• Chinês cria réplica de Lamborghini: uma abordagem sobre a lógica do consumo

    O ser humano mantém intrínseca relação de paixão e ódio com marcas e produtos. Esses sentimentos, anteriormente detalhados no post ‘A percepção como elemento da relação entre os indivíduos e as marcas‘, são os motivadores dos comportamentos relacionados ao consumo e ao ato extremo de culto ás marcas. Todos os indivíduos possuem uma série de necessidades que, em muitos casos, são alcançados através da relação com os produtos – psicologia do consumo. Mais do que simplesmente comprar, os indivíduos são influenciados pelos estímulos que recebem dos meios que frequentam, conforme entendimento da Teoria Comportamentalista.

    O consumidor vive em um mundo duplo, no qual, na sua mente, realidade e fantasia se confundem. As fantasias podem ser instigadas a partir da natureza dos objetos, dos desejos humanos e dos avanços da humanidade. Essa dualidade remete constantemente a uma analogia entre o self e o ambiente através da satisfação das necessidades (homeostase: processo através do qual o organismo satisfaz suas necessidades). Ainda, conforme Baudrillard, “por trás de cada objeto real, há o objeto sonhado.

    O consumo, por sua vez, analisado em uma visão pós-modernista (após a década de 80) é entendido “como um instrumento de afirmação individual, reabilitando o “direito” à escolha individual“. Nessa abordagem, o consumo pode ocorrer a partir de três naturezas: “instrumental (como agente de satisfação de necessidades e desejos), informativa (enquanto marcador de sucesso, poder e distinções sociais) e expressiva (sendo comunicador e tradutor simbólico de estados de espírito e identidades)” Slater, 2006.

    Tal situação, em uma dualidade realidade x fantasia, pode ser exemplificada com o comportamento do chinês Wang Jian, que, conforme matéria publicada no portal G1, investiu em torno de 9 mil dólares para construir uma réplica de um automóvel Lamborghini Reventon. O resultado, evidentemente, longe do status e outros atributos existentes no produto original, proporcionaram ao criador uma satisfação explicado pela dimentação das três naturezas , na visão pós-modernista.

    (Foto: Xihao/Reuters) / G1

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  • Storytelling Marketing

    O conceito de Storytelling Marketing está relacionado à capacidade das empresas em criar a identidade de suas marcas através de histórias. Evidentemente, não se trata de qualquer tipo de historinha e tampouco de publicidade comercial, mas sim em um enredo que envolva o receptor em uma contexto emocional com utilização de figuras de linguagem e que, neste meio, haja uma interação entre personagens e marcas/produtos. Boas explicações sobre o conceito podem ser obtidos na postagem feita pelo Bruno Scartozzoni, no Update or Die.

    O processo de Storytelling não é novo, pelo contrário, o ser humano sempre se utilizou do ato de “contar histórias/estórias” para comunicar mensagens. No branding, uma story bem elaborada dificilmente será copiada e possui uma grande capacidade de fixação na mente das pessoas devido a profusão de elementos visuais, sonoros e do contexto emocional.

    Abaixo segue um infográfico bem interessante sobre o Storytelling Marketing, produzido pelo Content Marketing Institute.

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  • Microsoft renova identidade visual após 25 anos

    Após 25 anos sem alterar a identidade visual de sua marca corporativa, a Microsoft deu o “ar da graça” com um projeto de redesign que privilegia a simplicidade e a associação direta com o Windows, disparado o principal produto da empresa. Além da marca corporate, também foram redefinidos os logos das família Windows, Office e XBox.

    A nova identidade possui contornos suaves e uma sensação de alegria sutil, bem mais condizente com a intenção de criar laços simpáticos com os usuários. A função (Funções de Marca para os consumidores, conforme Kapferer, 2004) estabelecida na criação é de permanência, ou seja “satisfação nascida da familiaridade da intimidade das ligações com uma marca que foi consumida durante anos e ainda dura” e com princípios hedonistas.

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  • Adidas adota postura corajosa e reconhece erro publicamente

    Imagem: Editoria de arte / Globoesporte.com

    A recente promoção de vendas realizada pela Adidas Brasil para o Fluminense  Football Club tem tudo para figurar entre os cases emblemáticos dentro da administração de marketing. Com temática dedicada à comemoração dos 110 anos do clube carioca, a fornecedora de material esportivo lançou uma ação promocional inédita e muito bacana: colocou a venda uma camisa comemorativa com produção limitada ao total de dias (40.178) da existência do Flu. As camisas, nas cores cinza e branco, possuem numeração sequencial, fato que provoca aceleração nas vendas, devido o contexto simbólico e valioso que o produto pode ter, no futuro. Além disso, quando se trata do futebol, há um componente emocional muito forte envolvendo as relações entre clube – marca – torcida, fato causado pelo amor e paixão do brasileiro pelo esporte.

    Entretanto, após matéria publicada no Globo Esporte, ficou constatado que três camisas com numeração 00001 foram adquiridas por pessoas distintas. Tal fato seria suficiente para derrubar a reputação da promoção e suscitar dúvidas quanto a honestidade da ação promocional. Porém, em uma resposta transparente e rápida, a Adidas rastreou e confirmou o erro que, “segundo o gerente de brandmarketing da Adidas Brasil, Diogo Guimarães, a falha aconteceu apenas com a numeração 00001. Antes de fazer qualquer camisa, a empresa confecciona protótipos das peças que são usados como referência para o restante da produção. Cada produto criado gera por volta de dez protótipos. Os mesmos, por serem exatamente as mesmas camisas que serão vendidas futuramente, acabam também indo para as lojas. E foi isso que aconteceu com o uniforme comemorativo” (G1).

    Logo após assumir o erro, a empresa comunicou que pretende recomprar as camisas com numeração repetidas por R$2.500,00, em uma decisão corajosa que demonstra a seriedade da empresa com relação a seus clientes. O ressarcimento, bem acima do valor do mercado, é uma forma de pedido de desculpas e de reestabelecimento da confiança por parte de toda a torcida do clube das Laranjeiras. Todo e qualquer possível desgaste que um equívoco em uma promoção provoca em uma marca tende a ser minimizado através  uma resposta rápida e eficiente, perante o mercado.

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  • Natura cria ação de ativação com espelho de maquiagem virtual

    Sensacional a ação de ativação de marca realizada pela Natura no ICI Bistro, no bairro Higienópolis, em São Paulo. Com a ajuda de recursos de tecnologia, a empresa está disponibilizando até o dia 19 de agosto, no estabelecimento, um espelho de maquiagem virtual. Nele, as mulheres podem utilizar produtos virtualmente e conferir na hora como ficariam em seus rostos. Sinceramente, era tudo que as mulheres queriam, parabéns a Natura por compreender algumas necessidades e fomentar uma ativação com uso da tecnologia como elemento de promoção da marca.

    Confira o vídeo da ação e surpreenda-se.

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