Não é nenhuma constatação bombástica que a nova revolução em curso é a revolução da informação. O ser humano vive um momento de multiplicação de formas e de velocidade midiática nunca visto anteriormente. Os produtos dirigidos para usabilidade neste segmento tornam-se obsoletos em no máximo seis meses. Peter Drucker afirmou, em meados do ano 2000, que “emergência explosiva da Internet como importante (e, talvez, com o tempo, o mais importante) canal mundial de distribuição de bens, serviços e, surpreendentemente, empregos na área administrativa e gerencial”.
O período de comunicação unilateral, ou seja, realizada única e exclusivamente por um emissor para o(s) receptores sem feedback instantâneo, ficou para trás. Neste momento a comunicação é caótica e a retroatividade também difusa. Impressionante como, cada vez mais, os jovens se utilizam de vários meio ao mesmo tempo e, como diz Luli Radfahrer “um jovem hoje assiste tv, passeia por multicanais, ouve música, acessa internet tudo ao mesmo tempo e quando um amigo(a) pergunta no celular o que ele está fazendo, a resposta é: nada“.
Mais incrível ainda é, como dito acima, a velocidade que esta geração absorve as mudanças, por exemplo: em 2006 o Google contabilizou uma média de 2,7 milhões de pesquisas/mês e em 2009 este número saltou para mais de 31 bilhões de consultas/mês.
Faça abaixo um teste simples, coloque seu nome e na caixa de consulta e verifique a quantidade de informações como resultado.
Concluindo, esta revolução não tem mais retorno e, cabe aos seres humanos e empresas adaptarem seus recursos para que compreendam em tempo real o que acontece a sua volta e as atentem-se às mudanças dos comportamentos, cultura e métodos a partir da proliferação dos mecanismos multimídias e do avanço da internet. Aos usuários, acompanhar e ter capacidade crítica de debater sobre as melhorias e necessidades para sua vida e como as interfências moldam os valores inseridos na sociedade.
Como “cenas do próximo capítulo, seguem dois vídeos com convergências midiáticas que logo logo estarão mais presente entre nós:
O Marketing Pessoal é uma das aplicações de marketing e, para muitos, siginifica apenas vestir-se bem. Na verdade, a ação de marketing pessoal vai muito além da apresentação pessoal somente. Envolve adequação ao ambiente no qual está inserido, sem alterar sua personalidade, higiene pessoal, manter os cuidados diários com as regrinhas de etiqueta, ser gentil e educado. O marketing pessoal perfaz um conjunto, ou seja, forma e conteúdo. Em nenhum momento deve ser focado apenas no exterior (casca, embalagem), mas sim nas suas habilidades e competências para determinados assuntos, sem ser espalhafatoso(a).
Abaixo seguem algumas dicas e na sequência reportagem bem interessante publicada no Jornal Hoje:
- comunique-se bem;
- saiba falar e ouvir no momento certo;
- dê atenção ao seu interlocutor;
- seja honesto nas suas relações;
- ética sempre;
- trate as pessoas pelo nome;
- estude e aprofunde-se em determinado assunto;
- tenha comprometimento e seja proativo;
- tenha entusiasmo e
- deixe um legado.
*Por José Jayme (@josejaymejr). Não lembro se tinha nome, mas, de quando era criança, me lembro de uma brincadeira bem boba, dentre tantas brincadeiras bobas típicas de certa fase de nossa vida. Havia duas pessoas e uma delas ficava incubida de esconder um determinado objeto, longe das vistas da outra pessoa que iria procurar o item. Doravante, chamaremos aquela pessoa de “Escondedor”. Após a escolha de um lugar aparentemente de dificil localização, o Escondedor convidava a pessoa, denominada aqui de “Procurador”, a voltar ao recinto para a árdua tarefa de localizar o objeto escondido. O procurador se utilizava de todas suas artimanhas para localizar o item: suspendia objetos, se agachava embaixo de móveis, removia coisas maiores para tentar revelar em que lugar o item foi devidamente omitido pelo Escondedor.
Como essa tarefa, em sua essência, se mostra aleatória e sem um rumo ou regra, o “Escondedor” informava sempre a relação de proximidade entre o “Procurador” e o objeto a ser achado: se estivesse mais próximo informava que o mesmo estava “quente”, se fosse se afastando cada vez mais, era informado que estava “frio”. Seguindo essas dicas o Procurador ia “serpenteando” seu caminho de forma a encontrar a direção correta para o esconderijo e, consequentemente, localizar o artefato fruto da brincadeira.
Com essa brincadeira, podemos fazer uma analogia muito interessante com o ambiente profissional em que estamos inseridos. Imagine alguém que detém o “item” do sucesso dentro do ambiente de trabalho, pode ser uma dica privilegiada ou um rumo a tomar em suas ações diárias. Normalmente, o “Escondedor” da nossa brincadeira se personifica na figura do chefe, mas pode ser um amigo de trabalho de mesmo nível hierárquico ou mesmo um subordinado com mais tempo de empresa. Como saber se você está indo pelo caminho “quente” ou pelo caminho “frio” dentro da cultura da empresa? Obviamente, sempre ouviremos que estamos “frios” e nunca saberemos qual caminho trilhar. Essa constante indicação de “frio” pode ser análoga às frequentes reclamações sobre seu desempenho no trabalho, às cobranças exageradas, às críticas sobre a eficiência de suas tarefas e sobre sua postura. Por vezes, o profissional pode até estar indo pelo caminho “quente”, mas diante da indicação de “frio”, ele dará um passo para trás e continuará perdido.
Sendo você líder ou liderado, pense sempre nesses pequenos feedbacks que você pode dar para seus companheiros de trabalho, dia após dia. Elogie quando se fizer o que é correto e critique apenas quando houver erro, sempre na dose certa e no tempo certo. Torne o convívio e o crescimento profissional coletivo em uma constante dentro do ambiente de trabalho. A importância disso você vai sentir quando algum “Escondedor” começar a lhe mostrar se voce está “quente” ou “frio” no caminho da escalada profissional.
*José Jayme dos Santos, @josejaymejr. Engenheiro Civil pela Universidade Federal de Pernambuco, Especialização em Gestão da Qualidade e produtividade pela UPE/POLI, Field Engineer at Vão Livre Estruturas Metálicas; writer at Blog Minha Carreira Anterior; Project Coordinator at Bimetal Industria Metalúrgica LTDA; Field Inspector at Nokia Siemens Networks; Project Manager at Priori Construction Systems.
Uma das necessidades humanas é a aceitação social! Este conceito embasa o crescimento exponencial das mídias e redes sociais. Um grupo considerável de pessoas, principalmente jovens, objetivam algo mais do que navegar na internet como mero expectadores passivos, mas sim, possuem uma demanda latente em participar e interagir de alguma forma, além de serem vistas e usufruirem de certo grau de popularidade na rede.
Esse argumento é facilmente evidenciado no crescimento exponencial dos chamados “jogos sociais”, ou seja, jogos interativos em redes, tais como, os RPG, games on line e mais recentemente, os games incluídos em redes sociais como facebook e orkut, por exemplo. Aproveite e assista excelente reportagem do programa Olhar Digital, abaixo.
O amigo José Jayme*, Engenheiro Civil pela Univerdade Federal de Pernambuco, enviou o texto abaixo para colaboração com o conteúdo do blog avemarketing.
“Infelizmente ainda tem muita gente que cultiva certos pensamentos sobre mercado de trabalho que acabam por limitar suas chances de ingressar, ou mesmo, prosperar. Aqui vão 3 preconceitos bastante fortes que já ouvi muitos falarem e que, extirpados, serão de grande valia para o sucesso profissional:
1. Só entra no mercado quem tem Q.I. - O famoso “Quem Indica” é mais comum do que se imagina e tem um nome mais politicamente correto: Networking. Porém essa prática não deve ser associada ao apadrinhamento e sim, a sociabilizarão de informações mercadológicas, seja para novas oportunidades de emprego ou não, de pessoas que tem afinidades ideológicas em suas áreas. Complicado? Pois bem, pense naquela “secretária do lar” que você contratou. Você pediu uma indicação de alguém que já conhecia seu trabalho, ou fez um processo seletivo amplo?;
2. As empresas não dão oportunidades para quem está começando - De uma certa forma sim, mas por um bom motivo: as empresas não contratam para resolver os problemas das pessoas, as pessoas são contratadas para resolver os problemas da empresa. Logo ver as empresas como uma entidade filantrópica é não encarar a realidade. Empresas visam lucro e você tem que mostrar que fará ela lucrar mais (ou desperdiçar menos) ao contratar você;
3. Para que estudar se muita gente não estuda e se dá bem? - O mundo não é bem assim. As vezes nos baseamos nas exceções para justificar que nossos pontos de vista são regras e as estatísticas acabam por provar o contrário. Se no Brasil existir apenas uma pessoa desempregada, ela ainda sim vai achar que as estatísticas estão equivocadas”.
*José Jayme dos Santos, Engenheiro Civil pela Universidade Federal de Pernambuco, PrEng, Field Engineer at Vão Livre Estruturas Metálicas; writer at Blog Minha Carreira Anterior; Project Coordinator at Bimetal Industria Metalúrgica LTDA; Field Inspector at Nokia Siemens Networks; Project Manager at Priori Construction Systems.
É fato que a internet alterou vários comportamentos no nosso cotidiano, nos campos da linguagem, trabalho, acesso e troca de informações e etc. A velocidade do aumento da “teia” da internet é algo nunca visto antes, comparado com outros meios de comunicação (a internet atingiu 50 milhões de usuários nos EUA em 4 anos; a TV demorou 13 anos e o rádio, 38 anos). Além de provocar a alteração de comportamentos, influencia diretamente as mídias, ações estratégicas, canais de vendas e os negócios propriamente ditos. Nessa relação “mundo real” x “mundo virtual” há que ter cuidado com os limites de cada ambiente para evitar a mistura dos ambiente com prejuízos para um ou outro.
Pouca gente sabe, mas a quantidade de peças publicitárias produzidas com conotação machista (leia arquétipo do machismo dominante aceito pela sociedade) é em número alto. Recentemente, no final de novembro, a agência Saatchi & Saatchi produziu um vídeo para lançamento do Yaris, da Toyota. Esta peça publicitária foi veiculada para target jovem apenas em mídias sociais - internet - na Austrália e gerou muitos protestos. O envolvimento da campanha baseia-se em um diálogo entre o trio clichê “casal de namorados e pai da garota”. Porém, este dialógo possui pelo menos três situações de referências sexuais machistas entre pai da garota e o namorado. Estas conversas insinuam a desvirginação da garota e no final, encerra-se com um ”I’m ready to blow”. Evidentemente, como disse anteriormente, muitos protestos foram gerados e em dezembro o vídeo foi retirado do ar. A Toyota pediu desculpas públicas pelo comercial.
“Sexo vende*. *Infelizmente nós vendemos jeans” é o título e subtítulo utilizado pela marca Diesel para sua coleção de primavera/verão 2010. A campanha teve início no dia 01 de abril na Europa com escolha e uso inicial de material em mídias impressa e eletrônica(internet). Atualmente o reforço de comunicação dá campanha se dá através de ações de promoções de vendas e pequenos eventos em pontos estratégicos afim de aumentar o buzzy e lembrança da marca.
Abaixo confira o vídeo de uma ação realizada na Praça Della Scala em Milão, com a adaptação de uma cena do filme Top Secret em um ballet com duas incorporações explícitas de conotação sexual, conforme o contexto da campanha. Polêmica na certa!
Mas porquê o sexo vende? O sexo está relacionado com a sensação de poder e prazer e é vista por algumas culturas e religiões como algo proibido e que, por estes motivos, despertam a atenção seletiva dos indivíduos. Outro aspecto determinante é o instinto fisiológico presente nos seres humanos, com referência à necessidade de prática do sexo. Além disso, o sexo (ou a prática de) é, culturalmente, um acontecimento de simbologia de “ritual de passagem” para idade adulta e também de afirmação social e pessoal. Como componente presente na perpetuação de espécies, o sexo exerce função de equilíbio (ou desequilíbio) nas manifestações psicossociais humanas, descritas em “Ensaios sobre a Sexualidade” de S. Freud. Desta forma, é compreensível que o tema “sexo” exerça um estímulo poderoso dentro do contexto ‘estímulo-resposta’ e seja usado em ações mercadológica, pois desperta a atenção ao processo da comunicação. Contudo, há que se considerar sempre o limite do bom senso de modo a não proporcionar agressividade invasiva da zona de conforto dos indivíduos.
O conceito do marketing compreende o estudo aprofundado sobre as trocas decorrentes das necessidades e desejos humanos. As necessidades correspondem ao estado em que se percebe alguma privação e os desejos são as necessidades influenciadas por cultura e características individuais (Kotler; Armstrong). Quando se analisa o mercado e as várias características que permeiam os grupos sociais, destaca-se o comportamento do consumidor. Para este post separei a teoria do comportamento condicionado, na linhas do behaviorismo (Skinner. 1904 - 1990). O behaviorismo define o comportamento (behavior) como um conjunto de reações dos indivíduos aos estímulos externos até que o indivíduo associe a resposta ao estímulo (Pavlov). Desta forma, o behaviorismo se baseia na previsão das reações aos estímulos (Revista Escola, julho de 2008).
Entendeu? Assista a ação “Whopper Face” do Burger King e repare nas respostas condicionadas aos estímulos imediatos e também na repetição de comportamentos associado com as necessidades humanas de conformismo e aprovação social.
De acordo com Besora (1998), todo produto possui a função estética. Esta função está relacionada com a necessidade de beleza – desejo ao que é belo – que os seres humanos possuem. Tenho percebido esta função cada vez mais presente nos produtos em geral e até mesmo em produtos que não possuem uma relação de contato visual durante sua utilização. Observe o exemplo abaixo em dois modelos de placa de vídeo da marca GeForce, um mais antigo (lançado em 2003) e o outro lançado recentemente.
Observou a função estética presente na evolução do produto?
Este blog tem objetivo de propagar informações corretas sobre a área do conhecimento marketing e também difundir boas práticas de gestão empresarial e de comunicação com uma linguagem atual e pragmática, a partir da visão do autor.
Opiniões e exemplificações estratégicas também circulam por aqui.
O nome
A expressão "Ave" é uma saudação e significa "salve!". Representa o desejo de vida longa a alguém ou perpetuação de alguma coisa. Um salve e vida longa ao marketing. Ave! Marketing.