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Imagem não é nada. Sede é tudo!
27 de janeiro de 2012 | Por Enrico Cardoso em MarketingSegundo Sergio Zyman, em seu livro “O Fim do Marketing Como nós Conhecemos”, o caso do Sprite e o seu lançamento foi um dos sucessos mais “espantosos” da Coca-Cola. Isso porque todo o departamento de marketing da companhia acreditava que vender um refrigerante incolor seria muito difícil. É só você olhar para as fantas, multicoloridas – ainda mais nos EUA, com inúmeros sabores – e ver que a aposta da Coca sempre foram as cores.
Portanto caímos em um lindo case da coca, como Zyman mesmo diz em seu livro. Um refrigerante incolor conseguiu chamar atenção da juventude, dos jovens atletas, de pessoas que até então não bebiam refrigerante. E aí, mais uma vez, ponto pro Sprite.
Mas o caso mais espetacular da estratégia do Sprite talvez tenha passado despercebido. E não estou dizendo que fazer uma campanha com discurso crítico à televisão e à publicidade foi justamente a diferenciação da Coca-Cola. Ao dizer que sede é tudo, subliminarmente, a Coca “fala” para os consumidores: “parem de se importar com as malditas cores. Experimentem o refrigerante. Ele vai matar a sua sede. Afinal, esse é o propósito”.
Isso funcionou mais ou menos como o famoso “experimenta” da Nova Schin. Só que um apelo menos direto. Muito menos na verdade. O vídeo tinha por fazer na cabeça do consumidor a IMAGEM de que o Sprite era um refrigerante diferente. Mesmo que na verdade fosse só no gosto.
Mas, se na verdade, imagem não é nada, porque o Sprite queria passar a imagem de diferente e descolado?
Acontece que, as marcas são aquela imagem que passam para os seus consumidores. Foi por isso, e não por ser realmente coerente com aquilo que diziam que o Sprite ganhou espaço entre aqueles que não eram fãs da Coca-Cola e nem bebiam refrigerante com tanta frequência.
Chegamos a um dilema. Porque, na verdade, imagem é tudo. E não estou falando de uma imagem que se pode ver. Estou falando daquela imagem chamada percepção. Então… o dilema é o seguinte: fazer o que se fala é realmente preciso se, só falando que se faz já ganhamos os consumidores?
Na verdade, o que Zyman quis dizer sobre o título do seu livro, “O Fim do Marketing Como nós Conhecemos” é que o propósito do marketing mudou. A forma de fazer marketing mudou. E não o marketing em si. O marketing passou se um instrumento que convencia as pessoas a comprar aquilo que elas “não precisavam” em um instrumento que tenta convencer aos consumidores que a sua marca é melhor do que a outra.
Ou seja, não tentamos mais convencer pessoas a comprar coisas. Convencemos pessoas a comprar marcas. A abandonar marcas. Por isso que Zyman disse que o marketing acabou. Por isso que a imagem hoje faz tanta diferença entre as marcas. Por isso que, em vendas preço é desculpa, é detalhe, é besteira.
As pessoas precisam de uma desculpa racional para dar ao outro quando fazem uma escolha. Porque você bebe Coca-Cola? Porque você compra sabão em pó dessa marca e não daquela? Porque você prefere os congelados da Sadia?
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avemarketing entrevista #12: Gui Bamberg
26 de janeiro de 2012 | Por avemarketing em EntrevistaGui Bamberg, sócio-diretor da Bamberg Comunicação e responsável pelo desenvolvimento de tecnologia para realização de promoções instantâneas em máquinas de POS (Point Of Sale), falou com exclusividade sobre a criação do projeto inovador ao blog avemarketing.
avemarketing: Como foi a concepção, desenvolvimento e teste do produto?
Como toda inovação, a Bamberg partiu de um desafio de desenvolver algo até então inexistente no mercado: uma promoção de premiação instantânea via cartões de crédito e de débito. O desenvolvimento se deu através do nosso pessoal de inteligência e desenvolvimento, após estudos sobre os meios tecnológicos de captura, sempre observando os compliances do setor financeiro. O teste foi “ao vivo”. Não podíamos errar. E o realizamos através de uma das principais bandeiras de cartões do mundo, numa ação de Natal em shopping onde a cada compra a partir de R$ 150 o portador do cartão com aquela bandeira via instantaneamente subir no comprovante de vendas a frase “Parabéns Você ganhou X reais” ou “Ainda não foi desta vez, continue participando”! Quando o Cliente ganhava, ele ia até a nossa central dentro do shopping, comprovava a compra, ganhava o cartão carregado no valor do prêmio e já saia comprando. Além disso, o vendedor que o atendeu também ganhava. Ou seja, foi bom para o portador do cartão daquela bandeira pela exclusividade da promoção, bom para o lojista pelo prêmio conjunto ao consumidor e bom para a marca, que levou uma promoção moderna, inédita e de caráter instantâneo.
avemarketing: Fale sobre a convergência entre tecnologia e marketing, e suas vantagens.
Redução de importantes somas de dinheiro investido em estrutura operacional e que não retornam como benefício ao Clientes. Facilidade e encantamento de participação do consumidor final e redução do budget do Cliente, que assim pode investir mais na premiação. E o principal quesito: os Clientes que estão adotando a política de fazer o setup de uma de nossas plataformas promocionais têm ali uma solução para diversos tipos de ações: Incentivo, promoção ao consumidor final e ao trade, relacionamento, medição de sell-out e avaliação do ROI.
avemarketing: Já há um projeto futuro, no qual a Bamberg está trabalhando?
Diversos, sob regime de confidencialidade. Concluímos agora o COMPRA PREMIADA OUROCARD CIELO e estamos fazendo um upgrade na solução promocional da Pirelli. As demais, ainda não podemos revelar.
::Confira outras entrevistas exclusivas, aqui.
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Campanha da Prefeitura de Nova York para desestimular consumo de refrigerante
21 de janeiro de 2012 | Por avemarketing em comunicação, destaquesExcelente propaganda como parte da campanha da Prefeitura da cidade de Nova York para desestimular a população a consumir refrigerantes. Atualmente, a cidade americana enfrenta índices alarmantes de problemas clínicos devido ao aumento da dieta com excesso de calorias. Tal situação está sendo tratada como calamidade pública pelos governantes e órgãos de saúde.
A campanha, composta por peças gráficas e aúdiovisuais, promove impacto através da informação racional acerca dos males que o consumo excessivo de alimentos calóricos, incluindo os refrigerantes, causam no organismo. A propaganda abaixo possui fácil entendimento e um mecanismo comunicacional direto e que proporciona atenção e retenção seletiva rápida através da mensagem reforçada pelo visual.
“Cada 600 ml de refrigerante possui 10 pacotes de açúcar em sua composição”, é o mote principal da propaganda. Confira!
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As marcas mais valiosas em 2011
Publicado pela consultoria Interbrand, o relatório “Best Global Brands (Melhores Marcas Globais)” indica ranking com o valor de marca (branding) das empresas globais. Note que as 10 primeiras marcas rankeadas pela Interbrand são originárias dos EUA e nenhuma marca brasileira aparece entre as 100 mais. Outra curiosidade é com a marca Burguer King figurou entre as 100 mais em 2008 e, após ser adquirida por fundo de investimentos com capital brasileiro, desapareceu do ranking.
- Despencaram: Kodak, Nokia, Toyota.
- Subiram: Prada, Zara, Apple, Google.
- Misteriosamente sumiu do ranking: Marlboro.
Confira listagem com as 100 mais valiosas AQUI.
Outra empresa que realiza cálculo do valor de marca é a consultoria Millward Brown. Veja o ranking da MB e compare os valores.
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“Não sejamos rasos“ – Um convite à mudança
17 de janeiro de 2012 | Por Martha Terenzzo em MarketingInicio o post dessa quinzena, fazendo uma provocação. Tema que já discuto há muito tempo e que já virou artigo. Não parece que tudo está mais raso? Mais superficial? A desvalorização do profissional de marketing ano-a-ano vem aumentando e minha previsão é que tende a piorar.
Acredito que são muitos os fatos que contribuem para que isso ocorra, mas um deles é a pouca profundidade sobre os conhecimentos adquiridos e consequentemente uma medianidade de planos, ações, produtos e serviços ofertados ao mercado.
O conhecimento raso é o que denominamos de saberes de pouca profundidade. Um constante crescimento e acesso de informações gerando certa “comoditização” de disciplinas e temas. No entorno desse cenário, verifico um incomodo sentimento de insatisfação com os profissionais da área, e trago à tona que o papel do profissional de Marketing é obter o maior conhecimento possível para que se exerça uma responsabilidade social com os produtos e serviços sob sua atuação.
Qual é a contribuição que o profissional de marketing pode dar? Primeiro, o profissional de Marketing tem responsabilidade perante a sociedade. Ele não pode usar as ferramentas, recursos que aprendeu para promover marcas, produtos e serviços de empresas que agem imoralmente, para os fins ou para os meios. E em segundo lugar, o profissional de Marketing deve ter consciência que sua atividade impacta na sua própria vida, na sua comunidade, família, país e planeta. Ele não pode mais ser endérmico, deve sim, combater a vulgarização do conceito da atuação mercadológica e aprofundar sua contribuição para a cidadania.
É necessário trabalho, coragem e ética da convicção para obter mais saberes. É preciso deixar de ser raso e mergulhar em águas profundas para obter conhecimento. Ao apenas arranhar um determinado tipo de conhecimento, não há sustentação para a permanência e sucesso.
Mário Cortella, em seu livro “Qual é a tua Obra? Inquietações propositivas sobre Gestão” convida-nos a uma auto reflexão e questionamento sobre o papel de cada um nas empresas e seus impactos para o mercado. Questionamentos como esse, ajudam a transformar o mundo para melhor.
O sucesso do profissional de marketing não pode ser obtido a qualquer preço, portanto mãos a obra, e aprofundemos nossos saberes atuando com responsabilidade e ética. Vamos?













