• Call Parade

    Foto: Felipe Rau/AE. Fonte: G1

    Com o avanço da tecnologia e a disseminação dos telefone móveis, o orelhão perdeu seu charme. Útil e providencial em muitos momentos, o equipamento público marcou épocas e regiões principalmente para os que vivenciaram seu apogeu na década de 80 (conheça a história do orelhão). Das fichas de telefone que deram origem ao jargão “caiu a ficha”  – que significava algo como: “entendeu?”) –  aos cartões colecionáveis e os aparelhos com concha temática em cidades como Salvador/BA e Itu/SP, o orelhão era aparato quase que obrigatório em locais estratégicos nas cidades brasileiras e, para muitos, o único meio de comunicação entre parentes e amigos.

    Também histórica foi a eterna luta dos órgãos públicos contra os atos de vandalismos praticados contra os aparelhos (veja propaganda sobre o tema) e que causa prejuízo para toda a sociedade, pois, até hoje, infelizmente, os atos criminosos continuam.

    Fatos a parte,  como forma de comemoração pela aquisição da marca Telefonica pela Vivo, aem São Paulo/SP, foi aberta hoje a exposição artística Call Parade, organizada pela própria operadora A exposição acontecerá nas ruas da capital paulista até o dia 24 de junho e consiste na intervenção artística em 100 orelhões localizados por toda a cidade (veja o mapa com a lista completa de orelhões).

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  • Que tal investir em marketing sem botar a mão no bolso? (Parte 3/3)

    Os vilões das leis de incentivos. A boa notícia é que estes vilões podem se transformar em mocinhos. É só ter boa vontade política.

    Como tudo que é bom dura pouco, este artigo chegou ao fim. E chegou ao fim para (tentar) responder à pergunta de um milhão de reais: “por que a lei de incentivo à cultura e ao esporte é tão pouco utilizada se é tão boa?”. A culpa não é da lei. É do homem. A boa notícia é que não tem um, mas 3 vilões! Ou seja, responsabilidade para todo mundo da cadeia produtiva… E a má notícia é que não fazemos nada para mudar. A não ser que você, ADMINISTRADOR DE MARKETING, reavalie como paga os tributos de sua organização e aproveite a oportunidade que a lei lhe oferece para fazer comunicação de qualidade com custo zerado ou muito próximo disso.
    Antes de começar sua leitura, uma pergunta: você já leu as primeira e segunda partes deste artigo? Não, então visite lá:
    1ª parte: http://www.elciofernando.com.br/blog/2012/02/leis_de_incentivo_i-que-tal-investir-em-marketing-sem-botar-a-mao-no-bolso/
    2ª parte: http://www.elciofernando.com.br/blog/2012/03/que-tal-investir-em-marketing-sem-botar-a-mao-no-bolso-parte-23/

    Voltando então ao que interessa: no final deste texto darei sugestões para que cada parte envolvida repense sua posição e busque novos caminhos para, de um lado, fomentar a cultura e esporte no nosso país, gerando empregos diretos e indiretos, e, de outro, estimular empresas a usarem os benefícios fiscais a que têm direito em prol de sua comunicação corporativa.

    O primeiro culpado é o Estado Nacional e o Governo. O Estado, como expressão de sua sociedade, não compreende a importância da cultura, educação, arte, esporte para o desenvolvimento social. Em países mais desenvolvidos, a arte é financiada – de verdade – pelo Estado, porque este entende que aquela passa por sazonalidades em consequência de ciclos de criação ou produtividade (nenhum artista, por exemplo, é capaz de criar 100% do tempo; nenhum esportista consegue competir 100% dos dias. Mas ambos precisam suprir suas necessidades básicas nos 365 dias do ano!). Este Estado Nacional, infelizmente, é o maior culpado. Infelizmente, porque ele é reflexo de seu povo. Já o Governo, entram e saem partidos do poder, não é capaz de criar políticas culturais e de esporte de LONGO PRAZO. Criam, ao contrário, entraves. A Lei Rouanet, a mais utilizada no país, por exemplo, é um emaranhado de regras que nos fazem ter certeza de que quem as cria são pessoas que odeiam a arte! Não bastassem os meandros jurídicas que qualquer procedimento fiscal exige, há uma morosidade cruel no âmbito administrativo (Ministério da Cultura) para aprovação de um projeto – o que deveria ser aprovado num rito sumário, leva (não raro) ano inteiro. Quando não chega ao plural este substantivo…: eu mesmo já tive 1 projeto que demorou 3 anos para ser aprovado porque a Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura – inacreditavelmente – perdia os documentos que (eu) havia mandado séculos atrás. Em tempo: esta secretaria e demais braços do Ministério têm gestores fantásticos, muitas vezes imobilizados pela burocracia weberiana.

    Enquanto o Estado não reavaliar sua posição frente ao futuro do país, vinculando parte considerável do nosso poderoso PIB à cultura, à educação e ao esporte, não serão as leis de incentivo a estes segmentos que darão engrenagens ao desenvolvimento social. E ao Governo compete desburocratizar o trâmite, derrubar regras absurdas (como, por exemplo, tirar de um orçamento, submetido à sua apreciação do Minc, a locação de equipamento de luz de um espetáculo teatral, argumentando que a infraestrutura do teatro deve oferecer estes equipamentos! Somente um marciano não sabe que 95% dos teatros brasileiros NÃO têm equipamento de luz próprio, cabendo à produção esta infraestrutura, até porque cada montagem tem um desenho de iluminação diferente da outra! Isso também aconteceu comigo em outro projeto.). Não basta dinheiro, são necessários programas de fomento, ensinar o povo a comprar cultura, consumir arte. O produtor sente que o sistema está contra ele: parece que todos fazem tudo para limar qualquer possibilidade de sucesso na captação de recursos.

    (mais…)

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  • Um post que todos vão ler, menos a Luíza que está no Canadá

    Com certa frequência somos “bombardeados” por frases / bordões que muito rapidamente viram uma mania passando a ser repetidos exaustivamente por muitas pessoas ao mesmo tempo. Essa curiosa repetição é conhecida na comunicação através da nomenclatura “MEME”. Um ‘meme’ pode ser constituído de conteúdo verbal, gestual, visual (imagem) ou associaçao de vários componentes que, devido a determinados contextos, são transmitidos rapidamente entre os indivíduos através da comunicação boca-a-boca (buzz) ou  propagado por meios de comunicação ou ainda até mesmo intermediado por algum veículo midiático. Também se atribui o mesmo significado para coisas que conquistam sucesso de acesso na internet (meme de internet), como os virais, hiperlinks, vídeos, imagens, por exemplo.

    “Um ‘meme de ideia’ pode ser definido como uma entidade capaz de ser transmitida de um cérebro para outro. O meme da teoria de Darwin, portanto, é o fundamento essencial da ideia de que é compartilhado por todos os cérebros que a compreendem” (Dawkins, 2001 apud Recuero, 2009).

    Os “memes” podem ter origens diversas. Muitos tem origem nos meios de comunicação de massa através de bordões ditos por personagens de novelas, filmes, seriados e programas de humor. Outros surgem na mídia internet e se propagam pela rede através de sites de relacionamentos como o twitter, famoso por propagar memes em forma de hashtags (toda sextas-feiras existem os #FF, hashtag abreviada de Follow Friday, ou seja, recomendações de perfis amigos para serem seguidos). Há os que possuem núcleo no cotidiano popular, no “conhecimento do povo” e são transmitidos através das gerações ou pelo fator cultural.

    Há ainda, os que possuem princípio em campanhas publicitárias e vice-versa, ou seja, fatos que se concretizam como memes e posteriormente são utilizados em publicidades, como o exemplo recente “Mude!” propagado para marca Itau e produzido a partir de vídeo famoso na internet. Além disso, o singelo vídeo em questão virulizou outra polêmica: o fato da suposta imagem da folha de cannabis aparecer no vídeo original e que passou desapercebida, indo “ao ar” em rede nacional.

    O vídeo original – um meme de internet, que foi usado na campanha publicitária:

    Um aspecto muito interessante de um MEME é que o mesmo pode ter variações e modificações, ou seja, durante a disseminação do conteúdo, cada pessoa pode dar seu “toque pessoal”, alterando a configuração e contexto do elemento, porém sem eliminar o conceito principal. Alguns conquistam fama tão rápida como um rastro de pólvora e em muitos casos com poucas explicações plausíveis para tal sucesso. Recentemente o bordão “… menos a Luíza que está no Canadá” virou uma mania na internet brasileira. A frase, parte do texto da campanha publicitária de empresa imobiliária, passou a ser repetida com frequência nas redes sociais, atribuindo um sentido irônico e proposital para uma frase qualquer, do tipo: Todos viram a oferta do colchão inflamável, menos a Luíza que está no Canadá.

    :: Da internet, para a TV!

    Depois do sucesso na internet, o “meme da Luíza” ganhou a mídia televisiva e foi incorporado em pautas jornalísticas e de programas de humor. Tal fato até foi questionado pelo apresentador do SBT, Carlos Nascimento, criando algo como uma “pauta dentro da pauta”. A chamada feita também criou motivos para debate, devido a conclusão do apresentador sobre a inteligência do povo, ou da própria mídia. Veja:

    :: Outros memes de internet
    Chuck Norris Fact
    Keyboard Cat
    Tirinhas

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  • Omo “mutação”

    E o pessoal continua não dando a devida atenção á comunicação no ponto de venda. Placas com informações simples se tornam tragédias anunciadas quando escritas de forma equivocada ao ponto de gerar situações cômicas. É o caso do cartazete abaixo, anunciando uma promoção do Omo que, a concluir pela informação dada, é um produto fruto de uma mutação.

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  • Digitalização da informação: uma reflexão

    A tecnologia da informação e a digitalização tem proporcionado cada vez mais a experiência “no place”, “no time” e “no matter”. A velocidade e capacidade de processamento e disseminação de textos, imagens e vídeos mudou a forma como as pessoas se relacionam com o ouro moderno – informação.  Interessante também é observar que existe perversa dicotoma entre: a medida que aumentam as formas de controle sobre a vida das pessoas como romanceado por George Orwell em “1984”, tanto mais se perde o controle sobre o domínio das imagens pessoais e direitos de veiculação e controle sobre o armazenamento e disseminação de conteúdo indevido.

    Observe atentamente a foto abaixo e reflita:

    Imagem daqui.

    Repare que o fato da digitalização descentralizar o poder midiático das mãos dos “impérios da comunicação”, ao transformar cada indivíduo em gerador e disseminador de conteúdo, ao mesmo tempo entrega à sociedade despreparada e com inversão de valores um perigoso poder relacionado ao uso do “ser e do ter”, no tocante a alimentação de redes de informação e formação de opiniões para a construção do futuro.


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