• Imagem não é nada. Sede é tudo!

    Segundo Sergio Zyman, em seu livro “O Fim do Marketing Como nós Conhecemos”, o caso do Sprite e o seu lançamento foi um dos sucessos mais “espantosos” da Coca-Cola. Isso porque todo o departamento de marketing da companhia acreditava que vender um refrigerante incolor seria muito difícil. É só você olhar para as fantas, multicoloridas – ainda mais nos EUA, com inúmeros sabores – e ver que a aposta da Coca sempre foram as cores.

    Portanto caímos em um lindo case da coca, como Zyman mesmo diz em seu livro. Um refrigerante incolor conseguiu chamar atenção da juventude, dos jovens atletas, de pessoas que até então não bebiam refrigerante. E aí, mais uma vez, ponto pro Sprite.

    Mas o caso mais espetacular da estratégia do Sprite talvez tenha passado despercebido. E não estou dizendo que fazer uma campanha com discurso crítico à televisão e à publicidade foi justamente a diferenciação da Coca-Cola. Ao dizer que sede é tudo, subliminarmente, a Coca “fala” para os consumidores: “parem de se importar com as malditas cores. Experimentem o refrigerante. Ele vai matar a sua sede. Afinal, esse é o propósito”.

    Isso funcionou mais ou menos como o famoso “experimenta” da Nova Schin. Só que um apelo menos direto. Muito menos na verdade. O vídeo tinha por fazer na cabeça do consumidor a IMAGEM de que o Sprite era um refrigerante diferente. Mesmo que na verdade fosse só no gosto.

    Mas, se na verdade, imagem não é nada, porque o Sprite queria passar a imagem de diferente e descolado?

    Acontece que, as marcas são aquela imagem que passam para os seus consumidores. Foi por isso, e não por ser realmente coerente com aquilo que diziam que o Sprite ganhou espaço entre aqueles que não eram fãs da Coca-Cola e nem bebiam refrigerante com tanta frequência.

    Chegamos a um dilema. Porque, na verdade, imagem é tudo. E não estou falando de uma imagem que se pode ver. Estou falando daquela imagem chamada percepção. Então… o dilema é o seguinte: fazer o que se fala é realmente preciso se, só falando que se faz já ganhamos os consumidores?

    Na verdade, o que Zyman quis dizer sobre o título do seu livro, “O Fim do Marketing Como nós Conhecemos” é que o propósito do marketing mudou. A forma de fazer marketing mudou. E não o marketing em si. O marketing passou se um instrumento que convencia as pessoas a comprar aquilo que elas “não precisavam” em um instrumento que tenta convencer aos consumidores que a sua marca é melhor do que a outra.

    Ou seja, não tentamos mais convencer pessoas a comprar coisas. Convencemos pessoas a comprar marcas. A abandonar marcas. Por isso que Zyman disse que o marketing acabou. Por isso que a imagem hoje faz tanta diferença entre as marcas. Por isso que, em vendas preço é desculpa, é detalhe, é besteira.

    As pessoas precisam de uma desculpa racional para dar ao outro quando fazem uma escolha. Porque você bebe Coca-Cola? Porque você compra sabão em pó dessa marca e não daquela? Porque você prefere os congelados da Sadia?

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  • Milagres do Photoshop

    O programa de editoração de imagens mais conhecido no mundo é o Photoshop, da Adobe. Muito utilizado no tratamento de imagem para aplicação gráfica, seus benefícios vão além de meros retoques em defeitos visíveis em modelos fotográficos.

    Uma das possibilidades que o software possui é a restauração de fotografias antigas e danificadas, como as demonstradas nas imagens abaixo. Um belo trabalho, fruto da união da habilidade humana, confira!

    Vi aqui

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  • Digitalização da informação: uma reflexão

    A tecnologia da informação e a digitalização tem proporcionado cada vez mais a experiência “no place”, “no time” e “no matter”. A velocidade e capacidade de processamento e disseminação de textos, imagens e vídeos mudou a forma como as pessoas se relacionam com o ouro moderno – informação.  Interessante também é observar que existe perversa dicotoma entre: a medida que aumentam as formas de controle sobre a vida das pessoas como romanceado por George Orwell em “1984″, tanto mais se perde o controle sobre o domínio das imagens pessoais e direitos de veiculação e controle sobre o armazenamento e disseminação de conteúdo indevido.

    Observe atentamente a foto abaixo e reflita:

    Imagem daqui.

    Repare que o fato da digitalização descentralizar o poder midiático das mãos dos “impérios da comunicação”, ao transformar cada indivíduo em gerador e disseminador de conteúdo, ao mesmo tempo entrega à sociedade despreparada e com inversão de valores um perigoso poder relacionado ao uso do “ser e do ter”, no tocante a alimentação de redes de informação e formação de opiniões para a construção do futuro.


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  • Criação de marca


    “Nossos cérebros agem como filtros para proteger-nos do excesso de informação” (NEUMEIER, M. Brand Gap, p. 46, 2003). Desta forma, o desenvolvimento de uma boa marca requer a utilização de uma identidade de marca que transmita um diferencial ou até mesmo um foco estratégico.

    O que você faz? Como você deseja ser reconhecido/visto?

    De acordo com Aaker (1996) a construção de uma marca se dá através de:

    1. Análise estratégica da marca
    2. Definição da identidade da marca
    3. Implementação da identidade

    Assim, crie sua marca a partir de alguns conjuntos de associações que representem uma característica única no mercado. Se necessário, traduza a unicidade em um elemento semiótico, porém simplifique e seja direto sempre.

    Qual é o mais direto, simples e com marca mais forte?

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  • Compreenda o marketing político e a comunicação política


    Com a proximidade das eleições, aumentam as discussões sobre os atributos e características de cada candidato. Neste momento, as últimas articulações estratégicas são realizadas em nome do chamado “Marketing Político”. Mas afinal, o que é o Marketing Político? Será que as ações que os partidos políticos e assessoria dos candidatos realizam são ações de marketing ou de comunicação?

    Em verdade, o que é realizado no Brasil é o “Marketing Eleitoral” ou “Comunicação Política” e não “Marketing Político”, ou seja, são ações, na maioria das vezes de comunicação, que objetivam a eleição de determinado candidato. Também pode ser citado o termo “ativação” ou “processo de ativação”, conforme Lazarsfeld, Berelson e Gaudet. A própria política é algo muito maior do que o período de eleições que, pouco têm de política, mas sim politicagem.

    Em definição, Marketing é uma ciência social aplicada que consiste no estudo sistemático dos grupos sociais e indivíduos e de suas trocas no ambiente para satisfazer necessidades e desejos. Desta forma, a área política passa a ser uma aplicação do marketing, ou seja, atender a uma necessidade histórico-social e não somente sua utilização durante período eleitoral. A propaganda, enquanto ferramenta do marketing e corpo de conhecimento específico (comunicação social), é utilizada no campo político há muito tempo, como sua própria definição a pontua “propagare: propagar uma ideia ou ideal”.

    Uma das preocupações da “Comunicação Política” é com relação a imagem do candidato. Semblante “carregado”, modo de olhar de “cima para baixo”, apresentação pessoal inadequada, antipatia, falta de eloquência e outros, são características a serem evitadas na imagem do cidadão que participa de processo eleitoral. Como uma campanha possui elementos de supercialidade política, por conta da característica de nossa sociedade,  a imagem transforma-se em elemento de destaque no desenvolvimento da propaganda política.Em face disso,  Estereótipos são repetidos a exaustão, tais como: apertos de mão; tapinhas nas costas;  “corpo a corpo”; carregar criança no colo; tomar café com o povo; mostrar candidato ao lado de sua família; mostrar candidato assinando documentos, sentado à mesa; candidato de capacete visitando obras; comícios gigantescos (muito utilizado por Hitler, em discursos com forte apelo à emoção e uso de palavras repetidas); imagens com simbologia de vitória(v) e etc.

    Evolução da imagem da candidata Dilma Rousseff . Criação da arte: @NattyRegis

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