• Obsolescência programada x Inovação

    Hoje falarei sobre um assunto que nem sempre as pessoas tem consciência:

    Obsolescência programada x Inovação.

    Nos últimos dias a Apple informou que lançará seu IPhone 11 bem como os novos SO. Pois bem, o novo software não mais será aplicado em alguns aparelhos. Essa prática, até comum neste mercado, acentua a obsolescência destes aparelhos e, os sucessivos lançamentos (anuais) de novos produtos também provocam uma corrida para o consumo. Em termos de estratégia de marketing, é uníssono a importância do lançamento de produtos que atuam no desejo de compra, além da entrega de novos benefícios. Entretanto, pensando do ponto de vista ambiental e da necessidade real, será que de fato precisamos de celulares novos(sem um conjunto racional de inovação) todo ano?

    Pois bem, a obsolescência programada (ou planejada) é justamente o fato de, ao lançar um #produto, o fabricante já planejar a sua substituição ou morte, conforme o CVP.

    Penso que, aos fabricantes, deveria existir medidas para a reciclagem ou #logística reversa sobre os produtos obsoletos, afinal, foram eles que colocaram no mercado e demandando recursos do meio ambiente.

    Não quero negar a importância dos produtos e evolução dos mesmos em nosso dia a dia, longe disso. Mas uma discussão mais assertiva e consciente sobre o que de fato é inovação (produtos novos para o mundo e/ou melhoria de projetos existentes) com o que simplesmente parte de uma corrida desenfreada pelo mercado.

    E você, o que pensa a respeito?

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  • Linguagem informal estreita relacionamento entre empresas e consumidores


    Em tempos de maior proximidade com o consumidor e facilitado pelos vários meios de comunicação (e tecnologia da informação), muitas empresas tem adotado um diálogo mais coloquial em seu dia a dia, no relacionamento com o cliente, afinal, sob a ótica do cliente “o prazer provém de poder falar na primeira pessoa, de dizer” eu” e de ser ouvido” (Chanlat e Bédard, 1992, p. 144).

    São várias as organizações que ganham notoriedade a partir desta comunicação empresarial mais jovial e em tom de amizade, tais como Nubank, Waze , Cemitério Jardim da Ressurreição (Cemi), Prefeitura de Curitiba, Netflix Brasil , dentre outras.

    Esse modelo de formato da linguagem (dentro dos canais formais), além de divertida, provoca simpatia e demonstra uma afinidade da marca com características particulares de algumas mídias sociais e, obviamente, estar afinado com o meio no qual você interage, acaba gerando credibilidade.

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  • Brand Equity e o Modelo CBBE de cálculo do valor de marca: comparação entre as cinco marcas mais valiosas do Brasil e Estados Unidos

    Fonte: Interbrands

    Brand Equity é um dos estudos da Gestão de Marcas, que por sua vez faz parte de uma das áreas do Marketing, dedicada à compreensão dos componentes que compõem uma marca, bem como suas estratégias (Branding). Segundo Aaker (1992) “Brand Equity é o conjunto de ativos e passivos ligados a uma marca que agrega (ou subtrai) o valor fornecido por um produto ou serviço a uma empresa e seus clientes”.

    Assim, brand equity é o valor (intangível e tangível) que uma marca adiciona aos produtos e serviços de uma empresa. Para o cálculo deste valor, ou seja, sua quantificação, existem vários modelos disponíveis. Um dos modelos de cálculo do valor de marca é o “Modelo CBBE” (Kevin, 2006). Neste modelo, são apurados quatro grupos de componentes: proeminência, performance, julgamentos/sentimentos e ressonância da marca.


    Na Figura acima  (comparativo do ranking do valor das marcas, entre as 5 marcas mais valiosas nos EUA e no Brasil. Fonte: Interbrands 2018) podemos perceber duas características bem determinantes. Uma delas é predominância de marcas de serviços relacionados a processos de inovação entre as mais valiosas, nos EUA, diferentemente do que acontece no Brasil, que predomina instituições financeiras e de bens de consumo não duráveis (cerveja). No caso, a força das instituições financeiras pode ser explicada devido às altas taxas de juros praticadas em nosso país, o que torna a operação deste mercado um tanto lucrativa, teoricamente.

    A outra característica a ser observada é justamente o item que está na base do modelo CBBE: a “Proeminência”. Este item está relacionado com a capacidade da marca em alcançar uma maior quantidade de público-alvo, ou seja, quanto maior a penetração da marca, mais valiosa ela é.


    Referências Bibliográficas

    Aaker, David. A. (1992) “The Value of Brand Equity”, Journal of Business Strategy, Vol. 13 Issue: 4, pp.27-32.
    Aaker, David. A. Marcas – Brand Equity. Gerenciamento o valor da marca. São Paulo: Editora Negócios. 1998.
    ROBERTS, Kevin. Lovemarks – O futuro além das marcas. São Paulo: M.Books, 2006 .
    Ranking Interbrands 2018. Disponível em https://www.interbrand.com/best-brands/best-global-brands/2018/ranking/




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  • Papai Noel e o Marketing

    Imagem: Pixabay

    Entre um ano e outro, vários acontecimentos formam a nossa existência. O ser humano, carente de novos heróis, necessita de apoios externos que justifiquem suas escolhas. Todo ser humano é provido de uma enorme base de necessidades individuais e coletivas, que se transformam em alicerce para a construção das relações interpessoais e intrapessoal. Quando não temos, queremos. O “ter” entremeia as percepções humanas sobre o mundo em que vive e o cerca.

    Inimaginável conceber a vida atual sem a existência da relação do ser humano com o consumo. O consumo move a economia mundial e sustenta as bases sociais para o crescimento conjunto. O ser humano tem uma relação muito direta com a experiência consumista, sem o caráter pejorativo que ora a palavra carrega.

    Os indivíduos possuem comportamentos distintos, mas têm, na relação da necessidade de consumo, semelhanças importantes. O ato do consumo é justificado pelos significados que damos aos produtos em nossas vidas. Sentimos desejos e manifestamo-os nas emoções, nos gestos e nas coisas que nos cercam. De acordo com Gade (1998), o ser humano tem necessidade de se manifestar aos pares, mediante a posse de produtos.

    Somos frutos de nossas escolhas e do que consumimos, influenciados pela sociedade e pelos estímulos externos e internos, além de interesses econômicos coletivos e individuais.

    Reforça esse entendimento o raciocínio de Slater (2002), no qual “a cultura do consumo é um meio privilegiado para negociar a identidade e o status numa sociedade pós-tradicional”. Em outras palavras, o consumo produz identidade, sentido e sociabilidade, paralelamente à satisfação das necessidades (Warnier, 2003).

    Entre tantos representantes da relação humana com o consumo, destacamos, em todo final de ano, a figura do “bom velhinho”, que reforça modelos inconscientes de relações que necessitam do consumo. Simbologia paterna, carismática, bondosa por natureza e que não mede esforço para presentear o familiar querido, o amigo distante e a criança praticante dos preceitos do bem. Segundo Miranda (2007), Papai Noel tem berço na Turquia, em 280 a.C, inspirada em um Bispo católico chamado São Nicolau. A indumentária na cor vermelha e branca surgiu em uma campanha publicitária, realizada por uma companhia americana (EUA) de refrigerantes (leia-se Coca-Cola). Hoje, esta significante “entidade” inspira multidões. O “ter” é anualmente evocado e reforça-se no ritmo econômico que embalam os períodos natalinos. O homem fica submetido a suas necessidades e a aspiração pelo consumo rege os grupos sociais primários, no tocante às trocas, entre esforços, produtos ou serviços.

    O Marketing, enquanto Ciência Social Aplicada, estuda o homem e seu comportamento na sociedade em que vive e suas relações de troca. Esta análise, se realizada de forma consistente e responsável, permite ao próprio homem desenvolver uma sociedade mais justa e vantajosa, baseada no consumo sustentável e coerente.

    A dinâmica capitalista define-se através do poder de compra. Este transforma-se em bens de consumo que, por sua vez, novamente gera o trabalho. Como afirma MARX ( 1996, p. 169 ), “O valor de uma mercadoria está para o valor de cada uma das outras mercadorias assim como o tempo de trabalho necessário para a produção de uma está para o tempo de trabalho necessário para a produção de outra”, e o possuidor do dinheiro torna-se, eminentemente, capitalista. De pouco vale o poder de compra acumulado (a poupança), como bem o ensinou Keynes, se não investido diretamente ou capitalizado para a geração de riqueza. Assim, o comércio estimula o consumo, criando, significando e ressignificando, retroagindo no ser humano como elemento semiótico, travestido de objetos, produtos, formas, desejos e até mesmo Papai Noel que, no período em voga, alimenta metaforicamente o sonho (in)consciente do consumo, estudado pelo marketing, dentro das relações de troca, como elemento comportamental e econômico de toda a sociedade.

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  • Merchandising no ponto de venda

    Uma das áreas do Marketing é a Promoção de Vendas que, assim como outros itens, compõem toda a parte estratégica do #mkt.

    Em relação à Promoção de Vendas, a mesma é subdividida em outros 5 itens e um deles é o Merchandising no PDV (ou exibitécnica). Existem várias técnicas acerca de ações no ponto de venda e muitas dizem respeito ao modo de dispor o produto em gôndolas, por exemplo.

    Não sei se você sabia, mas existem “regras” / técnicas para a adequada exposição do produto.

    Na foto deste post há uma série de erros na arrumação dos produtos na categoria atomatados.

    E aí, você arrisca dizer quais os erros?

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