• Os olhos do marketing sobre fatores que influenciam os consumidores

    A Nielsen divulgou há poucas semanas o estudo “Fatores que influenciam a decisão de compra”, na qual revela o comportamento dos consumidores em relação a preço, qualidade, saúde/bem-estar, entre outros pontos que são decisivos na hora de comprar.

    Sendo assim, sublinhamos esses fatores que mais norteiam as pessoas ao adquirir um produto e conversamos com a gerente de atendimento ao varejo da Nielsen Brasil, Lenita Mattar. Na entrevista, estratégias e soluções foram direcionadas para que, tanto o varejo quanto a indústria, conheça o comportamento do consumidor e saiba tirar bom proveito disso tudo.

    Como a preocupação com o preço é o fato mais impactante, como é possível as empresas manterem a qualidade dos produtos e ainda um preço que seja aceito pelos consumidores?

    A tecnologia e melhores mecanismos produtivos minimizam as barreiras de entrada e permitem que os fornecedores possuam equilíbrio de qualidade entre os produtos oferecidos no mercado. O maior número de players atuando em um mercado, no entanto, torna a competitividade de preços mais acirrada. Fornecedores ganhadores serão aqueles que compreenderem a necessidade de seus consumidores, promoverem inovações que respondam aos seus anseios e necessidades e uma comunicação clara com seus públicos-alvo.

    Na América Latina, questões de saúde e bem-estar são também algumas das principais exigências dos consumidores. De que forma a indústria e o varejo podem aproveitar essa oportunidade?

    Há muita oportunidade de inovação nesse sentido e é importante ter em conta que é preciso comunicar os benefícios dos produtos para o consumidor, ensiná-lo sobre as novas funcionalidades que são propostas. Por exemplo, quando houve o lançamento do iogurte funcional, o consumidor ainda não estava familiarizado com essa propriedade na categoria e foi necessário estabelecer campanhas publicitárias explicando o benefício, o que fez com que surgisse um novo segmento promissor em Iogurtes. Essa função está muito mais nas mãos da indústria.

    O varejo, por sua vez, deve acompanhar as tendências e os produtos de sucesso, planejando o desenvolvimento das categorias de produtos e garantindo a disponibilidade dos produtos de sucesso em suas lojas.

    Com a ascensão da classe média, mais pessoas estão podendo consumir mais tipos de produtos. E o fator disponibilidade influencia e muito na decisão de compra. O que o varejista deve fazer para evitar frustrações da parte do consumidor? Qual é a melhor forma de evitar a falta de produtos na gôndola ou no estoque?

    Para isso é necessário um acompanhamento contínuo do mercado e um planejamento do desenvolvimento do seu sortimento sob essa ótica. Processos de otimização e acompanhamento do abastecimento em uma perspectiva preventiva em relação à ruptura, fazem a diferença para minimizar perdas para todos – para o varejo, para a indústria e, sobretudo, para a satisfação do consumidor.

    Fonte: Nielsen Brasil / Twitter: @nielsenbr

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  • Porquê tenho que estudar Filosofia, Antropologia e outras matérias chatas no primeiro ano de faculdade?

    Muitos estudantes universitários questionam o porquê de se estudar matérias como Filosofia, Sociologia, Antropologia e outras, normalmente no primeiro ano de faculdade. A ansiedade e a avidez por aprender assuntos específicos e ainda, a pressão para resultados rápidos no mercado de trabalho, somados a pouca idade e a ainda limitação da capacidade de enxergar a vida em 360 graus faz com que os jovens subestimem alguns aspectos pertinentes sobre a graduação superior.

    No Brasil, os cursos superiores são classificados em quatro tipos: bacharelado, licenciatura, tecnológico e sequencial. Segundo o MEC (Ministério da Educação), o bacharelado é o curso superior que “confere ao diplomado competências em determinado campo do saber para o exercício de atividade acadêmica ou profissional” e normalmente estruturada em 4 anos curriculares. Os bacharéis são os ‘produtores de conhecimento’, ou seja, os cursos com essa definição possuem uma formação orientada aos saberem gerais e específicos, conferindo ao discente a capacidade de compreender o “de onde vim e para onde vou” a partir de uma área do conhecimento científico.

    A Filosofia, mãe de todas as ciências, estuda e investiga as origens do conhecimento, a existência e a verdade a partir da argumentação lógica e do pensamento (raciocínio). Oras. E o que mais faremos dentro das empresas, senão argumentar de maneira lógica através do uso do raciocínio crítico? A Filosofia não trata das partes específicas, mas sim a partir de diversas áreas da investigação científica, como a lógica, metafísica, epistemologia, ética, política, artes. Esquecem os jovens que toda formação humana é essencialmente fruto de uma discussão filosófica, acurada pela experiência. Já a Sociologia é a ciência que estuda o comportamento do ser humano enquanto membro de grupos e dos fenômenos sociais. Oras, mais uma vez, o que é uma empresa senão o agrupamento de pessoas com determinados comportamentos que originam diversos fenômenos sociais? Do mesmo modo, a Antropologia tem como objeto o HOMEM e sua identidade formatada pelas culturas e pelas diversidades.

    Como objetivo, a formação acadêmica superior – bacharelado –  propõe-se a incutir no jovem um cunho pluralista, imerso em uma correta visão enquanto cidadão, ser humano e notório especialista em uma área específica do conhecimento com uma destacada capacidade de olhar para fora e para dentro de si mesmo com vistas para a construção do conhecimento futuro.

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  • A percepção como elemento da relação entre os indivíduos e as marcas

    A relação dos seres humanos com as marcas é tão intensa que em determinados momentos causa surpresa pelos desdobramentos nos comportamentos cotidianos. Ainda, tal experiência homem-brand-homem apresenta variabilidade conforme cada indivíduo e seus vínculos in vita e também para cada categoria ou segmento de produto. Como exemplo, podemos avaliar positivamente a marca Samsung no segmento de tablets, por conta de sua submarca Galaxy, mas, será que demandaríamos esforços para adquirir um notebook desta mesma marca, em detrimento de outras? A resposta seguramente é negativa. Em resumo, a empresa coreana disputa a liderança no mercado de tablets, mas não fica nem entre os cinco primeiros no segmento de notebook. E olha que são categorias muito parecidas. Louco isso, não é mesmo?

    Então, como explicar tal acontecimento, não raro? Neumeier(2003) expõe a ideia de que uma marca é um “sentimento visceral pessoal sobre um produto, serviço ou organização“. O mesmo autor afirma que compramos produtos baseado nos sentimentos que possuimos em relação a eles mesmos e as organizações. O mesmo entendimento tem Kapferer, ao definir a marca da seguinte forma:  “Uma marca não é um produto. É a essência do produto, o seu significado e a sua direção, define a sua identidade no tempo e no espaço.” (Kapferer, 1992, p. 11). Já Myers, J (1972) acrescenta a ideia de que alguns grupos de consumidores reagem ao que os produtos simbolizam e são sensivelmente influenciados pela imagem.

    Holisticamente, as marcas são entidades que representam e interagem com os consumidores, em uma quase fusão de personalidades, corroborada pelos estudos relacionados aos benefícios psicológicos que as marcas proporcionam na sensação de prazer e satisfação. “A marca é ao mesmo tempo uma entidade física e perceptual”. (Randazzo, 1997).

    Segundo Aaker (1997, p. 347), à marca pode ser associada uma personalidade, formalmente definida como um conjunto de características humanas que lhe são associadas. Neste sentido, constitui-se como: a) uma fonte central de diferenciação dentro da sua categoria de produto (Halliday, 1996, p. 3); b) um condutor central da preferência e taxa de uso do consumidor (Biel, 1993, p. 74); e c) um denominador comum em nível transcultural (Plummer, 1985). Louro (2000). Publicado na RAE, V. 40,  nr. 2

    Mas como se dá avaliação acerca da percepção de marca? Os indivíduos tem, inconscientemente, o contato com os atributos (características físicas) de um produto e a entrega / realização das promessas como elementos mensuradores da qualidade de marca. Além destes, os componentes subjetivos associados a uma marca acrescentam os benefícios psicológicos, que podem ser determinantes para a felicidade na relação com a marca. Note que várias empresas trabalham exclusivamente o benefício psicológico como motivador da percepção e lembrança da marca. Um bom exemplo é a Coca-Cola, que , historicamente, desenvolve aspectos como “felicidade”, “refrescância”, “viver bem” em unificação metafórica e com utilização sistemática de elementos da Gestalt.

    Essa constante avaliação que uma marca é submetida, em termos práticos, é o motivo pelo qual identidades empresariais conhecidas perdem valor rápido após episódios diversos, como: sensação de esquecimento (quando a marca “esquece” do consumidor; ruptura da ideia de valor dada pela superação das expectativas; envelhecimento da marca em segmentos sensíveis a aspectos da tecnologia; quebra da confiança, e etc.). Para Ries & Trout, as marcas ocupam posições únicas na mente dos clientes e, cada uma delas, associada a um adjetivo, que a simboliza semioticamente. Qualquer situação que provoque a dúvida nessa posição, compromete a percepção  de qualidade da marca.

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  • A força do interior

    A força do interior. Crescimento interior x capital. Fonte: Nielsen Brasil

    Por @nielsenbr. Quando você pensa no morador das cidades do interior, o que te vem à mente? Se você pensa em um homem de calças curtas e camisa xadrez, chapéu de palha e mastigando um capim, seu pensamento está ultrapassado! O morador das cidades pequenas e médias não corresponde mais a esse estereótipo. Atualmente esse habitante tem impulsionado o varejo na região – que já ultrapassou o crescimento nas capitais.

    Um levantamento da Nielsen Brasil apurou que no último ano houve avanço de 13% no número de novos supermercados no interior paulista, diante da expansão de 8% na capital. Em Minas Gerais, a capital cresceu 10% nesse aspecto, enquanto no interior cresceu 36%. Nos estados do Rio de Janeiro e Paraná a tendência é a mesma.

    “Esse fenômeno já vinha ocorrendo, mas ficou mais evidente no ano passado”, afirma Mariana Andrade, analista de mercado da Nielsen Brasil. O desenvolvimento se deve especialmente ao crescimento demográfico das cidades. O processo de urbanização dessas regiões, que começou há mais de 50 anos, atraiu a população de cidades pequenas em busca de oportunidades. Portanto, grande parte desse crescimento se deve ao impacto da migração.

    Além do crescimento da população, o desenvolvimento da economia no interior do Brasil tem propiciado melhor distribuição de renda, o que gera a desconcentração do consumo.

    Vale ressaltar que esse crescimento não foi apenas no número de Autosserviços; 48% do crescimento em valor dessas lojas veio das cidades do interior, o que indica que os consumidores estão gastando mais e qualificando o seu consumo. Mariana conta que as categorias mais vendidas estão relacionadas à sofisticação, indulgência, praticidade e saudabilidade.

    Atentos a esse panorama, varejistas têm investido na abertura de lojas nas cidades pequenas e médias. “A indústria ainda tem grandes desafios relacionados à logística e ao entendimento do perfil do consumidor de cada região para entregar soluções compatíveis”, explica a analista.

    Além do varejo, outras atividades impulsionam diversas regiões: agronegócio, mineração e energia impulsionam algumas cidades e evidenciam a vocação do Brasil para commodities. A atividade industrial e tecnologia são outras atividades que impulsionam as cidades de Sorocaba, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Londrina.

    Tudo isso mostra que o consumidor do interior também gosta, e agora pode, de consumir produtos de maior valor agregado e tem um estilo de vida cada vez mais parecido ao consumidor das grandes cidades.

    Fonte: Nielsen Brasil / Twitter: @nielsenbr

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  • Crowdfunding

    Já ouviu falar de Crowdfunding? A ideia carregada por trás desta palavra é bem interessante, afinal, Crowdfunding, ou crowdsource funding, são todas as ações de financiamento ($) colaborativo / coletivo. Em resumo, trata-se de investimentos coletivos (doações) em ideias de terceiros. Funciona mais ou menos assim: 1º. Você tem uma ideia de negócio, projeto de cunho social, esportivo, ambiental, site, blog ou qualquer outra coisa. 2º. Divulga essa ideia (normalmente na internet) solicitando grana para viabilização da mesma. 3º. Várias pessoas colaboram – a doação é prevista no Código Civil, nos artigos 538 a 564, devendo ser declarado para o Imposto de Renda a partir de R$ 1.000,00 –  com pequenas quantias em dinheiro, em ambiente de pagamento seguro, até você atingir seu objetivo. 4º. O autor da ideia recompensa essas pessoas de alguma forma, posteriormente.  Legal, não?

    Mas, na prática, isso existe de verdade? Sim, claro. O maior exemplo de projeto que sobrevive exclusivamente de Crowdfunding é o Wikipedia. Outro exemplo bem conhecido, porém baseado na mídia televisiva é o Criança Esperança. Os projetos colaborativos não são tão raros assim, atualmente já existem vários sites que agregam ideias na tentativa de gerar financiamento coletivo. Muitos permitem a colaboração coletiva de valores pequenos, como R$ 10,00. Alguns merecem destaque, tais como:

    Dos citados acima, o Mobilize possui uma característica peculiar, pois está totalmente baseado dentro do Facebook a partir de aplicativo, o que permite que qualquer fan page seja transformada em uma campanha de crowdfunding.

    Bem, evidente que, aos interessados em divulgar seus projetos, não basta cadastrar  seu projeto em algum agregador e aguardar “milagrosamente” o dinheiro oriundo dos finaciamentos colaborativos entrar em sua conta. Coloque-se do outro lado, afinal, você financiaria ou doaria uma quantia, pequena que seja, em ideias sem pé nem cabeça ou que geram desconfiança? É importante que sua ideia esteja muito bem escrita, se possível em um site ou blog, com um layout no mínimo organizado ou organizada em uma apresentação. Também há que se gerar mecanismos para recompensas aos investidores, com critérios claros sobre a política de ganho que os participantes terão ao colaborar com sua ideia. Outro fator é a divulgação transparente de seus dados, currículo e forma para as pessoas entrarem em contato com o projeto.

    Abaixo seguem alguns vídeos sobre o assunto:

    Via Programa Olhar Digital

    Via Recheio Agência de Conteúdo

    Mais informações podem ser obtidas no blog Crosdfunding Brasil e no iG Startups.

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