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avemarketing entrevista #9: Rony Cacio – Comida dos Astros
28 de abril de 2010 | Por avemarketing em EntrevistaComo pessoa, gentil e de bem com a vida! Como artista, criativo e seguro de si! Estes são meus adjetivos para definir Rony Cacio, criador e integrante do Comida dos Astros, entrevistado do avemarketing do mês de abril. Confira abaixo detalhes desta conversa saborosíssima.
avemarketing: Roni, para começar este banquete, ops, entrevista, conte-nos um pouco sobre a história da dupla.
O Comida dos Astros surgiu em 1998 para intervir com a comicidade na noite paulistana cujo diferencial e ineditismo no país é a aposta no humor refinado, que propõe uma brasilidade antropofágica por meio de linguagens artísticas multiformes como: a rádio-teatro, a TV, a música, o pop art, o concretismo, o mimetismo cômico e a arte culi
nária, numa teatralidade simples e original. O grupo nasceu com o objetivo de levar a arte onde o povo está. Mambembei durante cinco anos em bares e restaurantes no bairro da Vila Madalena, em São Paulo . Passava a sacolinha, chegava a andar uma média de dez kilómetros por semana, nesta época chamava de trekking teatral. A primeira formação foi com o Fernando Kudder, depois veio o Luiz França e agora o Gil Côrtes.
Inovador, subversivo e antropofágico, o grupo possui uma característica singular: a parodialização. Os atores-cantores interpretam, dançam, cantam e fazem paródias de sucessos musicais nacionais e internacionais em apresentações contagiantes.avemarketing: Creio que muita gente enxerga somente a face pública do humorista, mas como acontecem ou estão estruturadas as atividades administrativas, de bastidores e de criação de repertórios?
Como qualquer empresa de entretenimento temos que pensar em inovação que na linguagem empreendedorística seria o plus, o gold ou o premium, e isso surge com um novo repertório, um novo produto para a comédia e uma estratégia de conquistar novos nichos. Para se manter durante doze anos tem que propor transgressão . É a estética do ” Lavoisier tá novo ” . O Omo é o mais branco desde sempre, só que com um plus. É importante manter a essência, trazer nova roupagem e um produto bom perdura, e é uma dádiva prover alegria.
avemarketing: Considero-o um empreendedor e exemplo positivo em relação ao trabalho e sucesso. Qual sua conceituação de empreendedorismo e a importância do planejamento diário?
Puxa ! Fico lisongeado com o empreendedor de sucesso. Tenho muito para galgar, minha formação é acadêmica e como artista, na escola de teatro, aprende-se a usar a voz, o corpo e interpretar, mas ninguém te orienta que você é um “produto”. A prática forçosamente me ensinou a empreender, mas com meu espírito de procura fiz um curso elaborado pela ONU, chamado EMPRETEC – Empreendedorismo Técnico, do SEBRAE, que foi um divisor nesta jornada e que indico a qualquer pessoa que vai abrir seu próprio negócio. Aprendi neste curso que todos temos potenciais empreendedores, porém o diferencial do empreendedor de sucesso é o COMPORTAMENTO, e como ele encara a derrota.
Ainda tenho muito a aprender e empreender, mas planejamento e estabelecimento de metas são essenciais senão o “carro atola”. Tenho projetos com o Comida dos Astros para até 2015, além de empreendimentos pessoais de comunicação, envolvento o twitter ainda para este ano e de um grupo teatral de paródias, chamada ‘Companhia da Paródia’ exclusivo para eventos corporativos.
Um empreendedor tem que associar idéias com projeções. E isso só dá resultado com um bom planejamento. Fiz um projeto para a Secretaria Municipal de Parceria e Participação da Prefeitura Municipal de São Paulo que foi aprovado e vou dar aula de empreendedorismo cultural para índios do bairro de Parelheiros, bairro periférico da cidade que começa em maio. Já tinha este projeto pois gosto muito de lecionar, e para índios, é sensacional!
Fiquei muito feliz com esta notícia que chegou no dia do índio e tenho descendência direta com essa etnia. Batata ! É a indialização.
avemarketing: Recentemente tivemos um incremento no Brasil da modalidade de humor comédia em pé. Qual sua opinião sobre o futuro deste formato e quais as tendências para a comunicação humorística?
Adoro rir e qualquer maneira de fazer rir vale a pena, participo e comungo deste momento. Quanto a coqueluche de comédia em pé, acho de suma importância para o humor brasileiro contemporâneo, é fruto da juventude cibernética que está aí, e que está formando platéia, enchendo os teatros, migrando para a TV e confortando o comércio da comedialização, mas como todo produto, vai existir um momento de ter novidades. E daí o arejo será necessário.
Agora puxando a sardinha para a minha brasa, o Comida dos Astros, surgiu em 1998, quando o teatro brasileiro que sempre esteve em crise cruzou com o circo. Nosso grupo trouxe uma antropofagia para o teatro, a música e o humor que há tempos não se via. E se está até aí é porque tem consistência, foi a minha forma de tupiniquimzar a arte.
A tendência para o humor brasileiro é o misturalismo , “só a antropofagia salva”, já dizia Oswald. Vide os programas de TVs que é a projeção mor da comedialização. E um bebe na fonte do outro.avemarketing: Como você analisa os espaços concedidos pelos diversos meios de comunicação para as atividades culturais?
‘Good but not good and nothing’ – “Bom, mas não bom o suficiente”, essa frase pesquei de um evento corporativo que fiz esta semana, e resume isso.
Os meios de comunicação dão o espaço de acordo com seus interesses comerciais, importante é o artista ter foco, saber fazer uso da oportunidade e ter estratégias para capitalizar.avemarketing: A internet é um importante canal de divulgação para seu trabalho, certo? Como você a utiliza, estrategicamente?
Eu brinco que Deus resolveu aparecer e é a internet. Em alguns momentos substitui o cartaz, a mala direta, o folder, o flyer, e através dela já obtive muitos feedbacks. Somando os acessos de meus vídeos no youtube, já passam de cinco milhões e isso é uma prova.
É fundamental a divulgação pela internet, a estratégia é deixar a rede de admiradores do trabalho em sintonia conosco e desta forma participo de todas as redes sociais e para o mercado institucional tenho um assessor de marketing que faz uma ação trimestral.
Com o Comida dos Astros aprendi a importância de saber dosar aparições em programas de TVs, não lançar CDS, nem DVDS, para não saturar, e assim resgatar a aura artística pois nada substitui o “ao vivo”. E a grande tendência do mercado hoje é o simples e essencialmente sou simplista, o que repercute na minha empresa e expressão artística.
avemarketing: A abordagem do Comida dos Astros possui um caráter muito parecido com o teatro Grego, estou certo? Qual as sensações de apresentações ao ar livre, como no início do Comida dos Astros?Apresentações em espaços abertos é onde a eficácia do trabalho aparece, quando você vai ao teatro, foi condicionado a isso, sentar e entreter. Na rua não, quando prende sua atenção é porque algo chegou, além de você concorrer com o bêbado, o mendigo, o morador de rua, os passantes que também querem seu espaço. É a democratização da arte. Confesso que essas apresentações me realizam.
avemarketing: Já houve alguma situação inusitada na sua carreira? Conte p/ nós.
Sim, cheguei em São Paulo em 1998 com R$ 50,00 no bolso e o telefone de um amigo. Seis meses depois estava com R$ 5.000,00 por conta de ganhar o concurso Multiriso do Bom Humor Brasileiro do canal Multishow, fiquei em segundo lugar entre os melhores do Brasil. Temos que sonhar sempre e acreditar na impermanância das coisas.
Estou finalizando um livro de memórias do comida dos astros para quando o grupo completar quinze anos e lá muitas situações narrarei.avemarketing: Qual é a reação e feedback dos intérpretes, após a criação das paródias?
Procuro sempre agradar, personalizando a paródia também com o comportamento do artista. Ex. Marisa Monte não come carne e já li que gosta de fazer doces, nas paródias dela sempre tem citações a natureba e a doces e na interpretação tem doçura e mitigo.
avemarketing: É possível finalizar com uma paródia exclusiva para o blog avemarketing?
REBOLATION
Ave marketing chegando para inovar ! O marketachion chion !
O marketachion chion chion ! avemarketing é bom bom
avemarketing é bom bom
Um marketing bem feito resulta melhorAmplexos a você e aos leitores do blog.
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avemarketing entrevista #8: Fernando Monção
31 de março de 2010 | Por avemarketing em EntrevistaFernando Monção é um empreendedor que investe em seu sonho. É chefe de cozinha (cozinheiro, como ele mesmo diz), proprietário do restaurante ‘Rango do Compadre’ em Valença, no Rio de Janeiro, pai de 5 filhos e idealizador do Projeto Livro Sem Fronteiras que almeja transformar a cidade em que vive em uma grande “Cidade da Leitura“.
E é justamente sobre este sonho belíssimo que está se transformando em realidade que pautamos o bate papo entre o blog avemarketing e Fernando Monção.
avemarketing: Fernando, como é sua relação com o trabalho?
Sempre acreditei que se deve trabalhar com o que se gosta e tive essa alegria em minha vida profissional. Outra característica que possuo é que, como convicto workaholic, atuo em várias atividades paralelas em conformidade com ditado popular que diz “enquanto descanso de carregar pedras, carrego areia”, que prefiro adaptar para “quando canso de colher frutas, colho as flores”.
avemarketing: Você é o idealizador do projeto “Livro sem Fronteiras”, certo? Fale um pouco sobre esta idéia.
O Livro Sem Fronteira vai levar a população de Valença e seus visitantes o acesso total e irrestrito aos livros e oficinas culturais. Fruto de um conjunto de esforços entre muitos parceiros da Iniciativa Privada, de Entidades de Classe, do Poder Público e da sociedade como um todo. O Projeto consiste em conscientizar a população sobre o bem comum e a importância do ze
lo de todos. Estarão disponíveis em média 800 exemplares na biblioteca, que vai funcionar como um ponto de troca, onde as pessoas pegarão o livro de seu interesse sem nenhum tipo de cadastro ou controle, e ao término da leitura irão voltar com o mesmo para que outra pessoa tenha acesso à obra. Para manter essa unidade, já dispomos de mais de 5.000 livros, frutos de doações. A proposta pretende reunir vários projetos culturais e criar a identidade de Valença, a Cidade da Leitura.avemarketing: Qual a importância do apoio da sociedade no “Livro sem Fronteiras”?
Importância total! Sem a sociedade eu não teria dado o primeiro passo. Além disso, tão importante como foi o apoio da sociedade, é a comunidade de amigos virtuais, o projeto ficou muito grande de fora pra dentro, se alguém, algum dia teve algo a se opor, faltou-lhe até a coragem de ir contra a toda uma enorme repercussão pela história que construímos na blogosfera. Costumo dizer sempre e aqui cabe bem isso: Tenho amigos maravilhosos e eu só tento fazer eco!
avemarketing: Você tem concedido algumas entrevistas para importantes meios de comunicação. A última foi para a TV Globo (Rio Sul). Como você analisa os espaços concedidos pelos diversos meios de comunicação?
Existem muitos caminhos legais e sempre conseguimos espaço entre as pessoas que realmente estão envolvidas no próximo, na notícia bacana. Estar aqui no AVEMARKETING é prova disso. Sempre agradeço aos meios de comunicação pelos espaços concedidos.
avemarketing: A internet é um importante canal de divulgação do seu trabalho social. Como conciliar a internet e a leitura dentro das instalações da casa na árvore, para que ela (internet) não seja uma “concorrente” e sim uma aliada do “Livro sem Fronteiras”?
Desde quando o Projeto nasceu a ideia é criar um círculo de leitura, ou seja, propor que as pessoas façam com que seus livros das estantes estejam ao alcance de outras pessoas. No início não pensamos e nem tínhamos a pretensão de uma biblioteca on line, mas, entretanto, com o desenrolar das parcerias algumas possibilidades de utilizar a internet para incentivar a leitura começa a tornar-se real, porém, não no mesmo espaço físico.
avemarketing: Nossa população ainda lê muito pouco. A que atribui este fato?
Olha Elcio, há muitos motivos para discorrer sobre este assunto. Posso culpar o custo alto dos livros, a falta de políticas de incentivo, o desinteresse dos jovens e etc. Sabe aquela coisa de arrumar culpa ou culpados? Porém não acho que o caminho seja por aí, mas sim executar ações práticas para fomentar o acesso à leitura. Desta forma foquei em facilitar o acesso e criar o hábito. Vamos levar os livros para as praças, vamos emprestá-los confiando completamente no cidadão e disponibilizar um espaço agradável, com a possibilidade dos parceiros promover atividades culturais diversas. Outra característica é unir amigos e os amigos dos amigos em torno do projeto. Quando um parceiro (apoiador cultural) pergunta em que mais pode ajudar, sempre incluímos o pedido para que o mesmo utilize a biblioteca, pois entendo que as pessoas precisam ver e conviver com todos os participantes.
avemarketing: Todo empreendedor precisa alimentar o sonho. Você realmente acredita neste sonho?
Com certeza, e inclusive há alguns projetos que já vem funcionando maravilhosamente bem, em Brasília com o Luiz Amorim no Açougue Cultural há 20 anos e com o Livro Errante da Regina Porto Valença, a quem, aliás, devo muito.
avemarketing: Uma sugestão para o projeto é a criação de uma Organização Não Governamental – ONG, para viabilizar a captação de recursos financeiros.
Já somos uma entidade de utilidade pública. Esta associação é nosso alicerce legal e recentemente foi contemplada como Ponto de Cultura pela Secretaria de Cultura do Estado Do Rio de Janeiro.
avemarketing: Comente sobre responsabilidade social e deixe uma mensagem aos leitores do blog.
Não sinto que minha responsabilidade social seja maior ou menor que a de ninguém e penso que cada um pode fazer o que estiver ao alcance. Não existe uma medida numérica para ser ou não responsável socialmente. Ter bolado a campanha pela doação dos livros para o projeto, como já disse, foi uma necessidade em decorrência do meu trabalho, tudo o que veio, de doações a ideias, de contatos e a amizades fiéis, de todo o acervo, enfim, tudo mesmo, inclusive a estrutura do Projeto como é hoje devo a esses amigos todos, gente de todo o canto que doaram um ou muitos livros e que possibilitam o estreitamento de laços com investidores e veículos de imprensa. Devo muito também a sensibilidade do empresariado e Poder Público da minha cidade que aceitaram e se engajaram nessa proposta. Em breve inauguraremos a casa na árvore que abrigará o acervo do Projeto Livro sem Fronteiras em Valença, a Cidade da leitura.
Aos leitores do blog: acreditem em seus sonhos e executem ações para transformá-lo em realidade. Agradeço por você ter chegado até aqui. Forte abraço, do compadre, Fernando.
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avemarketing entrevista #7: Cláudia Seabra
10 de fevereiro de 2010 | Por avemarketing em Entrevista
Cláudia Patrícia de Almeida Seabra Moreira, ou simplesmente Cláudia Seabra, é licenciada em Comunicação Social pelo Instituto Superior Politécnico de Viseu – Escola Superior de Educação, e é Mestre em Ciências Sociais pelo ISCTE – Instituto Superior das Ciências da Empresa e do Trabalho. Faz Doutorado em Turismo na Universidade de Aveiro. É docente no Instituto Superior Politécnico de Viseu – Escola Superior de Tecnologia, desde 2001. Nos últimos anos foi docente nos cursos de Marketing, Turismo e Tecnologias e Design de Multimédia das seguintes unidades curriculares: Comunicação, Publicidade e Relações Públicas, Comportamento do Consumidor, Marketing e Publicidade entre outras. É membro do Conselho de Revisão da Revista Científica Tourism Management e é membro do Centro de Investigação do Instituto Superior Politécnico de Viseu. É também membro da Academia de Docentes de Marketing do Ensino Superior e da IberoAmerican Academy of Marketing.Em entrevista exclusiva ao blog avemarketing, direto de Portugal, Cláudia fala sobre marketing, branding e mídias sociais.
avemarketing: Conte-nos um pouco sobre sua formação acadêmica e trajetória profissional.
Licenciei-me em Comunicação Social e desde 2001 sou docente de Marketing e Turismo na Escola Superior de Tecnologia no Instituto Politécnico de Viseu. Completei o meu mestrado em Ciências Sociais em 2004 e estou a finalizar o Doutoramento em Turismo pela Universidade de Aveiro. Tenho várias publicações na área do Marketing, Turismo e Pedagogia, nomeadamente no Tourism Management e Journal of Business Research.
avemarketing: Aqui no Brasil ainda se confunde muito a área do conhecimento Marketing com a Comunicação Social. Como é este entendimento em Portugal?
Em Portugal Comunicação Social é um termo maioritariamente associado aos media, já o Marketing aparece muito ligado às vendas e à forma como as empresas conseguem pôr os seus produtos no mercado.
avemarketing: Como está o mercado de trabalho para profissionais de marketing, na Europa?
Creio que neste momento é uma área de emprego em franca expansão. A crise finaceira e económica recente acabou por ser uma oportunidade para os profissionais daquela área. As empresas de grande dimensão já não dispnesavam os serviços do marketing, as pequenas e médias empresas (PME’s) apostavam mais nos serviços comerciais e menos no marketing, contudo neste momento perceberam que se não apostaram em formas inovadoras de colocar os produtos no mercado não conseguem distinguir-se das concorrentes. Finalmente, o Marketing deixou de ser um gasto e passou a ser um investimento.
avemarketing: Quais informações você possui sobre os estágios de estudo, pesquisa científica e desenvolvimento do Marketing, em outros países?
O Marketing não só genérico como especializado (marketing turístico, farmacêutico, social, neuromarketing…) é uma das áreas de investigação mais trabalhadas e frutíferas nos dias de hoje. A testemunhá-lo está o crescente número de congressos e publicações nestas temáticas.
avemarketing: O Marketing de serviços está alicerçado no desenvolvimento estratégico dos 8P’s. Fale um pouco sobre este conceito.
Os serviços devido à sua complexidade e características particulares necessitam de um mix próprio. Os serviços têm características de intagibilidade, inseparabilidade, heterogeneidade, entre outros. Assim, o mix dos serviços é mais complexo e mais extenso.
avemarketing: Comente sobre o webmarketing e o crescimento e importância das mídias sociais.
Actualmente a maioria dos consumidores utiliza a internet não só na perspectiva da procura de informações mais específicas e detalhadas sobre o produto, como também na procura de opiniões de outros consumidores sobre o produto. Daí que as redes sociais, os fóruns tenham uma importância crescente. O turismo é um bom exemplo, quantos de nós não consultam no Booking.com as opiniões que os clientes de um determinado hotel deixam para nos certificarmos da sua qualidade? É um fenómeno cada vez mais presente, acreditamos mais nas opiniões de alguém que não conhecemos do que nas melhores publicidades das empresas e dos produtos.
avemarketing: Qual sua visão sobre o branding?
Num mercado cada vez mais competitivo e globalizado como é o nosso, os consumidores são mais informados, mais exigentes, mas igualmente mais intuitivos e emocionais. Os produtos são escolhidos por vezes com base nas emoções e não tanto nas suas características objectivas. O branding é um dos responsáveis por esta nova forma de encarar os produtos. As marcas são emoções, os produtos são o seu fruto. Não é muito mais emocionante usar uma mala Channel do que apenas uma mala. No primeiro caso uso glamour e luxo, no segundo uso apenas… uma mala!
avemarketing: O artigo “Miopia em Marketing” (LEVITT, 1969) é um legado importante sobre a insistência de algumas empresas em olhar apenas para seus processos internos, em detrimento da visão macro de longo prazo. Qual sua análise sobre este artigo e sobre as empresas, atualmente?
Nos mercados de hoje não há espaço para miopias, faltas de vista ou estrabismos (lol!)… O marketing de massas deu espaço ao marketing individualizado one to one. As empresas não podem apenas colocar produtos no mercado, devem pensar no mercado ao criarem os seus produtos. O processo é cada vez mais inverso. Os produtos não devem ser criados para o mercado, mas sim pelo mercado sob pena de não terem espaço.
avemarketing: Cláudia, para encerrar, deixe uma mensagem para os estudantes e profissionais de marketing no Brasil.
A minha mensagem é exactamente a mesma que eu passo para os meus alunos e para os estudantes em Portugal: devem pensar já se querem realmente trabalhar nesta profissão, pois trabalhar em marketing não é ser seguidor nem conformista. Trabalhar em marketing é estar dois passos à frente de algo que ainda vai acontecer, é antecipar, prever, provocar… nunca imitar, seguir e conformar.
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avemarketing entrevista #5: Priscilla Aloi
18 de dezembro de 2009 | Por avemarketing em Entrevista, MarketingPriscilla Aloi
é Bacharel em Comunicação Social pela Anhembi-Morumbi. Possui cursos de radialismo e atuação em TV. Trabalhou na Rede Mulher e Jornal Primeiramão. Foi repórter e apresentadora do programa CIEE – Educação e Trabalho.Em entrevista ao avemarketing, ela fala sobre carreira, comunicação, jornalismo, mídias e dá dicas aos novos profissionais.
avemarketing: Priscilla, conte-nos sobre sua carreira como comunicadora e experiências profissionais.
Minha carreira como comunicadora começou após 3 anos de formada, ao ser demitida do colégio em que estudei e lecionei por 7 anos, resolvi “dar o pulo do gato”, ou seja, buscar uma oportunidade na área de comunicação. As portas se abriram na Rede Mulher de TV como assistente de produção em um programa de culinária, dentro da mesma emissora também produzi programa de variedades (feminino) e talkshow. Essa experiência fez com que eu entrasse no mundo das celebridades, empresarial e cotidiano – devido aos eventos que frequentava para conseguir contatos de entrevistados e pautas. Minha trajetória na Rede Mulher foi bem curta – mais ou menos 2 anos – neste período fiz o curso de radialista, e ao sair da Rede Mulher devido à venda da emissora fui buscar outra oportunidade junto ao Jornal Primeiramão, que na época tinha um programa de vendas na Rede Bandeirantes, e adquiri a experiência em frente as câmeras como apresentadora – neste mesmo período fui convidada pelo Dr. Lair Ribeiro a ser sua assessora de imprensa, e assim dividia meu tempo como apresentadora de programa de vendas e assessora de imprensa.
Você pode está se perguntando – e a experiência anterior , contou para sua contratação profissional?….No meu caso não- sempre abriram as portas para mim e sempre estava e estou pronta para aprender – esse é um dos segredos.
Atuei na área de publicidade como figurante e principal até assumir o programa do CIEE em 2003 como repórter, produtora e apresentadora .Juntamente com o Programa do CIEE coordenei uma revista de moda. Colaboro no Blog da Comunicação como colunista e criei meu site não como vitrine, mas sim como profissional que sou – Comunicadora que atua em diversos segmentos.
avemarketing: Você é repórter e apresentadora do programa CIEE – Educação e Trabalho, certo? Fale um pouco do seu dia a dia e quais desafios a motivam?
Como disse anteriormente assumi o programa do CIEE em setembro de 2003 – primeiro como repórter, depois como produtora e apresentadora até março de 2008.
Os maiores desafios:
na primeira saída com a equipe e assumir o microfone como repórter – lembro como se fosse hoje – iria falar sobre o curso de pedagogia – ainda bem que já havia dado aula e feito magistério .
as viagens com a equipe nas unidades do CIEE espalhadas no interior -trazer um programa de TV fechado para um espaço de 25 minutos na TV – que desafio!- a experiência atrás das cameras como produtora de TV , fez com que meu “time” se desenvolvesse.
a apresentação, de acordo com o texto que o CIEE enviava – passava as informações de uma maneira natural, uma observação sem TP (telepronter) – decorava o texto e gravava a apresentação- isso durou 2 anos – depois providenciaram um TP – que alívio
O maior desafio no CIEE foram as reportagens e a apresentação sem TP, mais uma experiência enriquecedora, pois os entrevistados eram bem ecléticos – do pessoal que prestava serviços às empresas, presidentes e CEOs.
avemarketing: Faça uma análise do papel da imprensa em nosso país, atualmente.
A imprensa em nosso país enfatiza muito ” a desgraça”, quando na verdade só deveriam noticiar o fato, como uma mera informação, e não ser sensacionalista- Ah! esqueci que é isso que dá “ibope” – também não concordo com esse posicionamento – se mudarmos o paradigma das “desgraças” para as boas notícias, mudaremos a sociedade, ou pelo menos quem “faz algo errado” não vira notícia.
Referente a imprensa escrita é o mundo das fofocas que vende revista, e em programas da tarde a celebridade usa vestido curto – quando na verdade há muita gente boa desenvolvendo trabalho sério e suando a camisa para manter programas sociais, mas infelizmente a imprensa não abre espaço.
avemarketing: Uma das teorias para uma boa informação é a distinção entre fato e opinião (teoria do espelho). Qual sua linha de raciocínio a respeito?
Vou ser bem direta – o fato é o que ocorre e a opinião é a sua versão sobre o que ocorre. Se a imprensa entendesse essa relação – o sensacionalismo acabaria, porque noticiariam o fato e não a opinião dos reporteres , dos apresentadores, dos radialistas – para isso existe o comentarista – que é aquele que comenta os fatos e não emite opinião.
avemarketing: Assim como em várias outras profissões, penso que muitos jornalistas tangenciam a ideologia jornalística por causa da imposição e conveniência de seus empregadores. Como conciliar os interesses financeiros e a profissão?
Muito simples – busque oportunidades que combinam com o seu caráter e valores – e não se venda! É possível sim – não disse que é facil!
avemarketing: Geralmente a busca pela audiência desvincula da grade de programação da “TV aberta” a preocupação com a formação moral do ser humano. Como você vê o processo de estereotipagem da programação das emissoras?
Recentemente escrevi um artigo para o blog da comunicação – onde abordo a diferença da TV ABERTA E DA TV A CABO, cito esse artigo porque abordo a grade de programação e o ibope – as tvs estão tão preocupadas com a verba publicitária e não percebem que a Internet roubará essa fatia de mercado independentemente do ibope. Não adianta a TV só se preocupar com o Ibope e “apelar” – temos o controle remoto.
Quanto a preocupação com a formação não cabe a TV – calma vou explicar – a formação deve ter início na família, depois na escola e só assim os telespectadores terão qualidade na programação, pois saberão selecionar. Sabemos que a TV principalmente a aberta é focada na cultura de massa que na verdade precisa de educação para ter formação em todos os segmentos.
avemarketing: Qual sua opinião sobre as influências da internet na comunicação social brasileira (Jornalismo, RP, Cinema, Rádio e TV e PP)?
Já citei acima que a Internet “roubará” uma grande verba publicitária da TV aberta – tudo porque a Internet tem uma velocidade muito mais ágil – e o advento do youtube fez com que “anônimos” mostrassem seus trabalhos para o mundo todo é o espaço que a TV não dá para quem não é celebridade- a Internet dá!
avemarketing: Caminhamos para a difusão de informação em multimídias, com convergência total e esta tendência é uma revolução em forma e conteúdo. Você concorda com esta afirmação? Como ficam as relações pessoais?
Sim concordo – Eu mesma dando essa entrevista tento manter uma linguagem muito direta , pois é isso que a Internet pede – agilidade – ninguém fica horas navegando em uma página ou lendo uma entrevista muito longa – diferente das revistas. Na minha opinião as relações pessoais perdem o valor humano se estabelecidas só pela Internet – isso de MSM, ORKUT, FACEBOOK não me agrada – nunca vi tanta gente com tantos amigos “que nem conhecem”.
avemarketing: Bem Priscilla, para finalizar deixe algumas dicas para os futuros profissionais de comunicação social.
Para se dar bem na profissão:
FAÇA O QUE GOSTA / TENHA ÉTICA / APRENDA SEMPRE / ACEITE DESAFIOS /SUCESSO É CONSEQUÊNCIA DE TRABALHO.
Saiba que as pedras farão parte do seu caminho , mas depende de você a maneira de como irá utilizar essas pedras.
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avemarketing entrevista #4: Dr. Donald K. Hsu
24 de novembro de 2009 | Por avemarketing em Entrevista
O blog avemarketing teve acesso ao Dr. Donald K. Hsu, professor de Global e-commerce e International Management da Divisão da Administração de Negócios do Dominican College, Orangeburg, New York, USA.Dr. Hsu, de origem chinesa e radicado nos Estados Unidos, é Bacharel em Ciências, Mestre e Ph.D. pela Fordham University. Já percorreu mais de 60 países e desenvolve atividade como consultor de finanças e projetos de e-commerce, além de ser autor de diversos artigos sobre pesquisa de marketing, e-commerce, global management e e-leader. Em 2008 presidiu a Conferência de E-Leader de Bangkok, na Tailândia. Em um rápido bate-papo durante o mês de novembro, Dr. Hsu concedeu entrevista exclusiva ao avemarketing. Veja abaixo (português/inglês).
avemarketing: Fale um pouco sobre o que é Global e-commerce/ Tell us a little about what Global e-commerce is.
Global e-commerce é comprar e vender globalmente pela internet. / Global e-commerce is buying and selling globally on the Internet.
avemarketing: Como desenvolver vantagem competitiva em mercados diferentes dos alcançados originariamente? / How to develop competitive advantage in markets other than those originally achieved?
Usando e-commerce, as empresas geram receita adicional, proporcionando assim a vantagem competitiva. /Using e-commerce, companies generate additional revenues, thus providing the competitive advantage.
avemarketing: Apesar da facilidade de informação proporcionada pela internet, as empresas pequenas ainda operam localmente. Como as empresas pequenas podem se estruturar para atuar em mercados globais? Quais os requisitos necessários? / Despite the easy access to information provided by the Internet, small firms still operate locally. How small firms can be structured to operate in global markets? What is it required?
Pequenas empresas devem ter a mistura certa de marketing, produtos e preços. O transporte, a logística e questões relacionados são os assuntos de maior importância. / Small firms must have the right mix of marketing, products and pricing. The shipping, logistics and related issues are major concerns.
avemarketing: Como você vê a ascensão dos países do BRIC no mercado internacional? / How do you see the rise of the BRIC countries in the international market?
A ascensão dos países do BRIC são o que chamamos de “mercados emergentes”. Estes quatro países tem população e motivação de muitos jovens. A Russia e o Brasil tem matéria-prima e grandes mercados locais. A India é lider em tecnologia e finanças. A China é lider em manufatura. A única outra área com crescimento significante será os países do EEC, em torno de vinte deles. O país líder é a Republica Checoslovaquia. / Yes, the rise of the BRIC countries are what we call “emerging markets.” These four countries have the population, motivation of many young people. Russia and Brazil have raw materials, and big local markets. India leads in technology and finance. China leads in manufacturing. The only other significant growth area will be the EEC countries, about 20 of them. The leading country is Czech Republic.
avemarketing: Fale sobre as estratégias de joint venture, licenciamento e fusões corporativas no e-commerce. / Could you talk about the strategies of joint venture, licensing and corporate mergers in e-commerce?
Durante os anos de 2000-2001, muitas empresas “ponto com” falíram. Como resultado disso, os proprietários dessas empresas começaram outros companhias. Eu vejo uma maior consolidaçao dessas empresas de e-commerce no futuro. / During year 2000-2001, many dot com companies went bankrupt. As a result, the owner of these firms started new companies. I will see more consolidation of these e-commerce firms in the future.
avemarketing: Quais as tendências em e-commerce? / What are the trends in e-commerce?
A tendência é definitivamente global. De grandes a pequenas empresas, elas utilizam e-commerce para começar os negócios, para conseguir vantagem competitiva ou para expandir seus negócios em novos países. / The trend is definitely global. From large firms to small firms, they use e-commerce to start business, to get competitive advantage or to expand their business in new countries.
avemarketing: Para terminar, deixe algum recado para quem quer se especializar em global e-commerce. / Finally, let a message for those who want to specialize in global e-commerce.
Há muitas oportunidades no global e-commerce. É preciso estudar, fazer pesquisa e abrir uma empresa para que se exerça esta área. / There are many opportunities in global e-commerce. One can study, do research, and start a company to practice this field.
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