• Sexo na terceira idade

    Com o avanço da tecnologia farmacêutica e a descoberta de drogas que aumentam a capacidade sexual, a vida sexual dos indivíduos na terceira idade se tornou bem mais ativa e prazerosa. Entretanto, tais benefícios não vieram sozinhos, pois, ao mesmo tempo, a incidência de aumento de DST – doenças sexualmente transmissíveis em pessoas da “melhor idade” é uma triste realidade. Nos EUA, o aumento foi de 70% nos últimos cinco anos, número que provocou preocupação por parte do Governo local. No Brasil, os casos de Aids dobraram em um período de 10 anos, por exemplo, segundo o Ministério da Saúde.

    Bem, ainda sobre os dados no país norte-americano e, afim de incentivar o uso de preservativo, uma campanha de comunicação está sendo veiculada em várias mídias com objetivo de impactar os adultos seniors e outros formadores de opinião. O vídeo “Safe Sex Seniors” já está dando o que falar por mostrar os “vovôs e vovós” em algumas posições sexuais. Confira!

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  • Barbie careca

    Olha que iniciativa interessante. A Mattel vai distribuir gratuitamente bonecas Barbies com versão sem cabelos para hospitais infantis que cuidam de crianças com câncer.  A decisão da empresa surgiu após um manifesto idealizado por duas mulheres e disseminado pelo Facebook. A campanha obteve mais de 150 mil adesões e sensibilizou a gigante de brinquedos. Ainda, a boneca possuirá acessórios como coleção de perucas, lenços e chapeus e o objetivo é melhorar a auto-estima das crianças acometidas pela doença.

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  • Comportamento de escolha individual

    O ponto de partida para as relações de trocas – fator determinante aos conceitos de marketing – são as necessidades e desejos. A soma das necessidades inerentes  a característica humana e essas moldadas pelo ambiente e personalidade (desejos)  perfazem os estímulos para o comportamento da escolha individual (Teoria da Escolha Individual, descrita por Adam Smith).

    “A teoria da escolha individual é o pressuposto segundo o qual o bem-estar da sociedade resulta da convergência de interesses individuais do comprador e do vendedor, por meio da troca voluntária e competitiva”.

    Esta teoria engloba 4 princípios:

    • As pessoas buscam experiências que valham a pena;
    • A escolha individual determina o que vale a pena;
    • Por meio da troca livre e competitiva, os objetivos individuais serão realizados;
    • As pessoas são responsáveis pelas suas ações e escolhem o que é melhor para elas (princípio da soberania do consumidor).

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  • Criança vê, criança faz

    Certa vez um ex-chefe relatou-me um caso acontecido em seu círculo familiar: seu primogênito, então com 5 anos de idade, repetiu um palavrão por vezes citado em situações de estresse pelos pais e ainda, menciounou-o cheio de orgulho, decerto por participar do colóquio familiar. Esse fato frequentemente retorna em minha memória como exemplo do aprendizado que a criança recebe pela exemplificação e de como os pequenos são atentos aos atos dos que os cercam.  Para Piaget (1964) a formação do símbolo na criança se dá, nas primeiras fases da vida infantil, através da ausência de imitação, imitação esporádica e imitação sistemática. A medida que o recém-nascido cresce, mais frequentemente passa a imitar sons e também os movimentos percebidos no ambiente, claro, sem entendimento do significado aferido á comunicação.

    “… a criança dessa fase aprende a imitar os movimento de outrem análogos aos seus próprios movimentos conhecidos e visíveis. Imita, assim, todos os gestos, com exclusão dos gestos novos para ela ou dos gestos cujo equivalente próprio permanece fora do campo da sua percepção visual. Por outras palavras, a sua imitação é determinada pelo conteúdo de suas reações circulares primárias ou secundárias, na medida em que os movimentos necessários a tais reações dêem lugar a uma percepção visual.” PIAGET (1964).

    Sucessivamente, as representações verbais iniciam como tentativas de vincular ao fato em questão, como a reprodução de sons de animais domésticos ou ainda a repetição das fonéticas “papai” e “mamãe”.  O ser humano possui, assim por dizer, o aprendizado de formas comunicativas através dos elementos replicadores que acontecem no ambiente e, num primeiro momento, estabelecem-no sem raciocínio lógico, porém, a medida que há o desenvolvimento crítico, as crianças tendem a repetir e associar a experiência informacional a uma lógica mental, que, por vezes, há pouca ou nenhuma correlação com os valores morais, os quais ficam a cargo dos pais sua correção e vinculação correta.

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  • Carnaval, uma apoteose de alegria

    Imagem/Fonte: Adriano Vizoni/Folhapress. Disponível em http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/6589-x-9-paulistana#foto-125732

    Que o carnaval é uma festa onde a alegria vem a tona, isso não se discute. Também é tempo de amores passageiros e de sexo fácil, na cabeça de alguns. É um período onde jovens e adultos se permitem realizar fantasias sob o mantra do “no carnaval pode tudo”.  Claro que, do ponto de vista do comportamento, o ato de extravazar sentimentos de felicidade e cultuar o riso em conjunto é uma prática salutar e deveras bem vinda. “- Ah que bom seria se tivessemos a mesma alegria e inspiração ao realizar outras atividades em nosso cotidiano”.

    Mas, o carnaval, por suposto, é mais um ato encenado na grande teatralização que é nossa vida. Pierrôs e Colombinas se misturam aos demais personagens da folião do Rei Momo, em show de luzes e cantorias. Para muitos, vindos da grande massa, o carnaval é o momento épico de coroação da oportunidade de ser algo ou alguém diferente. É o encontro com o “eu” projetado em um sonho de todo um ano que, a duras penas, faz do esforço pessoal o alimento para a emoção fácil. O prazer supera a dor física, a dificuldade financeira e as agruras do dia a dia para, naquele momento único, cada indivíduo representar um estandarte de felicidade.

    Carnaval é, também, o culto ao corpo. Não é de hoje que corpo, consumo e mídia se fundem para afirmarem que realidade e aparência devem ser algo único. E jsutamente, a realidade e aparência fomentam boa parte da alienação que controla os comportamentos humanos, tal qual no carnaval. Observe a definição abaixo, de Baudrillard, e como se encaixa perfeitamente na “apoteose de alegria”.

    “A ética da beleza, que também é a da moda, pode definir-se como a redução de todos os valores concretos e dos Valores de uso’ do corpo (energético, gestual e sexual), ao único ‘valor de permuta’ funcional que, na sua abstração, resume por si só a idéia de corpo glorioso e realizado” (BAUDRILLARD, 1985,p. 141).

    O culto ao corpo, já alardeado pela mitologia Grega, pelo cinema, hoje está escancarado em cada esquina, como resultado da produção industrial e cultural – aqui novamente se enquadra o carnaval, como fruto da produção cultural e alimentado pelo consumo cultural.

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