• Modelo focado nos processos internos deve sofrer alterações

    O modelo de administração focado nos processos internos deve sofrer modificações constantes nas próximas décadas. Não há como negar que o mundo mudou e que a sociedade, que forma a base dos mercados, apresenta variações em velocidade espantosa. As influencias ambientais, no tocante (principalmente) economia, tecnologia, política, aspectos demográficos e sociais, inferem à humanidade novos costumes e comportamentos que moldam os sistemas econômicos vigentes e interfere na disputa pelo capital. Outro aspecto a ganhar forma nos próximos anos é a preocupação com preservação do planeta, que aos poucos interferirá nas decisões empresariais.

    As organizações insurgentes deste novo cenário devem incluir em suas rotinas diárias a capacidade de inovar constantemente e adaptar-se com mais velocidade às mudanças. Para Schumpeter (1982) somente as empresas que realizam inovações de modo contínuo são caracterizadas como inovadoras. Infelizmente a capacidade de aderir às mudanças ainda não é prática estudada pelas nossas empresas e muitas apresentam notório viés de lentidão em estudar os agentes de mudanças e reorganizar as estratégias.  Ainda, conforme Schumpeter (1996) o fator preponderante para a “destruição criativa” é a inovação.  Segundo Basil;Cook(1974) as empresas mudam em respostas as crises e na visão de March (1981) as empresas mudam, mas as mudanças não podem ser controladas, fato que diminui a abrangência do domínio organizacional.

    hierarquia

    Interessante analisar o conceito expresso da palavra “organização”. De acordo com Maximiano (2000) há dois entendimentos para o tema. O primeiro discorre sobre a idéia de organização como função interna de qualquer sistema ou estrutura para ordenação de, ou seja, de alocar recursos disponíveis de acordo com os objetivos. O outro entendimento diz respeito à organização como um grupo social primário e secundário que possui partes que se interagem e se influenciam. As empresas em geral, independentemente da área de atuação, tamanho e outras características são grupos sociaissecundários e com certo grau de formalização. Por suposto são organizações e devem priorizar o arranjo interno como elemento para constituição de estruturação formal e divisão de tarefas. A estas cabe a definição dos procedimentos e processos para alcançar resultados objetivados em um determinado mercado.

    Cabe considerar que, em mercados com baixa volatilização, as teorias clássicas e científicas consideram o processo todo como um grande ciclo e, desta forma, demonstram eficiência. A partir do momento que os mercados tornam-se inconstantes, os “modelos de gestão” não conseguem conceder respostas para a dinâmica empresarial.  Na maioria das vezes, e assim será no futuro, a resposta para as decisões gerenciais está alicerçada no estudo do ambiente externo. Não é mais o interno que molda o externo, característica empresarial presente na Revolução Industrial. Hoje ocorre justamente o contrário. As empresas devem desenvolver mecanismos de inteligência e monitoramento de mercado que ausculte todos os fenômenos que podem influenciar toda a cadeia que o negócio está inserido relacionado com seus produtos e serviços.

    De nada adianta processos internos bem geridos e controlados se o ambiente externo foi alterado. Tomemos uma análise bem simples: para quem as empresas produzem produtos e serviços, senão para o mercado? A base para o que e como produzir é a informação do que está no contexto externo. “Se analisarmos as mudanças ocorridas em importantes setores ao longo dos últimos quarenta anos, veremos que praticamente todas aconteceram fora do mercado” (DRUCKER, 2003, p. 68).

    As empresas das próximas décadas que conseguirem compreender o que está acontecendo do lado de fora delas, criando mecanismos de inteligência que subsidie este estudo e tornando seus recursos humanos participativos e conscientes do setor o qual fazem parte e aplicando o Marketing como conceito maior de sua estrutura administrativa dá passo importante para a sustentabilidade. O foco principal não deve ser o produto ou o serviço em si, mas o contexto geral do negócio como um todo, em longo prazo, imerso em um ambiente de profundas mutações.

    *Elcio Fernando Del Prete Miquelino. Bacharel em Comunicação Social, Publicitário ( MTB 04773 ), Especialista em Marketing e MBA em Marketing. Atualmente é Professor Universitário, sócio-proprietário do Itam – Instituto de Treinamento e Assessoria em Marketing Ltda, Consultor em Marketing e autor do blog avemarketing.

    Leia também:

    :: Como iniciar um novo negócio
    :: O que não é marketing
    :: Desmistifique o marketing
    :: Marketing: arte ou ciência?

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  • Mídia – Hand from above

    O painel abaixo(veja o vídeo) foi desenvolvido por Chris O’Shea, na cidade de Liverpool. Enquanto as imagens das pessoas são captadas e reproduzidas no painel, uma interação divertida e diferente acontece. Mais uma vez, temos um exemplo das possibilidades da interação multimídia, sem contar que pode ser possível a inclusão de realidade aumentada nesta interação. Observem também a reação positiva da maioria das pessoas a esta mídia.

    Vi no site do Chris O’Shea e no Brogui.

    Hand from Above from Chris O’Shea on Vimeo.

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  • O comportamento do consumidor e as crianças

    Todo ser humano possui comportamentos que, oriundos das necessidades e desejos, são alvos de estudos dos profissionais de marketing  na medida que correlacionam-se com o consumo. Vários estudos sobre comportamento  relatam características oportunas para aprofundamento e delineamento de estratégias mais acertadas e benéficas à sociedade. O condicionamento clássico entende que “os consumidores são seres passivos que reagem com respostas previsíveis a estímulos depois de várias tentativas” (KANUK; SCHIFFMAN, 1997, p. 144). Para Pavlov, o comportamento de troca(consumo) baseia-se em recompensas desejadas. O condicionamento instrumental (comportamento com base em experiências ) proposto por Skinner refere-se aos resultados favoráveis a partir da repetição de comportamentos (o uso de um produto, por exemplo).  Ainda, a Teoria da Aprendizagem Cognitiva relata que a troca ocorre em função do “processo de pensamento e de solução de problemas pelo consumidor”, ou seja, na atividade mental em busca de uma decisão/solução, para nossos própósitos, a partir da análise de uma informação. Concomitantemente a estes processos, temos os impulsos. Freud descreveu os impulsos como as molas propulsoras da motivação humana, agrupadas em três mecanismos de interação: id, ego e superego.

    O id é a explosão de desejos fisiológicos e psicológicos, os quais devem ser saciados imediatamente.  Entretanto, o superego atua como um controlador, zelando para que o ser humano sacie suas necessidades dentro das normas da sociedade e o ego busca o equilíbrio entre as reações impulsivas do id com o senso restritivo do superego.

    Abaixo segue um vídeo(teste do marshmallow) engraçadíssimo (vale a pena ver até o final) com crianças submetidas a um teste de observação. A instrução que foi passada a cada criança é a seguinte: “- Vou colocar um marshmallow neste prato e vou sair da sala. Caso, ao meu retorno, ainda tenha o marshmallow, você ganha outro marshmallow e poderá comer os dois”.

    E aí? Qual será o resultado? Assista (eu garanto que você dará boas gargalhadas)!

    Vídeo daqui: Oh, The Temptation from Steve V on Vimeo.

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  • Diferencial e o trabalho

    Na minha humilde opinião, trabalho e arte estão intimamente ligados. A relação do trabalho com o prazer deve ser condição sine qua non para a harmonia da vida. Infelizmente, para muitos, o trabalho tem um espectro de desgosto e desprazer, sensação que emergiu no mundo moderno a partir da revolução industrial. Dentre as várias teorias motivacionais existentes, destaco para este post o entendimento acerca das “Teorias X” e “Y”. Para McGregor  (McGREGOR apud ROBBINS, 2004, p.205) os gestores possuem duas visões distintas dos trabalhadores e sua relação com a motivação para o trabalho. Uma visão é o contexto negativo delineado pelo autor como “Teoria X”. Neste contexto, o homem tem uma aversão ao trabalho e precisa de controle excessivo para que suas responsabilidades sejam executadas. Já, ao contrário, na “Teoria Y”, a visão é positivista, ou seja, o homem trabalha e o faz pelo prazer.

    A medida que compreendemos a necessidade da gestão de marketing e o desenvolvimento de diferenciais competitivos que outorguem às empresas a possibilidade de atingir objetivos com produtividade, evidenciamos a importância do trabalho humano individual e coletivo, principalmente o realizado com prazer e competência.

    Para ilustrar, assista o vídeo abaixo com uma demonstração fantástica de um diferencial realizado durante o atendimento ao cliente por um sorveteiro na Turquia, que aproveita o momento de relacionamento com o cliente para encantá-lo.

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  • Arquétipo

    Arquétipos são modelos mentais que os seres humanos adotam. Representam padrões e mitos e há muita dificuldade  no entendimento e compreensão quando o arquétipo(modelo) é quebrado. A utilização dos arquétipos na publicidade tem redundância na semiótica – estudo dos signos.

    Observe as reações dos seres humanos quando um arquétipo é rompido, no vídeo abaixo.

    Outro exemplo claro está na publicidade de cerveja, onde o arquétipo homem dominante e mulher submissa/serva fica sempre muito evidente. A  peça à direita demonstra o poder do homem e sua força. Já o material para pdv (peça à esquerda), retrata a mulher imaginária do universo masculino e o desejo do macho dominante. A roupa é utilizada como signficante da fantasia associada. Ainda, a posição da mão esquerda e dos dedos, ao mesmo tempo que reforçam a fantasia, indicam sutilmente o copo de cerveja. Já o ambiente com ícones redondos faz a ligação com o approach.

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