• Coca-Cola: Razões para crer

    Excelente vídeo criado pela agência Argentina SantoBuenosAires para a Coca-Cola. Muito acertada também a visão do blog Bicho de Goiaba sobre o vídeo, no qual é reproduzida a teoria do “Arquétipo do Inocente”. Derivado do entendimento do Mito, o arquétipo do inocente é a visão purista e positiva sobre os modelos e fatos cotidianos, muito comum às crianças e bem explorado na propaganda em questão.

    Confira, imperdível.

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  • Independência ou Morte

    Independência ou Morte. Pintura de Pedro Américo, óleo sobre tela. 1888

    O 07 de setembro é uma das datas mais emblemáticas da República Federativa do Brasil. O “grito” da Independência, bradado por Dom Pedro I as margens do riacho Ipiranga em1822, libertou a então colônia do domínio Português. Independente das discussões acerca de datas e motivos geradores do “grito”, o fato ficou marcado como o nascimento da Federação Brasileira, mesmo com o absolutismo de D. Pedro.

    Conta a história que D. Pedro I compôs o Hino da Independência no mesmo dia 07 de setembro, após letra ser criada por Evaristo da Veiga.

    Ouça o Hino da Independência: hino_independencia_do_brasil

    Ainda, sobre o “grito”, a narrativa histórica feita pelos humanos possui fragmentos que delineiam o imaginário popular. “O que marca o ser humano é justamente sua particularidade de possuir e organizar símbolos que se tornam linguagens articuladas, aptas a produzir qualquer tipo de narrativa”(ROCHA, p. 4. 1996). A essas narrativas são somados os mitos, ou seja, alegorias narradas que externam verdades mas escondem algo. Os mitos podem até mesmo representar o pensamento de uma sociedade, ainda conforme Rocha (1996). Consequentemente, se o mito é  contruído com representações fantasiosas ou não, do pensamento humano, na propaganda (propagare: propagare uma ideia ou ideal) também há, e muito. Na verdade o mito representa uma das bases do discurso da propaganda e tal, como sua definição, também foi representada em nosso país, com a utilização mais veemente de símbolos (cores, música e linguagem) após a Independência. Até mesmo na composição do Hino da Independência havia o mito do poder atribuído à D. Pedro I, em evidente articulação política, e representada na letra de forma alegória – veja  trecho que foi retirado do Hino, posteriormente. Figura 1.

    Figura 1 - Trecho do Hino da Independência, excluído posteriormente

    Finalizando, “Ó República, de lutas e de glórias. Onde os filhos crescem, e ostentam na memória. Qual sabor amargo, do cárcere e do grito. Fez-se garbosa, do exemplo e do mito. E amadurece, como árvore frondosa. Que não se esconde, em sua conquista honrosa. Ó Brasil, de almas e egressos. Onde  todos buscam, a ordem e o progresso. Que se liberta, da muralha vil. Salve a nossa, Independência do Brasil”. Elcio Fernando.

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  • O mito da caverna

    O “Mito da Caverna” é um sensacional diálogo entre Sócrates e Glauco, publicado na obra “A República”, de Platão. Sócrates expõe como o ser humano, em determinados momentos, é dotado de uma cegueira que o impede de enxergar as reais situações da vida e com isso, perde oportunidades e finda-se em uma vida de limitações. Essa situação, trazida ao nosso mundo, repete-se por vezes em várias situações do cotidiano tais como: política, nas religiões e fanatismo, nas ciências, nas empresas através de procedimentos mal formulados e também nas crenças errôneas que são propagadas por vários meios, bem como o controle que os meios de comunicação exercem sobre os ignorantes.

    SÓCRATES – Pois agora, meu caro GLAUCO, é só aplicar com toda a exatidão esta imagem da caverna a tudo o que antes havíamos dito. O antro subterrâneo é o mundo visível. O fogo que o ilumina é a luz do sol. O cativo que sobe à região superior e a contempla é a alma que se eleva ao mundo inteligível. (Fonte: PLATÃO. A República).

    Maurício de Souza ilustra perfeitamente o mito, abaixo:

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