O dia 15 de março (neste dia e mês, no ano de 1962, o então presidente americano John Kennedy pronunciou um discurso onde defendeu os Direitos dos Consumidores) é reservado mundialmente para a lembrança das conquistas dos direitos dos consumidores, através das relações comerciais ocasionadas de trocas financeiras por produtos e/ou serviços que satisfaçam necessidades das pessoas. Em nosso país “a defesa do consumidor” está assegurada no inciso XXXII, art. 5º, da Constituição Federal de 1988.
Cabe a todos, na luta por uma sociedade justa, cobrar e reinvidicar seus direitos assegurados. Também é importante que todos os profissionais e empresários envolvidos na relação com o consumo conheçam e apliquem os detalhamentos contidos no Código de Proteção e Defesa do Consumidor, editado no Brasil em 1990 - Lei nrº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Clique no link a seguir e conheça o Código na íntegra:
Importante ressaltar que várias entidades atuam na Defesa dos Direitos dos Consumidores no Estado de São Paulo, dentre elas: Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor - PROCON; Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - IDEC; Associação Brasileira da Defesa da Ecologia, da Cidadania e do Consumidor - ABRADEC; Associação de Defesa dos Interesses e Direitos do Consumidor e do Cidadão - ADIC e Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor - BRASILCON.
Não dá para negar que os produtos e as marcas exercem influência constante em nossas vidas. Impossível conceber um dia a dia sem os diversos produtos destinados a saciar as várias necessidades e desejos. Existem exageros, evidente, mas não se pode generalizar e recair em um fundamentalismo anti-produtos, ou seja, é necessário separar o desperdício e consumismo do consumo cotidiano sustentado pelo desejo humano. De acordo com Giglio (1995) “O modelo de influência social coloca que as pessoas seguem regras, incluindo sobre o que o consumir, para fazer parte de um grupo”. Para alguns autores, como Baudrillard (1995), Fromm (1997) e Canclini (1995), o consumismo é a posse de produtos e serviços que representam identidade e posição social. Em resumo, o consumismo excede o bom senso no uso de recursos financeiros, causando acúmulo desnecessário de produtos e prejuízos ambientais, porém devemos considerar o consumismo no processo do comportamento social e o consumo como elemento essencial ao desenvolvimento econômico e comportamental.
A marca da maçã lançou seu tablet neste dia 27 de janeiro. OiPad é um mix de laptop com iPhone + iPod. Esperado por muita gente, com certeza o produto levará muitos compradores ao delírio nestas próximas semanas. O brinquedinho no mercado americano tem preço de 499 dólares na versão de 16 GB, 599 dólares o de 32 GB e 699 dólares a versão mais “parruda”, de 64 GB. Na minha opinião o produto é um iPhone + iPod em versão laptop ultra slim com touch. Eu particularmente não gostei da nomenclatura de marca — iPad — e sugeriria iTable. Mas, como não trabalho na Apple, os profissionais de lá definiram a marca iPad mesmo, rsrs.
Veja mais detalhamentos da configuração aqui e aqui.
A dinâmica do marketing compreende as grandes áreas de “inteligência” e estratégia de “marketing”. A “inteligência” de marketing é o estudo completo do mercado e de todas as interferências e influências diretas e indiretas (situacionais) que formam o “ambiente de marketing”. Compreende a análise dos três “C’s - Cliente, Corporação e Concorrência. Outro alvo de investigação, que forma a base da inteligência de marketing são os comportamentos e hábitos de consumo, a partir das necessidades e desejos humanos, além da relação do homem na sociedade em que vive.
Recentemente, o Instituto Ibope realizou a pesquisa “Ibope Mídia Brasil” e algumas constatações úteis foram formalizadas:
- o prazer associado ao consumo está presente para 49% das mulheres e 36% dos homens;
- a troca de marca - não fidelização - é uma característica comum para 53% das mulheres;
- o quesito conveniência (praticidade, facilidades para o dia a dia) é determinante para a compra de um produto, para 80% das mulheres;
- o preço constituí uma variável importante, na decisão de compra; (Fonte: Ibope Mídia Brasil).
Pesquisa elaborada pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor - Pro Teste e reportagem publicada na Folha de SP e no Portal Terra em 01 e 02 de dezembro respectivamente afirmam que “metade dos protetores solares usados no país não funcionam”.
De acordo com o instituto Pro Teste, metade dos dez protetores solares mais vendidos no país não funcionam e ainda, em se tratando de fato de proteção - FPS 30, “apenas 2 dos 10 protetores analisados realmente funcionam”.Os testes englobam análise de rotulagem, rotulagem, composição, irritabilidade, hidratação, proteção, resistência a exposição solar e teste em uso (Fonte: Folha de SP - http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u660153.shtml, acesso em 02 de dezembro de 2009 ).
Claro que devemos preservar o direito de resposta e explicação aos fabricantes mas, vamos considerar que os testes sejam realmente corretos e os resultados plausíveis, ok? Então, como ficam os direitos dos consumidores, assegurado no Código de Proteção e Defesa do Consumidor? E o padrão de qualidade? Cabe aos consumidores ação jurídica por infração do item III do artigo 6º:
III - A informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços com especifi-cação correta de quantidade, características, composição, qualidade e perco, bem como sobre os riscos que apresentem;
Também implica contrariedade ao artigo 8º:
Art. 8º - Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretara o ris-cos a saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito.
E mais especificamente o que indica o artigo 12, do mesmo Código:
Art. 12 - O fabricante, o produtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, formulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.
§1º - O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera, levando-se em consideração as circunstancias relevantes, entre as quais.
Em suma, o exposto é um caso grave que requer muita responsabilidade nos procedimentos adotados daqui em diante e exige-se dos fabricantes uma resposta clara e a altura.
Dia 31 de outubro é comemorado o “Halloween”. A comemoração do “dia das bruxas” tem um simbolismo muito forte, principalmente nos EUA, Canadá e Reino Unido. No país americano, a identificação da população com este dia é tão grande que ruas, lojas e residências decoram seus ambientes e vivem intensamente o 31 de outubro. É importante considerar que, a tradição não condiz com a cultura raíz brasileira e muitos abominam o fato de importarmos a reprodução de hábitos. Esta discussão é mais aguda e remete ao aprofundamento do comportamento de dominante e dominado.
Atualmente, a festa constitui-se em uma grande oportunidade mercadológica e de desenvolvimento de ações de promoções de vendas no varejo e indústria. A data faz parte do calendário promocional de marketing e é explorada beneficamente pela indústria de cosméticos e beleza, alimentos e por prestadores de serviços como escolas, aluguéis de roupas, salões de festas e outros. Você sabe algo mais sobre o Halloween e as oportunidades mercadológicas para esta data? Deixe um comentário!
Abaixo veja foto de uma residência em Piermont Village, em NY, decoradíssima, rsrs.
Foto by MGP. Clique na imagem para melhor visualização.
Todo ser humano possui comportamentos que, oriundos das necessidades e desejos, são alvos de estudos dos profissionais de marketing na medida que correlacionam-se com o consumo. Vários estudos sobre comportamento relatam características oportunas para aprofundamento e delineamento de estratégias mais acertadas e benéficas à sociedade. O condicionamento clássico entende que “os consumidores são seres passivos que reagem com respostas previsíveis a estímulos depois de várias tentativas” (KANUK; SCHIFFMAN, 1997, p. 144). Para Pavlov, o comportamento de troca(consumo) baseia-se em recompensas desejadas. O condicionamento instrumental (comportamento com base em experiências ) proposto por Skinner refere-se aos resultados favoráveis a partir da repetição de comportamentos (o uso de um produto, por exemplo). Ainda, a Teoria da Aprendizagem Cognitiva relata que a troca ocorre em função do “processo de pensamento e de solução de problemas pelo consumidor”, ou seja, na atividade mental em busca de uma decisão/solução, para nossos própósitos, a partir da análise de uma informação. Concomitantemente a estes processos, temos os impulsos. Freud descreveu os impulsos como as molas propulsoras da motivação humana, agrupadas em três mecanismos de interação: id, ego e superego.
O id é a explosão de desejos fisiológicos e psicológicos, os quais devem ser saciados imediatamente. Entretanto, o superego atua como um controlador, zelando para que o ser humano sacie suas necessidades dentro das normas da sociedade e o ego busca o equilíbrio entre as reações impulsivas do id com o senso restritivo do superego.
Abaixo segue um vídeo(teste do marshmallow) engraçadíssimo (vale a pena ver até o final) com crianças submetidas a um teste de observação. A instrução que foi passada a cada criança é a seguinte: “- Vou colocar um marshmallow neste prato e vou sair da sala. Caso, ao meu retorno, ainda tenha o marshmallow, você ganha outro marshmallow e poderá comer os dois”.
E aí? Qual será o resultado? Assista (eu garanto que você dará boas gargalhadas)!
O blog avemarketing adere a campanha de consumo consciente. O consumo é originário das carências humanas, ou mais especificamente, das necessidades e desejos das pessoas. De acordo com SCHIFFMAN e KANUK(2000), é a motivação que impulsiona o indivíduo para a ação do consumo, a partir de um estado de desconforto - necessidade. Para ele, as necessidades podem ser inatas (primárias e fisiológicas) e adquiridas (psicológicas e psicogênicas). Este processo, detalhado por Schiffman e Kanuk, é cognitivo, ou seja, todo conhecimento adquirido é utilizado na escolha, ou na indicação do desejo de como saciar a necessidade. Para Freud, as motivações de escolha acontecem no nível do inconsciente, devido às forças psicológicas inconscientes que formam o comportamento humano. Desta forma, Freud entende que o inconsciente guia o comportamento do consumidor. As relações saudáveis de consumo são estudadas pelo marketing a partir dos processos de troca. Entretanto, é fundamental que a ideia de consumo consciente, no sentido de responsabilidade, seja praticada cada vez mais afim de manter a integridade e harmonia entre seres humanos e planeta. Uma forma responsável é a diminuição do desperdício diário, que frequentemente causamos de forma egoísta.
Este blog tem objetivo de propagar informações corretas sobre a área do conhecimento marketing e também difundir boas práticas de gestão empresarial e de comunicação com uma linguagem atual e pragmática, a partir da visão do autor.
Opiniões e exemplificações estratégicas também circulam por aqui.
O nome
A expressão "Ave" é uma saudação e significa "salve!". Representa o desejo de vida longa a alguém ou perpetuação de alguma coisa. Um salve e vida longa ao marketing. Ave! Marketing.