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Posts com a tag ‘administração’

O Salário

quinta-feira, janeiro 21st, 2010

Por Elcio Fernando.

Muito se discute sobre a discrepância salarial osalarioavemarketing2que acomete o Brasil atualmente. Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD, a República Federativa do Brasil ocupa a oitava colocação entre os países com maior desigualdade social (PNUD, 2003). Esse índice de desigualdade social exorbitante está vinculado à distribuição e/ou concentração da renda da força produtiva. Entende-se por força produtiva a parcela da população em idade economicamente ativa, ou seja, que produz algo para o país, intelectualmente ou através do emprego da força física. E, é justamente esta característica diferenciadora das duas condições de mão de obra que determinam grandes diferenças nas recompensas natural do trabalho, ou seja, o salário, conforme Smith (1776). O trabalho é condição do ser humano para a obtenção de produtos e serviços que satisfaçam suas necessidades de sobrevivência e crescimento. É com o trabalho que o ser humano e os Estados Federativos acumulam capital para usufruto de um maior poder de barganha. Todas as relações comerciais são desenvolvidas a partir do poder de compra, ou, acúmulo de capital (riqueza ou dinheiro). Aos cidadãos imersos no regime capitalista, o poder de compra é representado pelo rendimento/recebimento e/ou salário obtido e o mesmo precisa sobreviver de seu salário. A natureza humana é dotada de princípios competitivos - de sobrevivência e perpetuação da espécie e outros, como fatores subjetivos, já citados por J.M. Keynes(1936) - e a sobrevivência competitiva também colaboram para a desigualdade entre os homens.  Mas, como determinar a variação de salários mediante a divisão de tarefas? Para Smith (1776) “… os salários do trabalho variam segundo a facilidade ou dureza, o grau de limpeza ou sujeira, o prestígio ou desprestígio da profissão”.  Ainda, conforme Smith (1776), “… os salários do trabalho variam de acordo com o grau de confiança”.  Além do exposto, a qualificação e capacidade de retorno do capital investido também são fatores decisivos na definição de valor da recompensa pelo trabalho. Importante considerar a ideia de eficiência (produtividade) e eficácia (resolver problemas) conforme Maximiano (2000), como elementos que sugerem maior ou menor remuneração de um indivíduo. Ainda, como objetos influenciadores de valores nominais existem os pisos salariais estabelecidos por legislação correlata e a capacidade financeira de uma organização.

Ao trabalhador, como artifício para crescimento salarial, e seguindo o raciocínio exposto no parágrafo anterior, tem-se na quantidade de anos de estudo (qualificação) uma maior possibilidade de aumento de salário, conforme demonstram os dados do CPS/FGV(2007) - Quadro 1, abaixo.

osalarioavemarketingDeste modo, contextualiza-se o salário como um conjunto de habilidades e situações que fornecem maior ou menor recompensa pelo mesmo, com verídico crescimento a partir do tempo de aprimoramento de um indivíduo, e da exclusividade, ou seja, quantidade de indivíduos que desenvolvem desempenho eficaz em atividades laborais com importância intelectual e produtiva. Assim sendo, somente um respaldo estrutural básico e educacional/técnico de qualidade a médio e longo prazo, além de crescimento econômico para garantir a diminuição da desigualdade social.

Linha de produção de vagão para metrô

quinta-feira, dezembro 10th, 2009

Veja vídeo interessante de uma linha de produção de vagões para o metrô de NY-USA.

Ainda hoje ficam evidentes  os princípios postulados por Taylor através da obra “Princípios da Administração Científica”, publicada em 1911, no que tange a ênfase nos métodos racionais, padronização e divisão de tarefas.

Gestão e competências essenciais

terça-feira, dezembro 8th, 2009

lampadaavemarketingToda e qualquer atividade empresarial deve estar focada nas competências essenciais e essas, em oportunidades de mercado. As competências centrais caracterizam o que uma organização tem de melhor, seu know-how principal ou seu fator crítico de sucesso.  Acontece que, conforme a empresa evolui, corre-se o risco de perder o foco e deixar a competência central de lado, sufocados pela burocracia excessiva e subordinado ao mantra do crescimento a qualquer custo.  Juntamente com o desenvolvimento das especialidades do negócio, urge a criação de vantagens competitivas que proporcionem diferenciação perante os demais players de um segmento. Algumas das vantagens competitivas mais utilizadas são: inovação, custo baixo, flexibilidade, agilidade, bom atendimento, marca com percepção de qualidade, dentre outros.  Em relação à inovação, que é fruto de adaptação rápida às mudanças do ambiente, torna-se criativa aquela empresa que tem capacidade de transformar a ideia em produto ou um método de operação em algo útil, conforme Robbins (2004). “A organização inovadora caracteriza-se pela habilidade de canalizar suas essências criativas para resultados úteis” ( ROBBINS,  2004, p. 157). Este conceito reforça a idéia da gestão empresarial das competências essenciais como elemento de norteamento para o planejamento e controle, a fim de alcançar resultados operacionais e estratégicos.

*Elcio Fernando Del Prete Miquelino. Bacharel em Comunicação Social, Publicitário ( MTB 04773 ), Especialista em Marketing e MBA em Marketing. Atualmente é Professor Universitário, sócio-proprietário do Itam - Instituto de Treinamento e Assessoria em Marketing Ltda e Consultor em Marketing.

Leia também

:: Inovar, eis a questão
:: Modelo focado nos processos internos deve sofrer alteração
:: Diferencial e o trabalho
:: Cálculo do preço de venda
:: Como iniciar um novo negócio

avemarketing entrevista #4: Dr. Donald K. Hsu

terça-feira, novembro 24th, 2009

hsu_pangborn_lopez14O blog avemarketing teve acesso ao Dr. Donald K. Hsu, professor de Global e-commerce e International  Management da Divisão da Administração de Negócios do Dominican College, Orangeburg, New York, USA.

Dr. Hsu, de origem chinesa e radicado nos Estados Unidos, é Bacharel em Ciências, Mestre e Ph.D. pela Fordham University. Já percorreu mais de 60 países e desenvolve atividade como consultor de finanças e projetos de e-commerce, além de ser autor de diversos artigos sobre pesquisa de marketing, e-commerce, global management e e-leader. Em 2008 presidiu a Conferência de E-Leader de Bangkok, na Tailândia. Em um rápido bate-papo durante o mês de novembro, Dr. Hsu concedeu entrevista exclusiva ao avemarketing. Veja abaixo (português/inglês).

avemarketing: Fale um pouco sobre o que é Global e-commerce/ Tell us a little about what Global e-commerce is.

Global e-commerce é comprar e vender globalmente pela internet. / Global e-commerce is buying and selling globally on the Internet.

avemarketing: Como desenvolver vantagem competitiva em mercados diferentes dos alcançados originariamente? / How to develop competitive advantage in markets other than those originally achieved?

Usando e-commerce, as empresas geram receita adicional, proporcionando assim a vantagem competitiva. /Using e-commerce, companies generate additional revenues, thus providing the competitive advantage.

avemarketing: Apesar da facilidade de informação proporcionada pela internet, as empresas pequenas ainda operam localmente. Como as empresas pequenas podem se estruturar para atuar em mercados globais? Quais os requisitos necessários? / Despite the easy access to information provided by the Internet, small firms still operate locally. How small firms can be structured to operate in global markets? What is it required?

Pequenas empresas devem ter a mistura certa de marketing, produtos e preços. O transporte, a logística e questões relacionados são os assuntos de maior importância. / Small firms must have the right mix of marketing, products and pricing.  The shipping, logistics and related issues are major concerns.

avemarketing: Como você vê a ascensão dos países do BRIC no mercado internacional?  / How do you see the rise of the BRIC countries in the international market?

A ascensão dos países do BRIC são o que chamamos de “mercados emergentes”. Estes quatro países tem população e motivação de muitos jovens. A Russia e o Brasil tem matéria-prima e grandes mercados locais. A India é lider em tecnologia e finanças. A China é lider em manufatura. A única outra área com crescimento significante será os países do EEC, em torno de vinte deles.  O país líder  é a Republica Checoslovaquia. / Yes, the rise of the BRIC countries are what we call “emerging markets.”  These four countries have the population, motivation of many young people.  Russia and Brazil have raw materials, and big local markets.  India leads in technology and finance. China leads in manufacturing.  The only other significant growth area will be the EEC countries, about 20 of them.  The leading country is Czech Republic.

avemarketing: Fale sobre as estratégias de joint venture, licenciamento e fusões corporativas no e-commerce. / Could you talk about the strategies of joint venture, licensing and corporate mergers in e-commerce?

Durante os anos de 2000-2001, muitas empresas “ponto com” falíram. Como resultado disso, os proprietários dessas empresas começaram outros companhias. Eu vejo uma maior consolidaçao dessas empresas de e-commerce no futuro. / During year 2000-2001, many dot com companies went bankrupt. As a result, the owner of these firms started new companies. I will see more consolidation of these e-commerce firms in the future.

avemarketing: Quais as tendências em e-commerce? / What are the trends in e-commerce?

A tendência é definitivamente global. De grandes a pequenas empresas, elas utilizam e-commerce para começar os negócios, para conseguir vantagem competitiva ou para expandir seus negócios em novos países. / The trend is definitely global.  From large firms to small firms, they use e-commerce to start business, to get competitive advantage or to expand their business in new countries.

avemarketing: Para terminar, deixe algum recado para quem quer se especializar em global e-commerce. / Finally, let a message for those who want to specialize in global e-commerce.

Há muitas oportunidades no global e-commerce.  É preciso estudar, fazer pesquisa e abrir uma empresa para que se exerça esta área. / There are many opportunities in global e-commerce.  One can study, do research, and start a  company to practice this field.

Leia também

:: avemarketing entrevista #3: Ester Beatriz (parte 2)
:: avemarketing entrevista #3: Ester Beatriz (parte 1)
:: avemarketing entrevista #2: Michel Lent
:: avemarketing entrevista #1: Arnaldo Rabelo

Procedimentos operacionais

segunda-feira, novembro 16th, 2009

Um dos P’s do Marketing de Serviços é o desenvolvimento de “Procedimentos operacionais”. Alguns autores entendem os procedimentos como o step by step dos processos de uma empresa. Bem, é notório que as organizações devem descrever procedimentos que reforcem os fatores críticos de sucesso e minimizem quaisquer possibilidade de contratempos em pontos de contato com o cliente.

O vídeo abaixo mostra um exemplo de procedimento que nem sempre é bem cumprido e causa má impressão de marca e muitos constrangimentos aos clientes,  além de não resolver totalmente o motivo para o qual foi criado.

Via Updade or Die e Circo Voador (responsável pelo filme).

Além do assunto já citado e correlacionado ao vídeo por este blogueiro, a produção relata como o preconceito está presente na sociedade, infelizmente.

Inovar, eis a questão.

quarta-feira, outubro 28th, 2009

inovarInovar é uma característica fundamental no mundo dos negócios. Poucas são as empresas que conseguem se “reinventar” constantemente, de modo a adaptar-se com rapidez às mudanças do mercado. Importante distinguir as empresas que possuem processos ou produtos reinventados, conceitualmente citados como “inovadoras”, das empresas que são consideradas “seguidoras”, conforme Clark & Wheel Wright (1993). As empresas inovadoras desenvolvem identidade estratégica e acrescentam melhorias em métodos com conseqüente resultado mercadológico e são em número menor do que as ditas “seguidoras”/”copiadoras”.

Para ilustrar este post, recorro a palestra de Rowan Gibson sobre inovação. Rowan é autor do livro “Inovação, prioridade número 1″ e é considerado atualmente um dos principais nomes mundiais sobre inovação. Ele esteve no Brasil em 18 de agosto e proferiu palestra para profissionais e estudantes. Assista os vídeos abaixo, divididos em 6 partes de 15 minutos (com tradução simultânea). Fonte: Revista Harvard Business Brasil

(mais…)

Coluna - Administrando.biz

quinta-feira, outubro 22nd, 2009

A partir de hoje faço parte da equipe de colunistas do site Administrando.biz e, desta forma, meus artigos e publicações podem ser conferidos também por lá, quinzenalmente. Agradeço a oportunidade conferida pelo Claudinei Costa.

Veja abaixo print do site.

administrandobiz-screen-capture-2009-10-22-9-43-13Clique na imagem para melhor visualização

Modelo focado nos processos internos deve sofrer alterações

domingo, outubro 18th, 2009

O modelo de administração focado nos processos internos deve sofrer modificações constantes nas próximas décadas. Não há como negar que o mundo mudou e que a sociedade, que forma a base dos mercados, apresenta variações em velocidade espantosa. As influencias ambientais, no tocante (principalmente) economia, tecnologia, política, aspectos demográficos e sociais, inferem à humanidade novos costumes e comportamentos que moldam os sistemas econômicos vigentes e interfere na disputa pelo capital. Outro aspecto a ganhar forma nos próximos anos é a preocupação com preservação do planeta, que aos poucos interferirá nas decisões empresariais.

As organizações insurgentes deste novo cenário devem incluir em suas rotinas diárias a capacidade de inovar constantemente e adaptar-se com mais velocidade às mudanças. Para Schumpeter (1982) somente as empresas que realizam inovações de modo contínuo são caracterizadas como inovadoras. Infelizmente a capacidade de aderir às mudanças ainda não é prática estudada pelas nossas empresas e muitas apresentam notório viés de lentidão em estudar os agentes de mudanças e reorganizar as estratégias.  Ainda, conforme Schumpeter (1996) o fator preponderante para a “destruição criativa” é a inovação.  Segundo Basil;Cook(1974) as empresas mudam em respostas as crises e na visão de March (1981) as empresas mudam, mas as mudanças não podem ser controladas, fato que diminui a abrangência do domínio organizacional.

hierarquia

Interessante analisar o conceito expresso da palavra “organização”. De acordo com Maximiano (2000) há dois entendimentos para o tema. O primeiro discorre sobre a idéia de organização como função interna de qualquer sistema ou estrutura para ordenação de, ou seja, de alocar recursos disponíveis de acordo com os objetivos. O outro entendimento diz respeito à organização como um grupo social primário e secundário que possui partes que se interagem e se influenciam. As empresas em geral, independentemente da área de atuação, tamanho e outras características são grupos sociaissecundários e com certo grau de formalização. Por suposto são organizações e devem priorizar o arranjo interno como elemento para constituição de estruturação formal e divisão de tarefas. A estas cabe a definição dos procedimentos e processos para alcançar resultados objetivados em um determinado mercado.

Cabe considerar que, em mercados com baixa volatilização, as teorias clássicas e científicas consideram o processo todo como um grande ciclo e, desta forma, demonstram eficiência. A partir do momento que os mercados tornam-se inconstantes, os “modelos de gestão” não conseguem conceder respostas para a dinâmica empresarial.  Na maioria das vezes, e assim será no futuro, a resposta para as decisões gerenciais está alicerçada no estudo do ambiente externo. Não é mais o interno que molda o externo, característica empresarial presente na Revolução Industrial. Hoje ocorre justamente o contrário. As empresas devem desenvolver mecanismos de inteligência e monitoramento de mercado que ausculte todos os fenômenos que podem influenciar toda a cadeia que o negócio está inserido relacionado com seus produtos e serviços.

De nada adianta processos internos bem geridos e controlados se o ambiente externo foi alterado. Tomemos uma análise bem simples: para quem as empresas produzem produtos e serviços, senão para o mercado? A base para o que e como produzir é a informação do que está no contexto externo. “Se analisarmos as mudanças ocorridas em importantes setores ao longo dos últimos quarenta anos, veremos que praticamente todas aconteceram fora do mercado” (DRUCKER, 2003, p. 68).

As empresas das próximas décadas que conseguirem compreender o que está acontecendo do lado de fora delas, criando mecanismos de inteligência que subsidie este estudo e tornando seus recursos humanos participativos e conscientes do setor o qual fazem parte e aplicando o Marketing como conceito maior de sua estrutura administrativa dá passo importante para a sustentabilidade. O foco principal não deve ser o produto ou o serviço em si, mas o contexto geral do negócio como um todo, em longo prazo, imerso em um ambiente de profundas mutações.

*Elcio Fernando Del Prete Miquelino. Bacharel em Comunicação Social, Publicitário ( MTB 04773 ), Especialista em Marketing e MBA em Marketing. Atualmente é Professor Universitário, sócio-proprietário do Itam - Instituto de Treinamento e Assessoria em Marketing Ltda, Consultor em Marketing e autor do blog avemarketing.

Leia também:

:: Como iniciar um novo negócio
:: O que não é marketing
:: Desmistifique o marketing
:: Marketing: arte ou ciência?

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