• Gillette apresenta: Homenagem a Ayrton Senna

    A Gillette apresentou, há uma semana, um vídeo publicitário em homenagem ao grande Ayrton Senna. A peça, com clara estratégia emocional, utiliza como pano de fundo o fato do piloto ter melhor desempenho em pistas molhadas. Junto as belas imagens, um texto exuberante e a presença metafórica de vários jovens homônimos do sensacional Senna e com a participação de seu sobrinho Bruno Senna (impressiona também pela semelhança física com o tio) É um tipo de campanha que impressiona e resgata uma sensação que é um misto de emoção pela ausência, bem como o orgulho de ser brasileiro, devido às conquistas de um grande homem. Garantia de sucesso e de vários comentários acerca da falta que Ayrton faz para a Fórmula 1 e nossos domingos.

    Entretanto, faço valer minha auto permissão como blogueiro e publicitário para uma pequena observação, pois entendo que a empresa poderia ter evitado  a inclusão do produto no vídeo publicitário. Tal ação (homenagem com estratégia tipificada emotiva), é coerente sob a ótica publicitária como uma ação institucional e, como tal, bastaria a marca da companhia fechar como uma típica assinatura, ou seja, uma homenagem integral ao homenageado, com o tempo total do vídeo sendo destinado para isso.

    De qualquer forma, a campanha é sensacional e a iniciativa social junto às vendas do produto idem. Parabéns Gillette e, obrigado Ayrton!

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  • Joel Santana e a genialidade da campanha Donti Révi Caspa

    Criada pela agência África, a campanha publicitária dos xampus Head & Shouders (Procter & Gamble) possui genial redação publicitária que, com a atuação fantástica do treinador de futebol Joel Santana, ensina as pessoas a pronunciarem corretamente a marca do produto.

    A utilização do humor cria um reforço de empatia à marca, com fixação na mente das pessoas sempre que as mesmas encontrarem os xampus nos pontos de venda (para isso basta um material visual com a figura do Joel, no pdv). Está aí uma simples e excelente estratégia de comunicação de marca de produto.

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  • McDonald’s mostra cadeia produtiva de seus ingredientes

    Com veiculação na mídia TV, a campanha publicitária “McDonald’s com Portugal” mostra, em quatro spots, a cadeia produtiva de vários ingredientes, produzidos pelos fornecedores da empresa, na Europa. Os produtos apresentados são a carne para os hambúrgueres fornecidos pelas empresas OSI Food Solutions, Campicarn, Central Carnes e Linda Rosa; alface  e mix de saladas, fornecida pela Vitacress; cebola picada, cultivada na zona do Alqueva e fornecida pela Vegenat; e a maçã de Alcobaça, fornecida pela Campotec. As imagens foram filmadas nos campos de produção e cultivo das empresas/produtores e contou o depoimento dos produtores envolvidos.

    A ação, de caráter mais institucional, tem como objetivo mostrar os cuidados referentes ao trato e qualidade das matérias primas e assim, transferir a imagem das boas práticas na lida com produtos alimentícios. Evidente que, além desse, a intenção é promover simpatia e segurança da marca, em um momento onde aumentam as pressões para alimentação saudável.

    Ficha técnica Campanha “A McDonald’s com Portugal”:
    Conceito criativo: OMD / FUSE / FIC
    Agência de Meios/ Branded Entertainment: OMD / FUSE
    Direção Criativa: FUSE / VELVET
    Produção e Realização: VELVET / MUSTACHE
    Temas: 4 filmes – maçã de Alcobaça, carne de vaca, alface e cebola
    Duração: 40

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  • Perdi meu amor na balada era viral, papagaiada

    Posso até estar sendo muito crítico, mas sinceramente não consigo ver com exatidão os benefícios de algumas ações baseadas nas mídias sociais. Alguns virais, apesar de cumprirem o objetivo de disseminação rápida, não possuem conceitos para se tornarem grandes cases de sucesso de ação comunicacional ou de marketing. Ainda vejo que, muitas empresas, e mesmo usuários, estão presos aos modismos atuais e acham que todos que os criticam são hipsters e que qualquer açãozinha no Facebook resolve todos os problemas. Pra começo de conversa, queiram ou não, os relacionamentos baseados no Facebook são superficiais. O Facebook é superficial! Com quantas pessoas da rede social cada um interage, realmente? 10%? Nem isso! Qtas pessoas que curtem um link ou outra postagem realmente leem e refletem sobre o assunto? E se alguém postar algo com conteúdo mais aprofundado, quantas pessoas realmente vão ler?

    No dia 10 de julho, um vídeo atribuído a um jovem (Daniel Alcântara) desiludido por ter perdido o contato de uma paixão arrebatadora, tomou grandes proporções nas redes sociais. Nele, o referido rapaz solicitava ajuda dos internautas para encontrar a garota misteriosa de nome Fernanda. Apesar de alguns errinhos de português, a fala apresentou uma pontuação e espaçamentos precisos demais, além de boa angulação e foco frontal, da câmera, o que demonstrava ser um texto decorado.

    Vídeo 1 – Perdi meu amor na balada

    Agora, uma semana depois, vem a verdade. O vídeo (foram duas peças/publicações) foi uma produção viral da Nokia (repercussão negativa) para promover o smartphone 808 Pure View da empresa. A partir daqui volto novamente á minha crítica. Como uma empresa promove um produto a partir de uma falsa comunicação? Que mania é essa de que vídeos viraizinhos como esse são elementos de comunicação mercadológica? Não seria muito mais honesto uma comunicação direta, na internet, junto aos formadores de opinião? E as pessoas (milhares) que se engajaram com a (hi)stória do Daniel? Muitos podem pensar: “-Ah, mas foi só uma brincadeira!”, ou “-Foi uma jogada de Marketing!”. Oras, mas agora vamos conviver com publicidades disfarçadas de brincadeirinhas? Em pleno período de discussão sobre a ética, informação clara sobre publieditoriais e outras interferências mercadológicas, não dá para associar tal tática com marketing (Leia: Desmistifique o Marketing). E até quando nós vamos ser meros repetidores, assim como papagaios, sem considerar senso crítico e sem acrescentar nada? Não é assim que agimos em muitas redes sociais, como o Facebook, por exemplo? Replicamos conteúdos (piadinhas, correntes, etc), aumentando ainda mais a superficialidade da própria rede. Recentemente, vários blogs e sites replicaram uma informação sobre uma suposta embalagem da Coca-Cola em El Salvador, quando na verdade, era um hoax (boato, mentira). Veja a excelente análise sobre o caso, no Coluna Zero.

    Vídeo 2 – Perdi meu amor na balada

    Veja o vídeo com a informação sobre a campanha da empresa, com um “final feliz” para a estória de amor.

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  • Vitória da Bahia lança campanha “Meu sangue é rubro negro” para incentivar doação de sangue

    Vitória da Bahia lança campanha "Meu sangue é rubro negro". Imagem: Divulgação

    Criada pela Leo Burnett Tailor Made, a campanha “Meu sangue é rubro negro” é uma bela demonstração de marketing social, dentro do segmento esportivo. Sabedor da penetração junto a massa de cidadãos, o Esporte Clube Vitória retirou a cor vermelha de seu manto para incentivar os torcedores e simpatizantes a doarem sangue e assim, participarem de importante ação social solidária.

    Vitória da Bahia lança campanha "Meu sangue é rubro negro" . Imagem: PropMark

    A cor vermelha na camisa do Leão da Barra será incluída aos poucos (provavelmente uma listra na cor vermelha, por jogo), a medida que as doações de sangue ao Hemocentro (Hemoba – Bahia) forem intensificadas. Com divulgação na tv, internet, mídia impressa e exterior, a campanha tem forte associação com a paixão pelo futebol e com o sangue que corre nas veias, símbolo de raça e agora, de vida. A Penalty – fornecedora de material esportivo – é a parceira do Vitória, nesta campanha. Acesse a página no Facebook.

    Ficha Técnica
    Direção de criação: Marcelo Reis, Guilherme Jahara e Rodrigo Jatene
    Criação: Rodolfo Fernandes, Erick Mendonça, Alexandre Pagano, João Caetano Brasil, Guilherme Jahara e Rodrigo Jatene
    RTV: Celso Groba, Maria Fernanda Moura, Camila Aquino e Rafael Messias
    Atendimento: Pablo Arteaga, Junior Bottura e Anelene Putini
    Finalização: Burti
    Aprovação pelo cliente: Adilson Baptista Jr., Leandro Hamiro dos Santos e Carlos Sergio Falcão

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