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“Não sejamos rasos“ – Um convite à mudança
17 de janeiro de 2012 | Por Martha Terenzzo em MarketingInicio o post dessa quinzena, fazendo uma provocação. Tema que já discuto há muito tempo e que já virou artigo. Não parece que tudo está mais raso? Mais superficial? A desvalorização do profissional de marketing ano-a-ano vem aumentando e minha previsão é que tende a piorar.
Acredito que são muitos os fatos que contribuem para que isso ocorra, mas um deles é a pouca profundidade sobre os conhecimentos adquiridos e consequentemente uma medianidade de planos, ações, produtos e serviços ofertados ao mercado.
O conhecimento raso é o que denominamos de saberes de pouca profundidade. Um constante crescimento e acesso de informações gerando certa “comoditização” de disciplinas e temas. No entorno desse cenário, verifico um incomodo sentimento de insatisfação com os profissionais da área, e trago à tona que o papel do profissional de Marketing é obter o maior conhecimento possível para que se exerça uma responsabilidade social com os produtos e serviços sob sua atuação.
Qual é a contribuição que o profissional de marketing pode dar? Primeiro, o profissional de Marketing tem responsabilidade perante a sociedade. Ele não pode usar as ferramentas, recursos que aprendeu para promover marcas, produtos e serviços de empresas que agem imoralmente, para os fins ou para os meios. E em segundo lugar, o profissional de Marketing deve ter consciência que sua atividade impacta na sua própria vida, na sua comunidade, família, país e planeta. Ele não pode mais ser endérmico, deve sim, combater a vulgarização do conceito da atuação mercadológica e aprofundar sua contribuição para a cidadania.
É necessário trabalho, coragem e ética da convicção para obter mais saberes. É preciso deixar de ser raso e mergulhar em águas profundas para obter conhecimento. Ao apenas arranhar um determinado tipo de conhecimento, não há sustentação para a permanência e sucesso.
Mário Cortella, em seu livro “Qual é a tua Obra? Inquietações propositivas sobre Gestão” convida-nos a uma auto reflexão e questionamento sobre o papel de cada um nas empresas e seus impactos para o mercado. Questionamentos como esse, ajudam a transformar o mundo para melhor.
O sucesso do profissional de marketing não pode ser obtido a qualquer preço, portanto mãos a obra, e aprofundemos nossos saberes atuando com responsabilidade e ética. Vamos?
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A Pepsi e o calor do momento
16 de janeiro de 2012 | Por avemarketing em Marketing, comunicaçãoPor Eugênio Bispo*
Depois de Roberto Carlos, Biafra, Marcelo Adnet, Falcão, Beto Barbosa, agora checou a vez de Joel Santana. É impressionante a maneira como as empresas tem dinheiro para gastar sem se preocupar com os resultados negativos que esse tipo de propaganda pode causar em suas respectivas marcas. O calor do momento parece mesmo ter tomado conta do empresário brasileiro. Isso ocorreu nos Estados Unidos, alguns anos atrás e agora chegou à vez do Brasil.
A Pepsi parece que não aprendeu a lição, mas como tem dinheiro para gastar, pouco importa, afinal estamos no Brasil. Do ponto de vista do marketing e branding essa propaganda é inteiramente inútil, não tenho nada contra, agora não posso ver esse tipo de coisa e ficar indiferente. Com tanta empresa jovem precisando de uma força, incluindo a minha, a Pepsi resolve gastar com o inglês de Joel Santana? É inacreditável como as empresas reagem ao calor do momento. Não procuram uma empresa especializada, não fazem do marketing uma ferramenta estratégica, não dão oportunidade a novos talentos e ainda acham que são expert em marketing. É brincadeira! Ao que parece o mundo virou mesmo uma torre de babel. E muitos serão crucificados face ao amadorismo empresarial. Isso É Brasil!
*Eugênio Bispo é diretor da Global Consultoria, empresa especializada em marketing e em planejamento e desenvolvimento de marcas. Contato: globalconsultoria10@yahoo.com.br
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A importância do serviço na economia global
9 de janeiro de 2012 | Por avemarketing em MarketingPor Eugênio Bispo*
O serviço é a nova força da economia global, no Brasil representa mais de 60% da economia. Não é de hoje que o serviço movimenta a economia no mundo, mas é necessário profissionalizar o serviço. No Brasil o serviço ainda é muito rudimentar, a falta de mão de obra qualificada representa uma queda significativa no atendimento ao cliente. O serviço está presente em qualquer segmento de mercado. Saúde, transporte, educação, segurança, comunicação, turismo, indústria, comércio etc. A ausência de tangibilidade e a presença do elemento humano caracteriza o serviço em qualquer setor da economia.
O serviço necessita de dois fatores extremamente importantes. Imagem e credibilidade. Por não haver transferência de propriedade a imagem é o único elemento essencialmente tangível para o cliente. A credibilidade no serviço é outro fator imprescindível. O serviço pode ser reconhecido, através do espaço disponível, decoração, tecnologia, equipamento, uniforme, segurança etc. A formatação é essencial. Tudo isso caracteriza o ambiente de serviço. Na ausência do serviço o cliente irá procurar por elementos tangíveis que caracterizem ou passam caracterizar a qualidade do serviço. O conhecimento absoluto sobre serviço e acima de tudo qualificação profissional é fundamental para que a empresa seja reconhecida pela qualidade do produto. Todo cliente quer manifestar a sua satisfação com o serviço, nesse caso o feedback é essencial. Se o feedback for positivo o cliente pode representar um grande indicador de valor futuro e um meio de comunicação insubstituível. Nesse sentido, o cliente passa a ser uma ferramenta da qualidade e referência do serviço. Se negativo o cliente pode representar uma ameaça constante em qualquer operação de serviço realizada pela empresa.
A marca pode caracterizar também um indicador de qualidade, mas o cliente é parte do processo de planejamento e desenvolvimento do serviço. A simples presença do cliente nesse processo pode comprometer a imagem da empresa. Em qualquer operação de serviço o cliente é parte essencial. Não é possível fazer um test drive no serviço, ou seja, testar a qualidade do serviço para só então consumir. A impossibilidade de fazer um teste no serviço é condição suprema da qualidade no atendimento. A empresa está vendendo além do serviço, uma imagem, um imaginário, uma expectativa. Nesse processo transformar o elemento humano em capital humano é crucial para qualquer empresa. Por fim, o conceito central de serviço é servir, nesse sentido, o próprio Jesus Cristo foi um exemplo de serviço. Veio ao mundo servir ao próximo. E assim como Cristo o nosso objetivo é também servir ao próximo como a nós mesmos. Esse é o verdadeiro sentido da palavra serviço. E isso não é humilhação pelo contrário é um exemplo de humanidade. Esse deve ser o objetivo de qualquer empresa. Servir ao próximo.
*Eugênio Bispo é diretor da Global Consultoria, empresa especializada em marketing e em planejamento e desenvolvimento de marcas. Contato: globalconsultoria10@yahoo.com.br
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Eu vejo eles dançando, em cima do muro…
6 de janeiro de 2012 | Por Enrico Cardoso em Marketing…no meio do mundo. No meio do mundo dividido. Capital Inicial.
Uma das coisas que eu achei fantástico após ler a biografia de Steve Jobs foi descobrir a maneira com que ele concebia os produtos. Primeiro o design, depois a engenharia. A engenharia precisava se adequar ao design, à concepção do produto e à ideia que ele queria passar. E não o contrário.Assim, Jobs podia exercitar aquilo que em minha opinião mais o ajudava no trabalho da inovação de produtos: a imaginação. E eu não sei se esse assunto, a imaginação já foi tema de algum livro de negócios, marketing, inovação ou empreendedorismo. Mas, sei que é justamente ela, a imaginação o ingrediente essencial para criar a personalidade de uma marca.
E nesse primeiro artigo pro avemarketing de 2012 eu quero fazer uma pequena reflexão sobre imaginação, marketing, inovação e empreendedorismo. Os livros podem ensinar como programar uma campanha de marketing que arrebenta. Ensinam como despertar o comportamento empreendedor, como estruturar e planejar um plano de marketing e toda a estratégia de marketing.
Mas, eles não conseguem ainda ensinar, passo-a-passo sobre como transformar a personalidade de uma empresa, de como imaginar empresas, produtos e tecnologias que vão romper com tudo.
Na verdade, se você acha que a sua empresa não tem personalidade, na verdade ela já possui uma personalidade errada. Da mesma maneira, se na cabeça dos líderes falta imaginação, as coisas tendem a caminhar pro buraco. A imaginação talvez seja o mais salvador e aniquilador nisso tudo. A falta dela, assim como o excesso, leva qualquer empresa, qualquer produto, qualquer estratégia, para o buraco. Portanto, equilibrar imaginação com pé no chão é o desafio maior disso tudo. Mas, os livros vivem incentivando o pé no chão, porque a cabeça nas nuvens faz mal. O problema é que, a cabeça nas nuvens pode fazer mal, mas a cabeça fora dela é desastroso. Talvez por isso, por esse grande incentivo que temos de manter o pé no chão, é que ultimamente somos bombardeados com tantos produtos e empresas sem graça nenhuma, sem nenhuma pitada de imaginação.
A dose certa de imaginação rompe barreiras. Para alcançar o estado da arte, para chegar à perfeição é preciso imaginar e conceber o que é perfeito. A atitude de Steve Jobs de conceber primeiro o design de seus produtos mostra o quanto isso é importante. Steve fazia primeiro o desenho do produto. Fazia primeiro aquilo com que o consumidor vai ter contato. O consumidor não tem contato com a engenharia do produto, com aquilo que o faz funcionar. Dificilmente alguém quer um iPod, iPad ou iPhone porque ele tem uma engenharia sensacional. As pessoas querem porque o design é legal, é bonito, cool.
Esse será um bom começo. Ao levar a sério a cultura da imaginação, você estará implementando a cultura da inovação.
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O Branding da Red Bull
29 de dezembro de 2011 | Por avemarketing em Marketing*Por Eugênio Bispo.
Poucos comerciais no mundo tiveram a ousadia e inteligência da marca Red Bull. Ao invés de gastar milhões com propaganda e publicidade inútil, a Red Bull da uma aula de Branding! A identidade visual da marca é composta por três elementos. NOME, LOGO E LEMA. E esses três elementos foram suficientes para posicionar a marca Red Bull no mundo inteiro. Enquanto que empresários fanáticos gastam desesperadamente com propaganda e publicidade, o Austríaco Dietrich Mateschitz, dono da marca Red Bull, gasta apenas o necessário para divulgar três elementos (nome, logo e lema). E ao contrário do que imaginamos é a mais divertida e inteligente forma de publicidade já vista em uma marca global. Lógico que a marca Red Bull está presente também em outros segmentos, sempre associando a marca a uma força motriz (mobilidade, agilidade, espontaneidade).
Esse é o jeito Red Bull de ser que conquistou milhares de fãs ao redor do mundo. E tudo isso graças a três elementos. É importante dizer que esses elementos são apenas a ponta do Iceberg, todo resto está imerso, mergulhado na mente do consumidor, isso é branding. O empresário apreendeu a fazer propaganda, publicidade, mas ainda não aprendeu a fazer branding. Parabéns a Red Bull por mostrar aos empresários que dinheiro foi feito para gastar com sabedoria e não com o calor do momento.
*Eugênio Bispo é diretor da Global Consultoria, empresa especializada em marketing e em planejamento e desenvolvimento de marcas. Contato: globalconsultoria10@yahoo.com.br











