• UnHate – Você tem ódio do quê?

    Todos devem ter visto a recente campanha (UnHate) da marca Benetton que explora a cultura da paz contra o ódio entre os seres humanos, principalmente a partir das diferenças diversas ( culturais, religiosas, orientação sexual e etc). Marcada pelas comunicações polêmicas e por grandes repercussões, a Benetton dividiu opiniões nas décadas de 80 e 90 com propagandas repletas de questões sociais e tabus como sexo, aids, política, guerra, morte, religião e igualdade. As criações, á época, vingaram pelas mãos talentosas do fotógrafo italiano Oliviero Toscani – autor da célebre frase “A publicidade é um cadáver que nos sorri” e que virou título de livro. Toscani e a própria empresa acreditavam que a publicidade e propaganda deveriam ser utilizadas para propagar algo a mais do que simplesmente o resultado do capital e, claro, tudo com muito impacto. Pena que a sociedade não enxerga em si mesmo a realidade. Na maioria das vezes, o que as pessoas querem ver é o sonho, e não o real. Assim é o mundo da publicidade, dos filmes, das novelas e etc.

    Mas, a propósito, você tem ódio do quê?

    Banner defronte a Catedral de Milão, IT.

    UnHate Film, bem ao estilo publicitário da Benetton. “The film UNHATE by French director Laurent Chanez, tells of the precarious balance and complex interweaving between the drive to hate and the reasons to love”.

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  • As marcas mais valiosas em 2011

    Publicado pela consultoria Interbrand, o relatório “Best Global Brands (Melhores Marcas Globais)” indica ranking com o valor de marca (branding) das empresas globais. Note que as 10 primeiras marcas rankeadas pela Interbrand são originárias dos EUA e nenhuma marca brasileira aparece entre as 100 mais. Outra curiosidade é com a marca Burguer King figurou entre as 100 mais em 2008  e, após ser adquirida por fundo de investimentos com capital brasileiro, desapareceu do ranking.

    • Despencaram: Kodak, Nokia, Toyota.
    • Subiram: Prada, Zara, Apple, Google.
    • Misteriosamente sumiu do ranking: Marlboro.

    Confira listagem com as 100 mais valiosas AQUI.

    Outra empresa que realiza cálculo do valor de marca é a consultoria Millward Brown. Veja o ranking da MB e compare os valores.

    Informações: Interbrand. Arte: Diogo Shiraiwa/Editoria de Arte/Folhapress. Publicado em www.folha.com.br/mercado em 18/01/2011

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  • “Não sejamos rasos“ – Um convite à mudança

    Inicio o post dessa quinzena, fazendo uma provocação. Tema que já discuto há muito tempo e que já virou artigo. Não parece que tudo está mais raso? Mais superficial? A desvalorização do profissional de marketing ano-a-ano vem aumentando e minha previsão é que tende a piorar.

    Acredito que são muitos os fatos que contribuem para que isso ocorra, mas um deles é a pouca profundidade sobre os conhecimentos adquiridos e consequentemente uma medianidade de planos, ações, produtos e serviços ofertados ao mercado.

    O conhecimento raso é o que denominamos de saberes de pouca profundidade. Um constante crescimento e acesso de informações gerando certa “comoditização” de disciplinas e temas. No entorno desse cenário, verifico um incomodo sentimento de insatisfação com os profissionais da área, e trago à tona que o papel do profissional de Marketing é obter o maior conhecimento possível para que se exerça uma responsabilidade social com os produtos e serviços sob sua atuação.

    Qual é a contribuição que o profissional de marketing pode dar? Primeiro, o profissional de Marketing tem responsabilidade perante a sociedade. Ele não pode usar as ferramentas, recursos que aprendeu para promover marcas, produtos e serviços de empresas que agem imoralmente, para os fins ou para os meios. E em segundo lugar, o profissional de Marketing deve ter consciência que sua atividade impacta na sua própria vida, na sua comunidade, família, país e planeta. Ele não pode mais ser endérmico, deve sim, combater a vulgarização do conceito da atuação mercadológica e aprofundar sua contribuição para a cidadania.

    É necessário trabalho, coragem e ética da convicção para obter mais saberes. É preciso deixar de ser raso e mergulhar em águas profundas para obter conhecimento. Ao apenas arranhar um determinado tipo de conhecimento, não há sustentação para a permanência e sucesso.

    Mário Cortella, em seu livro “Qual é a tua Obra? Inquietações propositivas sobre Gestão” convida-nos a uma auto reflexão e questionamento sobre o papel de cada um nas empresas e seus impactos para o mercado.  Questionamentos como esse, ajudam a transformar o mundo para melhor.

    O sucesso do profissional de marketing não pode ser obtido a qualquer preço, portanto mãos a obra, e aprofundemos nossos saberes atuando com responsabilidade e ética. Vamos?

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  • A Pepsi e o calor do momento

    Por Eugênio Bispo*

    Depois de Roberto Carlos, Biafra, Marcelo Adnet, Falcão, Beto Barbosa, agora checou a vez de Joel Santana. É impressionante a maneira como as empresas tem dinheiro para gastar sem se preocupar com os resultados negativos que esse tipo de propaganda pode causar em suas respectivas marcas. O calor do momento parece mesmo ter tomado conta do empresário brasileiro. Isso ocorreu nos Estados Unidos, alguns anos atrás e agora chegou à vez do Brasil.

    A Pepsi parece que não aprendeu a lição, mas como tem dinheiro para gastar, pouco importa, afinal estamos no Brasil. Do ponto de vista do marketing e branding essa propaganda é inteiramente inútil, não tenho nada contra, agora não posso ver esse tipo de coisa e ficar indiferente. Com tanta empresa jovem precisando de uma força, incluindo a minha, a Pepsi resolve gastar com o inglês de Joel Santana? É inacreditável como as empresas reagem ao calor do momento. Não procuram uma empresa especializada, não fazem do marketing uma ferramenta estratégica, não dão oportunidade a novos talentos e ainda acham que são expert em marketing. É brincadeira!  Ao que parece o mundo virou mesmo uma torre de babel. E muitos serão crucificados face ao amadorismo empresarial. Isso É Brasil!

    *Eugênio Bispo é diretor da Global Consultoria, empresa especializada em marketing e em planejamento e desenvolvimento de marcas. Contato: globalconsultoria10@yahoo.com.br

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  • Janeiro, o mês das liquidações

    Consumidores na fila, a espera da abertura do varejo. Foto: Rafael Custo

    O mês de janeiro é caracterizado, para o varejo, como o mês das grandes promoções baseadas em preços (liquidações). Inicialmente concebidas para queima de estoque de produtos não vendidos durante o período do Natal, as ações promocionais ganharam intensidade e hoje fazem parte do calendário estratégico do varejo tornando-se até mesmo um evento tradicional para algumas empresas varejistas.

    Também já virou costume as megaliquidações realizadas por lojas de rede em todas as suas filiais ao mesmo tempo, em um único dia. Tal ação é uma atração em todos os municípios e movimenta os consumidores que formam filas quilométricas nas portas das lojas aguardando a abertura das portas. A quantidade de pessoas a espera é tão grande que as filas iniciam 3 ou 4 dias antes do dia marcado para a promoção e os clientes se aglomeram dentro da área de vendas disputando produtos “na unha”.

    Alguns termos utilizados pelo varejo, como sinônimos de liquidação:

    • Bota-fora
    • Off
    • Descontos
    • Queima
    • Galinha morta
    • Liquidatudo
    • Saldão
    • Loucura total
    • Preço baixo
    • Ofertaço, oferta
    • Abriu a mão
    • Liquidação de alto a baixo
    • Pechincha
    • Terca-feira gorda
    • Segunda-feira maluca
    • Retalhos
    • Ponta de estoque

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