• Os maiores erros cometidos por empresas no Twitter

    *Por Danielle Macedo, Marketing na BaseKit.  Hoje em dia, cada vez mais empresas brasileiras têm investido em criar um site eficaz para promover seus negócios e incorporar diversas redes sociais em suas estratégias de marketing. Enquanto um estudo recente da FSB Comunicações mostrou que atualmente apenas 35% das empresas brasileiras estão no Facebook, diversas pesquisas recentes apontaram o Twitter como a rede social mais utilizada para fins de comunicação no país. Entre 2009 e 2011, o uso do Twitter em órgãos públicos aumentou em 700%.

    De fato, o microblog é excelente para ressaltar os valores de qualquer organização e engajar sua marca com seu público-alvo, além de ser útil para fins de promoção de vendas e atendimento ao cliente.

    Com todos os olhares voltados para a ferramenta, há grandes chances que algumas empresas não estejam utilizando esta rede social de maneira correta. Confira as dicas abaixo para evitar qualquer situação que possa prejudicar a sua imagem no mundo virtual:

    1)    Não avaliar os riscos

    Há inúmeros casos famosos de campanhas mal-sucedidas no Twitter, que afetaram diretamente a imagem de grandes empresas. Esse ano foi marcado pela campanha do McDonald’s, que decidiu inovar com uma campanha para engajar seus consumidores com a marca, incentivando-os a compartilharem suas experiências de vida através do hashtag #McDStories. Embora a iniciativa seja interessante, o McDonald’s parece ter se esquecido de que, quando se trata de redes sociais todo cuidado é pouco, especialmente se sua empresa já causou polêmica no passado.

    O resultado foi uma catástrofe: clientes começaram a manifestar suas experiências negativas com as refeições da rede de fast food, comentando sobre intoxicações causadas pelos seus lanches. Portanto, fica a dica: ao criar uma campanha para a sua empresa no Twitter, considerar todos os riscos envolvidos nunca é demais.

    2)    Falta de planejamento

    Outro erro comum é a falta de planejamento em relação ao período de lançamento de uma campanha. O caso da companhia aérea australiana Qantas Airways ilustra bem esse problema. A empresa lançou uma competição no final do ano passado com a hashtag #QantasLuxury logo após o incêndio de um motor e uma greve que paralisou toda a companhia. Como resultado, clientes que enfrentaram problemas com a empresa começaram a utilizar a hashtag para fazer reclamações sobre a empresa.

    Pense bem antes de lançar qualquer campanha em redes sociais logo após uma crise, na maioria das vezes compensa deixar a poeira baixar antes de expor sua empresa nas redes sociais novamente.

    3)    Falta de bom senso

    É possível que você se lembre do caso do Bing, site de buscas online da Microsoft, que publicou um tweet ano passado prometendo doar 100 mil dólares para as vítimas do Tsunami no Japão, com a condição de que, para cada retweet desta mensagem, o Bing doaria 1 dólar para a causa, até alcançar a meta dos $100 mil.

    Ao promover esta ação na rede social, o Bing transmitiu a ideia de estar tirando vantagem de uma tragédia para promover sua marca, o que causou grande repercussão. A crise foi finalmente solucionada após o anúncio de que os $100 mil já teriam sido doados, acompanhado por um pedido de desculpas.

    4)    Em cima do muro

    Pior do que ver uma crise acontecer, é demorar para se posicionar ao ver a bomba estourar. Uma empresa que fez isso em abril de 2011 foi a Arezzo, que fabrica calçados e bolsas. Ao lançar a coleção PeleMania com produtos feitos a partir de pele de animais, a empresa incomodou milhares de consumidores que começaram a se manifestar através das redes sociais, especialmente pelo Twitter.

    Além de ter demorado dias para responder ao protesto, a Arezzo apagou os comentários sobre a marca nas redes sociais, demonstrando desrespeito às opiniões dos internautas e apenas emitiu um comunicado em relação a este assunto polêmico, afirmando que a empresa não deve se responsabilizar sobre o debate de uma causa tão ampla e controversa.

    Aprender com os erros de outras empresas é sempre eficaz para que você possa prever riscos para a sua imagem no futuro. Já é possível ver que o número de escândalos corporativos no Twitter vem diminuindo — o que é um ótimo sinal.

    Aos poucos, empresas ao redor do mundo têm compreendido melhor a rede social e aprimorado suas práticas online. Ao elaborar sua estratégia de marketing digital, vale a pena ter essas dicas e exemplos em mente!

     

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  • Bananas descascadas

    Imagem: http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet

    Em um descuido de marketing, a rede de supermercados europeia Billa disponibilizou em sua área de vendas bananas já descascadas. O que aparentemente pode ser um adicional de praticidade, logo se tornou uma grande polêmica, afinal, as embalagens utilizadas possuem em sua composição materiais que agridem o meio ambiente, além de terem decomposição demorada. A ideia foi um “tiro no pé”, afinal, algumas frutas, como as bananas – possuem uma embalagem natural (casca) e totalmente orgânica (degradável).

    A situação acima é um bom exemplo de como uma empresa mantém relacionamento direto e indireto com os membros do stakeholders e, até mesmo um produto, evoca comunicação e significado que recai positiva ou negativamente, sobre a empresa toda.

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  • Brasileiros preferem comprar de empresas adeptas a questões sustentáveis

    A população mundial está cada vez mais engajada em questões de sustentabilidade. Essa preocupação tem refletido também na maneira como as pessoas compram. Isso porque os consumidores estão preferindo adquirir produtos ou serviços de empresas que tenham encontrado maneiras de beneficiar a sociedade.

    De acordo com a Pesquisa Global sobre Responsabilidade Social Corporativa, realizada pela Nielsen, 77% da população da América Latina prefere comprar produtos e serviços de empresas que tenham programas de responsabilidade social. E os brasileiros ficaram próximos aos latino-americanos, já que são 74% os consumidores sociais e 46% os que não se importam em pagar mais por isso.

    Para o analista de mercado da Nielsen Brasil, Cláudio Czarnobai, esse crescimento se dá porque as empresas estão conhecendo mais os seus clientes e desempenhando esse papel social de modo mais efetivo. “Saber quais causas são as mais importantes para os consumidores com preocupações sociais pode ajudar as marcas a priorizarem seus investimentos de cunho social”, esclarece.

    Mas quem são esses consumidores? O gráfico traz essa resposta e aponta que mais da metade da população acredita que toda empresa devia apoiar causas que atinjam toda a sociedade de forma benéfica. Fonte: Nielsen Brasil / Twitter: @nielsenbr

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  • O que podemos aprender com a seleção feminina de voley do Brasil

    Imagem: IVAN ALVARADO/REUTERS. Fonte: www.estadão.com.br

    Era final do primeiro set – 25 a 11 para os Estados Unidos -, e provavelmente boa parte dos brasileiros imaginavam que a seleção feminina de voley sucumbiria diante do atual predomínio da seleção americana nos campeonatos disputados nos últimos dois anos e da derrota no set inicial. A incrível diferença imposta no placar – fato muito difícil na modalidade – era de deixar em estado catatônico até mesmo os profissionais mais experientes, devido a ineficácia da defesa e ataques da seleção brasileira e visível superioridade do adversário.  Entretanto, o que assistimos daí em diante foi uma aula, fruto de uma virada histórica e arrasadora protagonizada pelas comandadas do técnico José Roberto Guimarães. Os sets seguintes compuseram um enredo de “massacre” muito parecido com o primeiro, porém com resultado favorável ao selecionado verde e amarelo.

    A reviravolta da equipe brasileira, que quase ficou de fora das fases finais devido a uma campanha muito irregular na primeira etapa da competição, teve como destaque a união do grupo e a superação para correção dos erros de percurso. Vários elementos podem ter sido desencadeadores da motivação para a arrancada espetacular: as duras e as vezes injustas críticas de parcela da população e de parte da imprensa;  o desejo de superar seus próprios limites; o sonho do bicampeonato olímpico; dentre outros. Todavia, qualquer tipo de análise pode ser mera conjectura devido ao fator circunstacialidade, característica comum nos esportes.

    Mas, será que é possível fazer uma analogia do desempenho de ouro da seleção feminina de voley do Brasil, com o mundo dos negócios? A resposta é positiva. As empresas, marcas e produtos também possuem trajetórias que são marcadas por reviravoltas e histórias de derrotas e vitórias. Exemplos não faltam, afinal, empresas como Coca-Cola, Apple, IBM, Havaianas, entre outras, já foram marcadas por situações de fracassos e posterior volta por cima e, assim como a campanha de ouro olímpica, nos ensinam que:

    • Ter e manter um foco. O objetivo nos negócios é elemento primordial e que deve ser compartilhado entre todos os membros da equipe. Todos devem privilegiar os objetivos coletivos em detrimento de coletivos individuais, ou seja, é necessária uma união verdadeira e dedicada em torno do que deve ser alcançado. O objetivo é um norte que direciona as ações empresariais;
    • Posicionamento. As empresas devem utilizar estratégias de tal modo que o mercado perceba o diferencial da mesma como um posicionamento único. A Coca-Cola assim o fez quando o famoso xarope foi gaseificado e se tornou um refresco, posicionada como  uma bebida agradável para consumo corriqueiro;
    • Opções para a mudança. Assim como em uma equipe esportiva coletiva, as empresas devem ter opções para alterações e mudanças estratégicas. Se alguma coisa não vai bem, deve-se ter consciência e humildade para assumir erros;
    • Comando e visão. Sem um líder que saiba enxergar “fora da caixa” fica difícil solucionar os erros. A maior parte das informações cruciais vem de fora da empresa e há que se ter visão coerente dos pontos fracos e fortes da sua empresa.
    • Vontade de vencer. Determinação e atitude empreendedora são potencialidades para a vitória. Steve Jobs sempre foi um visionário com uma atitude empreendedora muito disciplinada e austera, somadas a uma grande vontade de vencer.

    Elcio Fernando Del Prete Miquelino. Bacharel em Comunicação Social, Publicitário (MTB 04773), Especialista em Marketing e MBA em Marketing. Consultor em Marketing, docente da Unilins – Centro Universitário de Lins, Sócio-Proprietário do Itam – Instituto de Treinamento e Assessoria em Marketing Ltda e autor do blog avemarketing (www.avemarketing.com.br)

     

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  • A oportunidade no smartphone

    Por @nielsenbr. Desde o boom da internet, no início dos anos 2000, muitas mudanças aconteceram na sociedade. A principal delas é que as pessoas estão mais conectadas: recebem diariamente um turbilhão de informações, vindas de diversas fontes. Esse processo gradualmente se intensifica, sobretudo mais recentemente, em virtude da conveniência de acesso proporcionada por dispositivos móveis, como tablets e smartphones.

    Atualmente, 36% da população ao redor do mundo com acesso à internet possuem um smartphone. Comparando com 2010, esse número cresceu 15 pontos percentuais, segundo a pesquisa global da Nielsen sobre comunicação em multi-telas. As facilidades oferecidas por um único aparelho geram vários novos interesses na população.

    Para dar um exemplo de novas possibilidades geradas pela tecnologia, 63% da população global adeririam à facilidade de pagar contas de lojas e restaurantes por meio do smartphone. Os mais propensos a usar esse tipo de tecnologia são os latinos, pois 17% deles afirmaram que definitivamente fariam seus pagamentos em dispositivos móveis. “Temos aqui uma oportunidade de negócio, tanto para a indústria que desenvolve a tecnologia, quanto para toda a cadeia de pagamentos”, afirma Thiago Moreira, diretor de Telecom na Nielsen Brasil.

    O desafio está lançado para a indústria: difundir esse meio de pagamento o mais rápido possível, já que a demanda está pronta para ser absorvida.

    Pretensão de compra de smartphones

    Fonte: Nielsen Brasil / Twitter: @nielsenbr

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