• A importância do patrocínio esportivo

    Imagem: http://sites.nielsen.com/london2012

    Por @nielsenbr. As Olimpíadas de Londres começam oficialmente hoje (27), com a cerimônia de abertura. Essa importante competição mundial é uma oportunidade ímpar para que as marcas sejam expostas e vistas pelo público em geral, atingindo um importante objetivo de reconhecimento. Isso porque o esporte é o ramo do entretenimento que mais gera visibilidade para as empresas patrocinadoras de times, equipes, ou campeonatos.

    Porém, não basta estar estampado na toca do nadador, por exemplo, apenas no período dos grandes eventos esportivos. Quanto maior o tempo de exposição, melhor para a marca ser assimilada e reconhecida pelo público. De acordo com Rafael Plastina, diretor da Nielsen Sports, patrocinar por um ou dois anos é muito pouco, o ideal são pelo menos cinco anos. “Parece exagero, mas o patrocinador deve lembrar que o consumidor fica exposto a um mundo de marcas. Sua retenção é baixa quando a exposição não é contínua ou por longos períodos”, diz.

    É também necessário que o tempo de exposição esteja casado com ações de ativação comercial. “Essas iniciativas podem ser daquelas que o consumidor junta alguns códigos de barra e troca por um brinde bacana”, explica Plastina. São ações desse tipo que fazem o marketing esportivo ser diferente de um simples anúncio na camiseta do atleta.

    Mais uma dica é saber em qual esporte investir. Pode ser que o dono de uma cervejaria seja fanático por hipismo, mas o seu produto combine muito mais com futebol. “É relevante que haja afinidade entre a empresa, o seu público consumidor e o esporte”, sugere o diretor.

    Por fim, é de extrema relevância que a empresa tenha bem definido o que deseja com o patrocínio. “Não adianta colocar uma meta simples como o aumento do nível de lembrança da marca”, exemplifica. O patrocinador precisa ter alvos mensuráveis: definir o público, a geografia e a estratégia do alcance da marca e estabelecer o quanto o nível de lembrança deve crescer de tempos em tempos.

    Dica: a sugestão da Nielsen, para quem já quer ficar de olho no mercado esportivo, é acompanhar os insights apurados durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Londres 2012 pela companhia, que nesse ano é a patrocinadora oficial de pesquisa de mercado desse grande evento. Acompanhe: www.nielsen.com/london2012

    Espalhe por ai:
  • O poder das marcas próprias

    Marcas próprias no Supermercado GBarbosa. Imagem: http://www.f5news.com.br

    Por @nielsenbr. Consumidor, em quais situações você prefere comprar um produto fabricado pelo próprio supermercado que frequenta? Surgem cada vez mais mercadorias com essa característica nas prateleiras dos comércios. Para os varejistas dispostos a investir, os números são favoráveis: cerca de 80% dos consumidores brasileiros optam por produtos desse tipo (marca própria) quando a embalagem é reciclável. Além disso, essa categoria proporciona racionalização de gastos por recair ao preço médio em setores mais básicos.

    Apesar desses fatores de escolha, estar entre tantas outras marcas líderes no mercado torna a concorrência desleal. Para conquistar o público, o varejista que investe em marcas próprias deve ter seu posicionamento de mercado bem definido. Escolher o público-alvo, comunicar a existência da marca e gerar experimentação são os três passos iniciais para o bom desempenho desse nicho de produtos. “Feito isto, o produto precisa estar fixo na mente do consumidor, de modo que ele seja uma alternativa de compra para determinada necessidade”, indica Fabio da Silva Gomes, gerente de atendimento ao varejo da Nielsen Brasil.

    Um dos fatores citados anteriormente, a experimentação, é o momento-chave para o sucesso. É o que vai determinar se o produto fixará na mente do consumidor como uma alternativa válida em sua lista de compras. Pensando assim, o produto precisa estar disponível na prateleira na hora certa.

    O varejo deve levar em conta que na mente do consumidor a avaliação da marca pode ser influenciada não só pelo produto em si, mas também pela experiência e percepção que ele tem do produto ou da organização responsável por ele. “A elaboração de uma boa pesquisa é uma medida necessária para se entender cada situação”, finaliza.

    Fonte: Nielsen Brasil / Twitter: @nielsenbr

    Espalhe por ai:
  • A internacionalização da marca Corínthians

    Imagem: UOL

    Com a conquista da Taça Libertadores e o passaporte confirmado para a disputa do Mundial de Clubes, o Sport Clube Corínthians Paulista tem uma grande oportunidade para disseminar sua marca mundialmente. Diferentemente da contratação do chinês Zizao, no qual o clube apostou numa rápida entrada do nome Corínthians no mercado asiático usando a transação e o rapaz como fonte de notícias, o Mundial é uma conquista de fato e com exposição em mídia de massa e em telejornais esportivos de todo o mundo, além da repercussão na internet e em buzz. A marca Corínthians, reconhecida e com forte apelo entre a grande massa em nosso país, ainda carece de maior e melhor visibilidade em outras terras. Uma das estratégias bem desenvolvidas por aqui e que pode ser aplicada em outros países é a rede de lojas “Todo Poderoso Timão“, com presença em shoppings centers e na internet.

    Além disso, o Mundial possibilita o incentivo a venda de serviços relacionados a marca, como a venda de serviços turísticos para acompanhar os jogos ao vivo, no Japão. Todavia, é importante que o clube se esquive de práticas ilegais, como a venda casada de ingresso e pacote turístico – a legislação brasileira proíbe a obrigatoriedade de compra de um item para se obter outro. Segundo reportagem do UOL, o clube já havia sido notificado pelo Procon por realizar essa prática comercial, durante a final da Libertadores.

    Ainda, a internacionalização da marca deve ser monitorada constantemente e continuar mesmo e independente do resultado no torneio do final do ano. Ótimos exemplos de internacionalização da marca são obtidos junto aos clubes europeus, que, mesmo oriundo de países de menor tamanho, possuem uma legião de fãs e compradores de itens da marca espalhados por tudo o mundo.

    Abaixo seguem algumas dicas de ações para o Corínthians internacionalizar sua marca:

    • Participação em torneios curtos, na europa
    • Abertura de franquias da loja Todo Poderoso Timão, em países da Europa e Ásia
    • Manutenção de release frequente para imprensa europeia
    • Realizar matérias jornalísticas com redutos corinthianos, espalhados pelo mundo. Incentivar torcedores e enviarem vídeos através de canal na internet
    • Criar rede social própria
    • Comunicar a marca em sites e programas esportivos, vinculados ao Mundial Interclubes
    • Criar o sócio torcedor-filiado: programa de sócio torcedor em todo o país com mensalidades baixas (R$5,00), com direito a desconto na compra de ingressos e sorteios mensais de prêmios em dinheiro e produtos do clube (os recursos a serem rateados são oriundos de 10% da arrecadação com o programa). Outros 10% podem ser revertidos em ações sociais.
    • Criar o sócio-torcedor internacional
    • Atrair atletas para recuperação, em seu centro de treinamento
    • Contratar pelo menos um jogador de renome internacional, por ano

    Evidente que toda ação deve possuir objetivos mercadológicos e, não se deve apenas aumentar a penetração da marca no exterior por ego, mas sim, para que isso reverta em dividendos ao clube, como venda de materiais oficiais, assinatura de pacotes próprios de tv/internet, contabilização financeira com sócios investidores, dentre outros.

    Espalhe por ai:
  • Nike pisa na bola ao veicular material sobre anticorinthianos

    As brincadeiras que acontecem entre os torcedores rivais, desde que não passe de formas descontraídas e sem discriminação e episódios de desrespeito são sempre bem-vindas e fazem parte da dinâmica do esporte. Qualquer coisa além disso, se torna combustível para confrontos desnecessários e que podem beirar o fanatismo e selvageria, atos que não combinam em nada com o que o próprio esporte deve suscitar: entretenimento, lazer e saúde.

    Hoje é  um dia especial para os Corinthianos, afinal o clube disputará e com méritos a sua primeira final de uma taça Libertadores da América, contra o calejado Boca Júniors. O jogo coloca frente a frente dois países que são eternos rivais no futebol e ainda, alimenta o cenário jornalístico e cotidiano com notícias, estatísticas, fomenta a economia que gira ao redor da peleja, piadas e conversas de botequim. E claro, mexe com a fé e paixão de milhões de pessoas que torcem a favor ou contra. Recentemente, uma brincadeira fomentada pelos torcedores do clube do Parque São Jorge cresceu nas redes sociais. A ideia dos anti-corintianos é uma alusão aos torcedores rivais que, naturalmente torcem contra a equipe preta e branca. Comportamento normal que, no sentido contrário, também aconteceria e acontece, ou seja, as pessoas torcem a favor de seu time de coração e contra os times rivais. Tal brincadeira ganhou corpo e ultrapassou as “fronteiras” da internet passando a ser usada em matérias jornalísticas. Tudo normal e corriqueiro, fazendo parte do metier do futebol.

    Entretanto, uma ação me chamou a atenção. A Nike, patrocinadora oficial do Corínthians e de tantos outros clubes, efetuou uma comunicação mercadológica em jornais usando a  brincadeira dos anti e a emoção como pano de fundo para reforçar a marca durante o evento (jogo). Ao direcionar o anúncio “à maior torcida do Brasil” – no caso, os anti-Corinthianos – a Nike cria uma celeuma para ela mesma, afinal a marca é consumida e possui simpatizantes entre todas as torcidas e, além disso, oficializa uma brincadeira, vinculando-a  como se fosse palavras dela e não do próprio clube (Instituição Corínthians), reforçando um sentimento separatista entre as pessoas e, isso, sim, pode ser perigoso.


    Outra marca já teve problemas ao misturar a paixão com rivalidade entre clubes e torcidas, no futebol. Veja aqui.

    Espalhe por ai:
  • 40 anos do Atari

    Se você tem mais de 30 anos com certeza se lembra da marca e do console de vídeogame Atari. Pois bem, a empresa ainda existe e completou 40 anos de existência no dia 27 deste mês. Ainda atuante no mercado de games, a companhia lucra desenvolvendo jogos para o mercado móbile e, há tempos, abandonou a produção de consoles que marcaram gerações. Eu particularmente tinha (ainda tenho e em funcionamento) um console do Atari com o qual passava horas e horas jogando River Raid, Enduro, Pac Man, Megamania, Moon Patrol, Keystone Kapers, Donkey Kong, Pitfall, Hero, Asteroids e o erótico e “proíbido” X-Man. Algumas características da tecnologia da época soam como piadas hoje em dia, tais como o Joystick com apenas 1 botão, alavancas(chaves) de liga/desliga, jogos sem finais, grafismos limitados e em alguns jogos imagens totalmente indecifráveis.

    Para matar a saudade, confira no vídeo abaixo – produzido pela equipe UOL – uma lista com 20 jogos de sucesso do Atari.

    Espalhe por ai: