• Higiene e Cosméticos: a beleza em ascensão no mercado brasileiro

    Das 130 categorias de produtos, agrupadas em cinco cestas, o setor de Higiene e Beleza é a primeira em crescimento das vendas em volume em todos os formatos de loja que a Nielsen audita. Aliás, desde 1994, a cesta de Higiene e Beleza representa o segundo melhor desempenho. Mas, em 2012, a categoria superou todas as demais.

    Sendo assim, o diretor de atendimento ao varejo da Nielsen Brasil, Olegário Araújo, faz um balanço do setor. E aproveita ainda para apontar caminhos e tendências que podem guiar os empreendedores de farmácia a aumentem a rentabilidade.

    "O canal Farma está alinhado com dois importantes direcionadores do comportamento de compra dos consumidores: praticidade e sofisticação". Olegário Araújo

    Quais produtos de higiene e beleza obtiveram melhor desempenho em 2012?

    Levando em conta todos os formatos de varejo, as categorias com maior crescimento em vendas foram aparelho de barbear, fralda para incontinência, desodorante, protetor solar, lenço umedecido, shampoo, creme dental, desodorante, antisséptico bucal e absorvente íntimo.

    Como o canal Farma pode se diferenciar dos demais canais?

    O canal Farma está alinhado com dois importantes direcionadores do comportamento de compra dos consumidores: praticidade e sofisticação. Por isso, devem seguir três atributos fundamentais que cercam as pessoas:

    - Vida: a expectativa de vida dos brasileiros aumentou nos últimos anos. Em 1960, a expectativa de vida era em média de 48 anos. Em 2012 avançou para 73. Já temos no país pessoas que vivem mais de 100 anos.

    - Bem-estar: com maior expectativa de vida, viver com dignidade, de forma saudável, é essencial.

    - Autoestima: num passado recente, a maior parcela da população não tinha como se cuidar da devida forma. As condições financeiras atuais permitiram mudanças nesse cenário.

    Esse três pontos são essenciais para as farmácias levarem em consideração suas estratégias de crescimento. Ao juntar esses três pontos, com os dois direcionadores do consumo, que são praticidade e sofisticação, as farmácias manterão o seu diferencial competitivo.

    Como tem sido o comportamento dos consumidores de HPC (Higiene Pessoal e Cosmético) e como fidelizá-los?

    Hoje, o consumidor é mais informado e mais exigente, com mais opções de produtos e lojas. Retê-lo exige compreender sua missão de compra, oferecer soluções e estar presente em diferentes momentos de sua vida.

    O que se pode esperar do mercado de HPC em 2013?

    A cesta deve continuar a crescer. O desafio será atrair, reter e aumentar o tíquete médio desse consumidor cada vez mais exigente. As vendas podem crescer, mas o objetivo será manter os consumidores comprando no canal e manter a consistência na execução das estratégias.   Fonte: Nielsen Brasil / Twitter: @nielsenbr

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  • As possiblidades nas mídias sociais conforme o comportamento do consumidor

    É só chegar o fim de cada ano para nos depararmos com diversos balanços, relatórios e demais retrospectivas dos fatos e acontecimentos ao decorrer do ano que passou. Isso para a área de marketing é muito importante, pois, se tratando de comportamento, é possível enxergar nos hábitos e números possibilidades a serem exploradas no novo ano que irá chegar.

    Se tratando de mídias sociais, plataformas em que a chance de conhecer e se aproximar do consumidor são oferecidas, a Nielsen divulgou nesta semana o estudo State of the Media: The Social Media Report 2012, um balanço do comportamento dos usuários na internet.

    Um dado curioso é que pessoas estão passando mais tempo nas mídias sociais, cerca de 20% do tempo quando estão em um desktop e 30% no mobile. Nota-se que a rede social está mais “móvel”, já que a audiência em celulares cresceu mais de 80%, enquanto em desktops houve uma queda de 4%.

    Outro fato interessante é que, no mês de julho, o tempo na rede, utilizando computadores, smartphones e tablets, chegou a 121 bilhões de minutos. O número é 37% maior se comparado a julho de 2011, quando foram gastos 88 bilhões de minutos.

    Ficou curioso para saber mais e ver onde há possibilidades de ganhar seu consumidor nas mídias sociais? Então veja e faça o download completo do estudo: http://bit.ly/Nielsen-SMReport2012.

    A pesquisa foi feita com 28 mil consumidores com acesso à Internet em 51 países na Ásia-Pacífico, Europa, América Latina, Oriente Médio, África e América do Norte. Fonte: Nielsen Brasil / Twitter: @nielsenbr

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  • Mais de 75% dos brasileiros consideram sua situação financeira boa ou excelente

    Na recente pesquisa ‘Confiança do Consumidor do 3º trimestre de 2012’, divulgada pela Nielsen, foi mostrado que, nos próximos meses, os brasileiros consideram que suas finanças pessoais serão excelente ou boa. O percentual é o mais elevado da América Latina. No trimestre anterior, esse índice era de 73%. Agora, chega a 77%.

    A confiança do consumidor brasileiro também cresceu quatro pontos, atingindo 110; e também está acima da média da América Latina, com 94. Consequência desta confiança é a forma que o consumidor pretende gastar o dinheiro excedente. 41% quer utilizar com entretenimento fora do lar, prioridade que no trimestre passado era quitar dívidas e empréstimos.

    De acordo com o analista de mercado da Nielsen, Claudio Czarnobai, a prioridade de gasto se modificou porque acompanhou a recuperação do governo frente à economia nacional. “A aposta do governo em ações de incentivo ao consumo aliada à manutenção de baixas taxas de desemprego torna o brasileiro ainda mais confiante para gastar com opções consideradas mais supérfluas”.

    Preocupações

    Enquanto a maior preocupação na América Latina é a estabilidade com o emprego (18%), o brasileiro se diferencia novamente e tem como a sua primeira preocupação o equilíbrio no trabalho e na vida (20%). Em seguida vem a saúde, com 17%.  Educação e sustento dos filhos e economia estão na terceira e quarta posição, com respectivamente, 11% e 10%.

    E se tratando de economizar, muitos se engajaram na redução das despesas domésticas. Sendo assim, 61% dos brasileiros gastaram menos com roupas novas e 58% reduziram gastos telefônicos. Mas, quando questionado se permanecerá nesta economia quando sentirem as condições econômicas melhorarem, apenas 32% continuarão gastando menos com roupas novas e 43% com despesas telefônicas.

    “Apesar das oscilações ao longo do ano, o brasileiro mantém alta confiança no seu poder de compra e na economia nacional, porém também atento com reduções de despesas. O maior nível de preocupação com saúde e educação do que o restante da América Latina reflete nitidamente os problemas estruturais do país, que são grandes entraves para um crescimento econômico ainda maior”, finaliza Czarnobai. Fonte: Nielsen Brasil / Twitter: @nielsenbr

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  • O futuro já chegou. Sua empresa está preparada?

    *Por Olegário Araujo – diretor de atendimento ao varejo da Nielsen.

    O Brasil vem passando por profundas transformações demográficas, socioeconômicas e tecnológicas que, consequentemente, fizeram emergir novas necessidades, desejos e aspirações que estavam latentes. E hoje, essas mudanças têm impacto direto com as expectativas e comportamentos de compra/consumo do shopper/consumidor. Além disso, estão diretamente relacionadas com as quatro forças elementares que são Praticidade, Faz Bem, Sofisticação e Indulgência.

    O consumidor/shopper, que emerge dessa transformação, é multicanal, multimídia e possui múltiplas experiências de compra. Ele está mais informado, mais exigente e com menos tempo. E neste cenário, as drogarias, em especial as redes, estão conseguindo atender este novo consumidor, já que o canal cresceu três vezes mais que todos os demais, na comparação de 2011 com 2010.

    Nas drogarias, o consumidor encontrou a praticidade e conveniência, pois é um local associado ao bem estar e cuidados pessoais. E ainda tem no sortimento produtos de alto valor agregado e o permite se presentear com produtos diferenciados.

    Um ambiente mais complexo e incerto

    Como o consumidor muda seus hábitos de compra, consequentemente o ambiente competitivo do varejo, a economia e tecnologia também passam por transformações que impactarão o negócio de forma mais intensa e em alta velocidade. Em suma, operar o negócio ficará mais complexo, mais competitivo e com impacto direto na rentabilidade.

    Este cenário exigirá um bom planejamento que integre estratégia, pessoas e operação de maneira simples e que ao mesmo tempo permita ajustes rápidos na execução. Para atuar neste contexto, surge a necessidade de se fazer cinco perguntas essenciais (desenvolvidas por Peter F. Drucker):

    1. Qual é a nossa missão?

    2. Quem é nosso cliente?

    3. O que o cliente valoriza?

    4. Quais são nossos resultados?

    5. Qual é o nosso plano?

    A necessidade de uma visão holística

    Neste processo de revisão do negócio, a análise não deve ficar restrita a concorrência entre as drogarias. É preciso ter uma visão do consumidor/shopper em suas diferentes ocasiões de compra. Aliás, para o consumidor, o que menos importa é o canal, mas sim o ponto de venda que atenda as suas necessidades, desejos e aspirações. Vai ser o lugar que lhe proporcionar, levando em conta a sua missão de compra, a melhor experiência.

    Cabe reforçar que este consumidor compra a mesma categoria em canais diferentes (supermercados, drogarias, lojas de perfumaria, porta-a- porta, atacarejo, internet), o que lhe proporciona diferentes experiências de compra. Portanto, entendê-lo dentro de uma visão holística, permitirá definir melhor o público alvo de sua loja e/ou diferentes formatos de loja e desta forma se diferenciar neste ambiente competitivo.

    Fonte: Nielsen Brasil / Twitter: @nielsenbr

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  • A relação entre consumidor e preço

    Larissa Salomão – consultora analítica da Nielsen. Você conhece o consumidor brasileiro? Sabe por quais caminhos atravessa seu comportamento na hora de comprar? Por mais que não imaginamos, hábitos que parecem ter ficado lá trás ainda prevalecem e são determinantes na relação compra e venda.

    Levantamentos da Nielsen apontam que, ainda hoje, 49% da população declara levar uma lista de compras para o supermercado. O que deixa claro que os consumidores são planejados, sendo que esse grau de planejamento sugere uma diminuição das compras por impulso.

    Além disso, o consumidor brasileiro é muito sensível a mudanças de preço. Essa elasticidade de preço demonstra que, em média, um aumento de preço gera uma redução significa do volume de vendas.

    E o que deveria ser considerado pelos fabricantes para determinar os preços?

    Um ponto importante é a sensibilidade de preço de cada produto, isso está relacionado ao quanto um aumento de preço interfere nas vendas. E diversos são os fatores que influenciam essa sensibilidade. Um deles é a alta frequência de compra. Ao comprar o mesmo produto em todas as viagens de compra, o consumidor tende a conhecer o preço deste produto e mudanças de centavos já podem ser percebidas, dependendo da essencialidade da categoria.

    Outro fator é a possibilidade de troca fácil por parte do consumidor, ou seja, se um produto tem muitos substitutos ou produtos concorrentes isso significa mais opções para o consumidor mudar sua escolha em função de uma alteração no preço.

    Brasil X América Latina

    É sabido que o brasileiro é o mais preocupado com o planejamento de compra, estando acima da média da América Latina, preocupação esta que se reflete diretamente na decisão do consumidor quanto ao fator preço.

    Isso porque o Brasil tem a maior elasticidade de preços em diversas categorias, como a de alimentos, por exemplo, o que gera grande impacto tanto para quem vende quanto para quem compra. Desta forma, essas são características importantes a serem consideradas por um fabricante para desenvolver boas estratégias aqui no Brasil.

    Fonte: Nielsen Brasil / Twitter: @nielsenbr

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