• Economia de escala e o “Custo Brasil”

    Imagem: ojornalweb.com

    Um dos objetivos iniciais de qualquer indústria é o crescimento produtivo, em escala. A economia de escala postula qu, ao organizar o processo produtivo, o custo unitário diminui a medida que se aumenta a quantidade produzida. Esse conceito, amplamente difundido , só esbarra em entraves quando outros fatores não viabilizem a maximização dos lucros. Como exemplos, em nosso país, temos o chamado CUSTO BRASIL. O CB é uma sucessão de dificuldades que acarretam no aumento do custeio e viabilidade de um negócio, quando comparado a outros países. Alíquota de impostos em cascata, infra-estrutura sucateada e burocracia em excesso são bons exemplos de situações que desestimulam a economia de escala, em alguns casos.

    Abrir uma empresa é mais demorado e mais caro, no Brasil, do que em vários outros países (matéria1; matéria2), conforme dados apresentados pela Firjan (2010).

    Fonte: Estudos para o Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro. 2000, p. 12. Firjan (2010). Disponível em http://www.firjan.org.br

    Desta forma, torna-se fato que algumas decisões sobre novos investimentos objetivem vizinho que oferecem condições mais inócuas no que diz respeito ao custeio. E, a “bola da vez” é o Paraguai. A partir dos incentivos concedidos na ‘ LEI DE MAQUILLA’  – veja tabela abaixo, alguns módulos produtivos migraram para o país próximo, afim de competirem com os baixos custos de manufatoras sediadas em outras regiões do globo, como China.


    TRIBUTOS DA INDÚSTRIA NO BRASIL * TRIBUTOS DA INDÚSTRIA  PARAGUAI (LEI DE MAQUILLA)
    ICMS Média 17% Não tem
    IPI Média de 10% Não tem
    PIS 1,65% Não tem
    COFINS 7,60% Não tem
    Imposto único Não tem 1% sobre o valor agregado ao produto no Paraguai
    Fonte:Advogados tributaristas Guilherme Roman, da Gasparino Advogados e André Mendes Moreira, do Sacha Calmon-Misabel Derzi Consultores & Advogados
    *Allíquotas variam de setor para setor.
    *Vale ressaltar que esses impostos admitem o desconto de créditos pela indústria por serem não cumulativos.
    Acesso em 08/11/2011: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2011/11/brasileiros-viram-made-paraguai-em-busca-de-competitividade.html


    TRIBUTOS DA INDÚSTRIA NO BRASIL * TRIBUTOS DA INDÚSTRIA  PARAGUAI (LEI DE MAQUILLA)
    ICMS Média 17% Não tem
    IPI Média de 10% Não tem
    PIS 1,65% Não tem
    COFINS 7,60% Não tem
    Imposto único Não tem 1% sobre o valor agregado ao produto no Paraguai

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  • A gestão pública

    O ato de gerir o patrimônio público deve envolver todo o planejamento, implementação e controle direcionado para a melhor utilização dos recursos disponíveis, afim de melhorar a produtividade estatal e proporcionar o bem estar da coletividade. Aos profissionais, envolvidos com tal atividade, espera-se conhecimentos concretos sobre administração financeira, direito administrativo, sistemas políticos, macro e micro economia e habilidades administrativas e estratégicas em geral. Além disso, estima-se que o atuante tenha bom relacionamento interpessoal, visão conceitual (capacidade de análise em 360 graus), capacidade de definir prioridades, formação compatível com a atividade técnica específica e princípios éticos.

    Atualmente assistimos a grande quantidade de denúncias provenientes de supostos esquemas para desvios de dinheiro público em benefício pessoal/partidário. Assim como na iniciativa privada, os mecanismos de controle que previnem e inibem processos fraudulentos, devem ser intensificados e implementados e por suposto monitorados pela sociedade.  Entretanto, possuímos como cultura política a nomeação de alguns gestores alinhavados apenas com interesses partidários e assim, o planejamento organizacional fica refém do ‘entreguismo’ proveniente das ajudas entre as siglas, nas esferas Municipais, Estaduais e Federal. Este viés inviabiliza a ação de uma gestão pública mediada por profissionais isentos das agruras instaladas nos meandros dos conchavos da pseudo-politização de nossos poderes públicos e possibilita uma fácil destinação incorreta dos recursos financeiros.

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  • A centralização das decisões administrativas

    A centralização ou não das decisões é uma característica da estrutura organizacional e de comando decisório das empresas. Quanto mais as decisões estão focadas somente no topo da pirâmide hierárquica, mais as empresas são centralizadas e, quão mais estão dispersas nos níveis hierárquicos, mais a empresa possui  característica da descentralização. Normalmente as empresas tendem a adotar a centralização como maximizar os mecanismos de controle. Algumas associam a manutenção do controle á redução de custos e outras também mantém este processo administrativo devido a insegurança em delegar autonomia aos colaboradores. Evidente que há funções que, por conta das responsabilidades e riscos envolvidos, requer maior cuidado nas tomadas de decisões e assim, consequentemente, maior centralização.

    O ato de descentralizar pode ser feito de maneira gradual e até compatível com recursos empregados por áreas/funções. Em empresas de porte médio e grande, as decisões gerenciais são atribuídas aos gerentes de departamento, o que subentende a descentralização por parte do níveis hierárquicos mais altos para níveis médios e assim sequencialmente conforme a cadeia de comando da organização.

    Uma grande desvantagem da administração centralizada é a falta de agilidade em processos decisórios, que acarreta procedimentos morosos e diminuição da competitividade em operações de negócios que são pautados pelo tempo e pela oportunidade momentânea. Desta forma, ao planejar um negócio, é importante (assim como diversos outros fatores) viabilizar um conjunto de procedimentos e relações de autoridade e decisão que priviligie o melhor desempenho por departamento, sem perder os mecanismos mínimos de garantia e controle e que traga eficácia aos sistemas.




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  • O ato de organizar como ferramenta administrativa


    A organização, como ato de organizar, fomenta as condições para um melhor controle empresarial e também para a rápida identificação das partes organizadas. Segundo Maximiano (2000), a organização é um processo que divide um todo em partes em uma estrutura que facilite os objetivos e manuseio, conforme algum critério. Para Robbins (2004) é o arranjo sistemático de pessoas para alcançar propósitos específicos. Como premissa inicial, todo empreendimento ou parte dele deve possuir critérios rigorosos de organização e estes devem ser estendidos às organizações departamentais, funções, recursos utilizados e pessoas.

    A habilidade de organizar, quando bem empregada, faz realmente a diferença. Algumas empresas simplesmente não exploram o melhor de si por pura falta de planejamento organizacional diário, seja no ambiente de trabalho, processos administrativos, métodos de controle, produtos e pessoal envolvido. Tal erro é muito comum em pequenas empresas que adotam empiricamente um estrutura organizacional simples e, a medida que crescem, não migram sua organização para modelos mais adequados.

    Algumas dicas simples e úteis:
    - descreva todas as funções empresariais existentes na sua empresa, departamento, etc. Se for organizar outras coisas (uma viagem, festa, vitrine, guarda-roupas, etc), descreva todos os itens necessários;
    - agrupe-o(a)s por características afins e utilize algum elemento “paupável” (cor, ordem alfabética, prioridade, ordenação lógica, estilo, etc);
    - determine as pessas certas para cada função de acordo com habilidades específicas (quem – faz o que – quando – onde – quais recursos – resultados);
    - estabeleça um cronograma de trabalho;
    - treine as pessoas envolvidas e motive-as a propor melhorias;
    - avalie sistematicamente a organização utilizada. Uma ferramenta simples é o check list (lista de checagem);

    Como exemplo, cito o excelente trabalho relacionado ao tema desenvolvido por Carlos Alberto Saldanha, disponível no blog http://coordenando.wordpress.com/. A didática é muito boa e o resultado visível. Veja o vídeo abaixo:



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  • O Marketing e a Administração Clássica

    Frederick Taylor

    Alguns problemas de marketing são motivados ou originados internamente, ou seja, dentro das organizações. Para que o profissional de marketing consiga enxergá-los corretamente, é importante conhecer aspectos relativos a estrutura de uma empresa e ferramentas de organização e métodos. O primeiro aprendizado consiste em compreender as teorias clássicas e científicas da Administração moderna.  Neste sentido, a contribuição de Frederick  W. Taylor (Os Princípios da Administração Científica, 1911) são vitais para o entendimento inicial de como atribuir melhores métodos para o trabalho. Os princípios de Taylor objetivam a melhoria da eficiência dos processos, resumidos nas seguintes técnicas abaixo:

    • Estudos de tempos e movimentos.
    • Padronização de ferramentas e instrumentos.
    • Padronização de movimentos.
    • Sistema de pagamento de acordo com o desempenho.

    Como podem perceber, o marketing é o estudo sistemático do mercado e de todas as variáveis que o compôem, afim de determinar estratégias que perfaçam objetivos propostos. Além disso, deve-se compreender todos os mecanismos e ferramentas internas as organizações para, em conjunto com outras áreas, diagnosticar falhas e melhorar desempenhos que impactam nas variáveis do marketing (4P`s).

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