• Compreenda o marketing político e a comunicação política


    Com a proximidade das eleições, aumentam as discussões sobre os atributos e características de cada candidato. Neste momento, as últimas articulações estratégicas são realizadas em nome do chamado “Marketing Político”. Mas afinal, o que é o Marketing Político? Será que as ações que os partidos políticos e assessoria dos candidatos realizam são ações de marketing ou de comunicação?

    Em verdade, o que é realizado no Brasil é o “Marketing Eleitoral” ou “Comunicação Política” e não “Marketing Político”, ou seja, são ações, na maioria das vezes de comunicação, que objetivam a eleição de determinado candidato. Também pode ser citado o termo “ativação” ou “processo de ativação”, conforme Lazarsfeld, Berelson e Gaudet. A própria política é algo muito maior do que o período de eleições que, pouco têm de política, mas sim politicagem.

    Em definição, Marketing é uma ciência social aplicada que consiste no estudo sistemático dos grupos sociais e indivíduos e de suas trocas no ambiente para satisfazer necessidades e desejos. Desta forma, a área política passa a ser uma aplicação do marketing, ou seja, atender a uma necessidade histórico-social e não somente sua utilização durante período eleitoral. A propaganda, enquanto ferramenta do marketing e corpo de conhecimento específico (comunicação social), é utilizada no campo político há muito tempo, como sua própria definição a pontua “propagare: propagar uma ideia ou ideal”.

    Uma das preocupações da “Comunicação Política” é com relação a imagem do candidato. Semblante “carregado”, modo de olhar de “cima para baixo”, apresentação pessoal inadequada, antipatia, falta de eloquência e outros, são características a serem evitadas na imagem do cidadão que participa de processo eleitoral. Como uma campanha possui elementos de supercialidade política, por conta da característica de nossa sociedade,  a imagem transforma-se em elemento de destaque no desenvolvimento da propaganda política.Em face disso,  Estereótipos são repetidos a exaustão, tais como: apertos de mão; tapinhas nas costas;  “corpo a corpo”; carregar criança no colo; tomar café com o povo; mostrar candidato ao lado de sua família; mostrar candidato assinando documentos, sentado à mesa; candidato de capacete visitando obras; comícios gigantescos (muito utilizado por Hitler, em discursos com forte apelo à emoção e uso de palavras repetidas); imagens com simbologia de vitória(v) e etc.

    Evolução da imagem da candidata Dilma Rousseff . Criação da arte: @NattyRegis

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  • Ação outdoor utiliza geiser e o transforma em garrafa de refrigerante

    No dia 20 de setembro publiquei o post “A informação como estímulo e as etapas da memorização“. Bem, para ilustrar a teoria utilizei como exemplo a ação realizada no geiser Paço de Arcos (Oeiras, Portugal) com a inclusão de uma “garrafa” gigante de Schweppes.

    Legal né! Mas você sabe como foi feito? Confira no vídeo abaixo.

    schweppes bottle oeiras from Pony Tale on Vimeo.

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  • A informação como estímulo e as etapas da memorização

    Toda ação de comunicação é realizada através de um processo, no qual a mensagem transforma-se em estímulo. Este estímulo é percebido pelo(s) receptor(es) através dos sentidos, certo!?  Mas, como funciona a memorização humana?

    De acordo com Kanuk, L.  & Schiffman, L. (2000) a memorização ocorre em etapas chamadas de: depósito sensorial, depósito de curto prazo, depósito de longo prazo e ensaios. A primeira etapa da memorização se dá quando o estímulo é percebido pelos sentidos (nos primeiros segundos através da exposição a uma marca, produto, comunicação, etc.) Após esse rápido período, caso a informação seja processada pelo cérebro, atinge o “depósito de curto prazo” e, se experimentada por várias vezes, fica retida no “depósito de longo prazo”.  Ainda segundo os autores, na medida que ocorrem novas exposições ao mesmo estímulo,  a informação é “organizada e reorganizada” que, quanto mais vezes utilizada, mais fixação e profusão existe no raciocínio acerca do assunto(estímulo).

    Aproveite e saiba a diferença entre informação e conhecimento, aqui.

    É fato que todo profissional de comunicação, design, marketing e de outras áreas correlatas devem(ou deveria conhecer) os processos e a memorização como características humanas. Para ilustrar, segue abaixo uma peça de comunicação  fantástica para o alcance do “depósito sensorial”. A estrutura outdoor, montada ao redor do geiser Paço de Arcos (Oeiras, Portugal), representa graficamente uma garrafa gigante de Schweppes. A Coca-Cola Company, proprietária da marca , contratou o espaço por 1 ano a partir de agosto de 2010 e ficará responsável também pela manutenção  e cuidados do mesmos. Assina a ação a agência Media Black Milk, PT.

    Imagem via

     

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  • Independência ou Morte

    Independência ou Morte. Pintura de Pedro Américo, óleo sobre tela. 1888

    O 07 de setembro é uma das datas mais emblemáticas da República Federativa do Brasil. O “grito” da Independência, bradado por Dom Pedro I as margens do riacho Ipiranga em1822, libertou a então colônia do domínio Português. Independente das discussões acerca de datas e motivos geradores do “grito”, o fato ficou marcado como o nascimento da Federação Brasileira, mesmo com o absolutismo de D. Pedro.

    Conta a história que D. Pedro I compôs o Hino da Independência no mesmo dia 07 de setembro, após letra ser criada por Evaristo da Veiga.

    Ouça o Hino da Independência: hino_independencia_do_brasil

    Ainda, sobre o “grito”, a narrativa histórica feita pelos humanos possui fragmentos que delineiam o imaginário popular. “O que marca o ser humano é justamente sua particularidade de possuir e organizar símbolos que se tornam linguagens articuladas, aptas a produzir qualquer tipo de narrativa”(ROCHA, p. 4. 1996). A essas narrativas são somados os mitos, ou seja, alegorias narradas que externam verdades mas escondem algo. Os mitos podem até mesmo representar o pensamento de uma sociedade, ainda conforme Rocha (1996). Consequentemente, se o mito é  contruído com representações fantasiosas ou não, do pensamento humano, na propaganda (propagare: propagare uma ideia ou ideal) também há, e muito. Na verdade o mito representa uma das bases do discurso da propaganda e tal, como sua definição, também foi representada em nosso país, com a utilização mais veemente de símbolos (cores, música e linguagem) após a Independência. Até mesmo na composição do Hino da Independência havia o mito do poder atribuído à D. Pedro I, em evidente articulação política, e representada na letra de forma alegória – veja  trecho que foi retirado do Hino, posteriormente. Figura 1.

    Figura 1 - Trecho do Hino da Independência, excluído posteriormente

    Finalizando, “Ó República, de lutas e de glórias. Onde os filhos crescem, e ostentam na memória. Qual sabor amargo, do cárcere e do grito. Fez-se garbosa, do exemplo e do mito. E amadurece, como árvore frondosa. Que não se esconde, em sua conquista honrosa. Ó Brasil, de almas e egressos. Onde  todos buscam, a ordem e o progresso. Que se liberta, da muralha vil. Salve a nossa, Independência do Brasil”. Elcio Fernando.

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  • Vai fumando…

    Sensacional ação da empresa de seguros de saúde AOK Bundesverband, sediada na Alemanha, para conscientizar e combater o avanço dos índices de câncer  pulmonar causado pelo hábito de fumar. Em vários pontos, espalhados pelas ruas de algumas cidades germânicas, foram instalados totens coletores de “bitucas” de cigarro.

    A  ação atinge um nível mais elevado de atenção e retenção seletiva pois obriga os fumantes a vivenciarem visualmente o que acontece em seus pulmões, literalmente, como um fiel depositário de lixos oriundos do cigarro.



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