo de distorção da realidade”. Foi assim que ele conseguiu convencer Steve Wozniak a produzir um jogo para a Atari em menos tempo, foi assim que ele convenceu Jonny Ive que dava tempo de fazer o iPod em seis meses, foi assim que ele convenceu o dono da fábrica que produz os vidros dos iPhones e iPads a fazer o vidro quando ele disse que não tinha como produzir a quantidade que Jobs precisava.

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  • Você é muito mais do que aquilo que você produz. Você é aquilo que é capaz de amar

    Um negócio que não produz nada além de dinheiro é um negócio pobre”. Henry Ford.

    Estou terminando de ler o livro Wikinomics. Um livro que tenho desde 2009 e que ainda não tinha me animado a ler. Não tinha me animado simplesmente porque eu achava que era um livro monótono e maçante. O que não é verdade. Apesar de alguns amigos terem me dito que era um excelente livro, ele tava aqui na minha estante, enquanto outros livros, muitos deles muito menos interessantes até, foram passando em sua frente.

    Mas, não é isso que eu quero dizer. Quero dizer de um caso que li nesse livro sobre a utilidade de filósofos para algumas empresas e, com isso, dizer das lições de filosofia, que é uma matéria na qual a maioria das pessoas não presta atenção nem conseguem enxergar a sua conexão com o empreendedorismo.

    Existe uma corrente na filosofia que diz que, quando conhecemos uma pessoa e nos relacionamos com ela, seja qualquer o tipo de relacionamento (profissional, amizade, namoro, casamento, e até mesmo inimizade), esse relacionamento faz com que um pouco da essência da pessoa fique em você. E, obviamente, que um pouco de você fica na pessoa, como era de se esperar.

    Ou seja, aprendemos também conforme nos relacionamos. Aprendemos sobre a essência das pessoas, sobre pontos-de-vista, sobre opiniões, sobre gostos e ficamos com aquilo pra gente. A partir desse momento, parte da pessoa torna-se nossa propriedade e, o mesmo acontece com essa pessoa com quem nos relacionamos. (mais…)

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  • O império do Facebook pode estar ameaçado?

    Qual a rede social mais famosa no mundo? Facebook, você vai responder. E realmente é. Porém, á rumores de que a rede social esteja vivendo momentos de decadência. Nada alarmante, mas pode ser um dado interessante.

    Segundo Sean Parker, um dos sócios do Facebook, a rede está perdendo usuários para outras ferramentas como Twitter e Google+ (sim, Google+). Durante o Web Summit 2.o, encontro de profissionais e companhias web, o cofundador do Napster e investidor do Spofity declarou que o Facebook não oferece boas opções de gerenciamento de excesso de informações geradas por lá, o que desistimula adeptos. Na conferência, Sean foi questionado pelo mediador do debate sobre as novas funcionalidades do Facebook e se elas poderiam ser parte da explicação sobre o desinteresse do público, já que muitos encontraram dificuldades de adaptação. A resposta foi bem singular: “O complicado de hoje pode ser a
    necessidade de amanhã”. Não existem dados oficiais, mas, se o sócio diz é bom ficar de olho.

    Agora, a pergunta é outra. Qual rede social será famosa em todo o mundo para todo o sempre? Lembrem-se,
    as ferramentas de rede social nem sempre se adaptam bem às mudanças do comportamento humano. Homens são inconstantes. Hoje gostam, amanhã não. Fica a dica.

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