• Protetor solar não protege?

    Pesquisa elaborada pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – Pro Teste e reportagem publicada na Folha de SP e no Portal Terra em 01 e 02 de dezembro respectivamente afirmam que “metade dos protetores solares usados no país não funcionam”.

    De acordo com o instituto Pro Teste, metade dos dez protetores solares mais vendidos no país não funcionam e ainda, em se tratando de fato de proteção – FPS 30, “apenas 2 dos 10 protetores analisados realmente funcionam”.Os testes englobam análise de rotulagem, rotulagem, composição, irritabilidade, hidratação, proteção, resistência a exposição solar e teste em uso (Fonte: Folha de SP – http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u660153.shtml, acesso em 02 de dezembro de 2009 ).

    Claro que devemos preservar o direito de resposta e explicação aos fabricantes mas, vamos considerar que os testes sejam realmente corretos e os resultados plausíveis, ok? Então, como ficam os direitos dos consumidores, assegurado no Código de Proteção e Defesa do Consumidor? E o padrão de qualidade? Cabe aos consumidores ação jurídica por infração do item III do artigo 6º:

    III – A informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços com especifi-cação correta de quantidade, características, composição, qualidade e perco, bem como sobre os riscos que apresentem;

    Também implica contrariedade ao artigo 8º:

    Art. 8º – Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretara o ris-cos a saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito.

    E mais especificamente o que indica o artigo 12, do mesmo Código:

    Art. 12 – O fabricante, o produtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, formulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.
    §1º – O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera, levando-se em consideração as circunstancias relevantes, entre as quais.

    Em suma, o exposto é um caso grave que requer muita responsabilidade nos procedimentos adotados daqui em diante e exige-se dos fabricantes uma resposta clara e a altura.

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  • Halloween – Gostosuras ou travessuras?

    Dia 31 de outubro é comemorado o “Halloween”. A comemoração do “dia das bruxas” tem um simbolismo muito forte, principalmente nos EUA, Canadá e Reino Unido. No país americano, a identificação da população com este dia é tão grande que ruas, lojas e residências decoram seus ambientes e vivem intensamente o 31 de outubro. É importante considerar que, a tradição não condiz com a cultura raíz brasileira e muitos abominam o fato de importarmos a reprodução de hábitos. Esta discussão é mais aguda e  remete ao aprofundamento do comportamento de dominante e dominado.

    Atualmente, a festa constitui-se em uma grande oportunidade mercadológica e de desenvolvimento de ações de promoções de vendas no varejo e indústria. A data faz parte do calendário promocional de marketing e é explorada beneficamente pela indústria de cosméticos e beleza, alimentos e por prestadores de serviços como escolas, aluguéis de roupas, salões de festas e outros.  Você sabe algo mais sobre o Halloween e as oportunidades mercadológicas para esta data? Deixe um comentário!

    Abaixo veja foto de uma residência em Piermont Village, em NY, decoradíssima, rsrs.

    halowenn

    Foto by MGP. Clique na imagem para melhor visualização.

    Saiba mais sobre o Halloween aqui, aqui e aqui,

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  • O comportamento do consumidor e as crianças

    Todo ser humano possui comportamentos que, oriundos das necessidades e desejos, são alvos de estudos dos profissionais de marketing  na medida que correlacionam-se com o consumo. Vários estudos sobre comportamento  relatam características oportunas para aprofundamento e delineamento de estratégias mais acertadas e benéficas à sociedade. O condicionamento clássico entende que “os consumidores são seres passivos que reagem com respostas previsíveis a estímulos depois de várias tentativas” (KANUK; SCHIFFMAN, 1997, p. 144). Para Pavlov, o comportamento de troca(consumo) baseia-se em recompensas desejadas. O condicionamento instrumental (comportamento com base em experiências ) proposto por Skinner refere-se aos resultados favoráveis a partir da repetição de comportamentos (o uso de um produto, por exemplo).  Ainda, a Teoria da Aprendizagem Cognitiva relata que a troca ocorre em função do “processo de pensamento e de solução de problemas pelo consumidor”, ou seja, na atividade mental em busca de uma decisão/solução, para nossos própósitos, a partir da análise de uma informação. Concomitantemente a estes processos, temos os impulsos. Freud descreveu os impulsos como as molas propulsoras da motivação humana, agrupadas em três mecanismos de interação: id, ego e superego.

    O id é a explosão de desejos fisiológicos e psicológicos, os quais devem ser saciados imediatamente.  Entretanto, o superego atua como um controlador, zelando para que o ser humano sacie suas necessidades dentro das normas da sociedade e o ego busca o equilíbrio entre as reações impulsivas do id com o senso restritivo do superego.

    Abaixo segue um vídeo(teste do marshmallow) engraçadíssimo (vale a pena ver até o final) com crianças submetidas a um teste de observação. A instrução que foi passada a cada criança é a seguinte: “- Vou colocar um marshmallow neste prato e vou sair da sala. Caso, ao meu retorno, ainda tenha o marshmallow, você ganha outro marshmallow e poderá comer os dois”.

    E aí? Qual será o resultado? Assista (eu garanto que você dará boas gargalhadas)!

    Vídeo daqui: Oh, The Temptation from Steve V on Vimeo.

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  • Consumo consciente

    O blog avemarketing adere a campanha de consumo consciente. O consumo é originário das carências humanas, ou mais especificamente, das necessidades e desejos das pessoas. De acordo com SCHIFFMAN e KANUK(2000), é a motivação que impulsiona o indivíduo para a ação do consumo, a partir de um estado de desconforto – necessidade. Para ele, as necessidades podem ser inatas (primárias e fisiológicas) e adquiridas (psicológicas e psicogênicas). Este processo, detalhado por Schiffman e Kanuk, é cognitivo, ou seja, todo conhecimento adquirido é utilizado na escolha, ou na indicação do desejo de como saciar a necessidade. Para Freud, as motivações de escolha acontecem no nível do inconsciente, devido às forças psicológicas inconscientes que formam o comportamento humano. Desta forma, Freud entende que o inconsciente guia o comportamento do consumidor. As relações saudáveis de consumo são estudadas pelo marketing a partir dos processos de troca. Entretanto, é fundamental que a ideia de consumo consciente, no sentido de responsabilidade, seja praticada cada vez mais afim de manter a integridade e harmonia entre seres humanos e planeta. Uma forma responsável é a diminuição do desperdício diário, que frequentemente causamos de forma egoísta.

    Evite o desperdício! Consumo consciente.

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