• Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis

    Sob a responsabilidade da pasta do Ministério do Meio Ambiente, o Governo Federal divulgou o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) em sua versão final. O documento, que ficou disponível para consulta pública desde 2010, apresenta uma série de ações que fomentam a mudança de padrão no que diz respeito a produção e consumo, envolvendo:

    • aumento da reciclagem;
    • educação para o consumo sustentável;
    • agenda ambiental na administração pública;
    • compras públicas sustentáveis;
    • construções sustentáveis;
    • varejo e consumo sustentáveis.

    O Plano, que vem sendo debatido desde 2007 (conforme imagem abaixo, extraída do Ministério do Meio Ambiente), apresenta uma série de objetivos e propostas de sinergias com áreas diversas para tornar a economia brasileira mais sustentável e com baixo carbono.

    O próprio Plano elenca 17 prioridades para planejamento e execução do mesmo, em um período de três ano, descritas abaixo:

    1.Varejo e consumo sustentáveis – Discutir a percepção do setor varejista a respeito da inserção de práticas de sustentabilidade nas suas operações e o seu papel na promoção do consumo sustentável por meio de ações condizentes com as premissas e objetivos do PPCS;

    2. Agenda Ambiental na Administração Pública/A3P – Consolidar a A3P como marco referencial de responsabilidade socioambiental no governo;

    3. Educação para o consumo sustentável – Conceber e por em prática instrumentos como pesquisas, estudos de caso, guias e manuais, campanhas e outros, para sensibilizar e mobilizar o indivíduo/consumidor, visando a mudanças de comportamento por parte da população em geral;
    4. Aumento da reciclagem de resíduos sólidos – Incentivar a reciclagem no País, tanto por parte do consumidor como por parte do setor produtivo, promovendo ações compatíveis com os princípios da responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos e da logística reversa, tal como se acha estabelecido na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS); neste quesito cabe também incentivar a indústria da reciclagem com inclusão social (inserção dos catadores);

    5. Compras públicas sustentáveis – Impulsionar a adoção das compras públicas sustentáveis no âmbito da administração pública, nas três esferas de governo, incentivando setores industriais e empresas a ampliarem seu portfólio de produtos e serviços sustentáveis, induzindo com essa dinâmica a ampliação de atividades reconhecidas como “economia verde” (green economy) ou de baixo carbono;

    6. Promoção de iniciativas de PCS em construção sustentável – Induzir o setor da construção civil – e o de infra-estrutura como estrada, portos e outros – a adotar práticas que melhorem a perfomance socioambiental desde o projeto até a construção efetiva, passando por criteriosa seleção de matériais e alternativas menos impactantes ao ambiente e à saúde humana;

    7. Integração de políticas em PCS – Integrar o PPCS às demais políticas de produção e consumo na área de desenvolvimento econômico, e atuar em cooperação internacional com o Plano de PCS do MERCOSUL e com o Processo de Marrakech;

    8. Fortalecimento de uma articulação nacional em PCS – Organizar iniciativas, para otimizar recursos e esforços, no sentido de promover e implementar ações articuladas de PCS em âmbito nacional;

    9. Inovação e difusão de tecnologias em PCS – Promover a gestão do conhecimento em produção e consumo sustentáveis, com ações que visem desenvolver design inovador de serviços e soluções que considerem as variáveis da ecoeficiência e outros cenários, como a nanotecnologia ou “desmaterialização” da economia – como diferencial competitivo e estratégico para as empresas brasileiras;

    10. Desenvolvimento de indicadores em PCS – Gerar informações que subsidiem o desenvolvimento de políticas públicas focadas em produção e consumo sustentáveis, mobilizando instituições produtoras de informação como o IBGE e o IPEA (âmbito governamental) e centros de excelência das universidades federais e estaduais, públicas e privadas;

    11. Divulgação e capacitação em PCS – Divulgar conceitos, disseminar conhecimentos e informações relevantes ligados ao tema PCS, junto ao setor produtivo, governos e sociedade civil;

    12. Agricultura e pecuária sustentáveis – Estimular a proteção da biodiversidade e a redução do desmatamento/emissão de gases de efeito estufa (GEE), por meio da expansão de possibilidades que valorizem a floresta em pé; e incentivar a adoção de práticas agrícolas e pecuárias visando a redução dos impactos ambientais e o desmatamento;

    13. Fomento a produção e consumo sustentáveis – Promover iniciativas que levem os gastos públicos e o sistema bancário a se comprometerem cada vez mais a considerar na oferta de crédito e financiamento, bem como na compra de produtos e serviços, os critérios de sustentabilidade, contribuindo desta forma para induzir a correção, a mitigação, e também um crescente mercado de negócios sustentáveis;

    14. Diminuição do impacto social e ambiental na geração e uso de energia – Incentivar a adoção de práticas economizadoras de energia pelos consumidores (pessoa físicas e jurídicas), promovendo meios para escolhas mais eficientes; e promover o aprimoramento e a aplicação de tecnologias para a geração e aproveitamento de energia renovável;

    15. Rotulagem e análise do ciclo de vida – Consolidar a rotulagem ambiental como instrumento de desenvolvimento de novos padrões de consumo e produção sustentáveis mediante a mobilização das forças de mercado; aumentar o número de especialistas brasileiros em rotulagem ambiental; aumentar o número de produtos com análise de ciclo de vida (ACV), de forma que não seja apenas um rótulo midiático, mas orientador do consumo responsável;

    16. Rotulagem para expansão sustentável do uso de biocombustíveis – Garantir que a expansão na produção e uso de biocombustíveis seja feita de modo econômica, social e ambientalmente sustentável, provendo aos consumidores condições para escolha adequada dos mesmos;

    17. Estímulo à criação e expansão de negócios/mercados com inclusão social e menor impacto ambiental – Disseminar o conceito “mercados/negócios inclusivos” – novos modelos e práticas corporativas que promovam a inclusão social; criar e disseminar produtos e processos inovadores acessíveis a populações carentes; fornecer à população necessitada acesso a renda por meio de negócio, oportunidades, emprego, bens de consumo e serviços de forma a possibilitar uma melhoria na qualidade de vida; estimular o setor produtivo à inclusão social (gerando produtos, empregando e incluindo em sua cadeia produtiva) contribuindo para o desenvolvimento social de populações carentes e incentivar o consumo de produtos que promovam inclusão social.

    O Plano ainda prevê aumento do número de reciclagens de diversos materiais, realização de várias campanhas de conscientização, implantação de pagamento por serviços ambientais em cidades de acordo com o ganho em qualidade ambiental, apoiar cooperativas de reciclagens, intensificar o consumo sustentável de madeira, aumento das certificações de construções sustentáveis, dentre outros.

    Com é possível perceber, a válida iniciativa do Governo Federal, em conjunto com vários membros do Comitê Gestor do Plano, precisa do apoio de toda sociedade e envolve profissionais das mais diversas áreas do conhecimento, de forma que as metas tragam resultados positivos para todos, envolvidos na cadeia de valor do varejo.

    Espalhe por ai:
  • Esquadrão verde – Promoção de vendas que incentiva a reciclagem de embalagens

    Olha que ideia bacana foi transformada em promoção de vendas pela marca Tang. A grande promoção “Esquadrão Verde” consiste em estimular crianças e adolescentes a formar uma “brigada” ou força tarefa para recolher embalagens usadas de Tang. Até o momento 122 mil agentes do esquadrão estão espalhados pelo país e mais de 1 milhões e 200 mil embalagens de Tang foram recolhidas para reciclagem. Além disso, os participantes acumulam pontos, que podem ser trocados por prêmios, nas mais diversas atividades promovidas pela promoção, tais como game social, quiz, dentre outras.

    Confira o regulamento.


    Espalhe por ai:
  • Hora do Planeta 2011

    Promovido pela WWF, a “Hora do Planeta” é um ato simbólico mundial para conscientização de todos os cidadãos sobre o aquecimento global e interferência do ser humano em nosso habitat.  O ato consiste em apagar as luzes durante uma hora a partir das 20h30 (horário de Brasília) no dia de hoje. Segundo a WWF, milhares de pessoas em mais de 130 participarão do ato, sendo que em alguns países (Nova Zelândia, por exemplo) o manifesto já foi realizado devido ao fuso horário.

    Veja o vídeo oficial – “Hora do Planeta”.

    Hora do Planeta na rede:

    www.twitter.com/horadoplaneta
    www.facebook.com/horadoplaneta
    www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=111984347
    www.flickr.com/wwfbrasil
    www.youtube.com/horadoplaneta

    Ícones para seu MSN:

    Espalhe por ai:
  • Uma boa alternativa para o trânsito nas grandes cidades?


    Que tal um sistema de transporte urbano repleto de tubos com cápsulas que são impulsionadas por pedaladas? Esse é um dos projetos no qual o Google investe continuamente. A ideia do “monotrilho” já recebeu cerca de 1 milhão de dólares da empresa americana, que tem por objetivo reduzir emissões de gases e garantir deslocamento mais ágil do que os atuais trânsitos congestionados.

    O projeto, denomimado Shweeb, foi criado pelo Australiano Geoffrey Barnett em sua residência a partir de seu gosto pessoal por ciclismo e  por não sentir necessidade de possuir um automóvel para deslocar-se na sua cidade natal, Melbouner.

    O sistema, dependendo da angulação de construção das “pistas”, atinge velocidade de 45km/h com total segurança e isenção de emissão de gases tóxicos.

    Espalhe por ai:
  • Se nossos filhos conhecessem os fatos tal qual nós conhecemos… …agiriam


    Moms Against Climate Change

    Sensacional vídeo de mobilização a respeito do meio ambiente e dos impactos que isso causará no futuro. O título mencionado neste post reproduz fielmente a mensagem principal da peça de propaganda que, em uma belíssima produção,  focaliza várias crianças em uma mobilização de protesto sobre os impactos ambientais atuais e suas causas no futuro, em um confronto inimaginável pelas diferenças entre os protagonistas. Vale muito a pena ver!

    Espalhe por ai:


Página 1 de 212