• Natura acusa Jequiti de plagiar linha de produtos

    Fotomontagem/Divulgação. Reprodução: Folha.com.br

    Conforme matéria publicada ontem, na Folha de São Paulo, a empresa de cosméticos Natura solicitou junto ao CONAR – Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária, deliberação contra a veiculação de publicidade da concorrente Jequiti, por suposto plágio em linha de produtos. Conforme informado na publicação citada, a Natura acusa a empresa do Grupo Sílvio Santos de estabelecer a linha Comix com conceitos similares aos da linha Humor, de propriedade da solicitante.

    Face a suposta acusação, faz saber alguns esclarecimentos, frutos da minha opinião pessoal: ao Conar não cabem prerrogativas de punição ou de jurisdição sobre produtos, linhas de produtos e extensões de linha, mas somente sobre a comunicação publicitária veiculada nos meios de comunicação em território brasileiro, conforme cita o proprio código em “DAS FINALIDADES”.

    I. Zelar pela comunicação comercial, sob todas as formas de propaganda, fazendo observar as normas do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, que prevalecerão sobre quaisquer outras.
    II. Funcionar como órgão judicante nos litígios éticos que tenham por objeto a indústria da propaganda ou questões a ela relativas.   
    III. Oferecer assessoria técnica sobre ética publicitária aos seus associados, aos consumidores em geral e às autoridades públicas, sempre que solicitada.        
    IV.Divulgar os princípios e normas do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, visando a esclarecer a opinião pública sobre a sua atuação regulamentadora de normas éticas aplicáveis à publicidade comercial, assim entendida como toda a atividade destinada a estimular o consumo de bens e serviços, bem como promover instituições, conceitos e ideias.    
    V. Atuar como instrumento de concórdia entre veículos de comunicação e anunciantes, e salvaguarda de seus interesses legítimos e dos consumidores.
    VI. Promover a liberdade de expressão publicitária e a defesa das prerrogativas constitucionais da propaganda comercial.

    Neste intento, a reportagem não esmiuça totalmente a questão e deixa brechas para interpretação errônea quanto a finalidade do próprio órgão mencionado acima, cuja seriedade e objetividade em assuntos da ordem da publicidade são legítimas e exemplares, como mecanismo democrático e autorregulador do mercado, coibindo excessos quando existentes, com competência.  Em outras palavras, o Conar não pode sugerir a suspensão de uma publicidade baseado em uma delação, desde que a favor do requerido exista decisões judiciais favoráveis.

    Entendo que, em se tratando de um possível plágio, a empresa Natura tem a posse de direitos assegurados a partir de registros devidamente patenteados (composição, processo, embalagem e marca), por suposto, para estabelecer sua exposição das culpas do concorrente e tal pleito deve ser orientado por procedimento jurídico junto esferas que norteiem a justiça do Direito Comercial e de Direitos Autorais (Patente de Invenção e Registro de Marcas).

    Ainda, a matéria afirma que “A Jequiti recebeu a instrução de não produzir novas embalagens do produto e realizar a venda normalmente até o fim dos estoques do material.” e, assertivamente não atribui as responsabilidades pela instrução, se são oriundas de determinação legal ou do próprio Conar.

    Ainda, entendo que qualquer tipo de ilação pode se tornar leviano por total falta de informações detalhadas sobre o exposto e, assim, suscitar culpabilidade a essa ou aquela marca, causando mal estar na relação destas com seus mercados consumidores. Superficialmente, o que posso concluir é que, a partir da proferida defesa de seus direitos, a requerente, estrategicamente, legitimou  interpelação da comunicação mercadológica do concorrente (publicidade), de modo a tomar defesa no mercado em que concorrem.

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  • Quando a esmola é demais…

    Todo produto ou serviço deve possuir uma promessa principal, ou, em termos mais técnicos, deve conter uma Unique Selling Proposition (Proposta Única de Venda – USP). A promessa principal é o benefício ou atributo mais importante no qual o diferencial do produto/serviço está alicerçado. É o item diferenciador em relação aos concorrentes e/ou “elemento” que serve para conquistar o cliente/consumidor. Em alguns casos a USP é algo abstrato, como a sensação de status provocada por algumas marcas de exclusividade.

    Ainda, muitos atributos (características físicas dos produtos, componentes) são os garantidores dos benefícios e, dessa forma, devem ser comunicados ao mercado. A proposta única é o mantra pelo qual o produto ou serviço deve ser profetizado. É a essência do mesmo. Empresas ou marcas que mudam a promessa central com frequência tendem a perder a identificação e fixação da mente dos clientes. Também, os bens e serviços que exageram em promessas duvidosas ou numerosas, perdem a chance de manter posicionamento adequado e tornam-se alvo fácil para estratégias mais corretamente segmentadas e focadas.

    Lembre-se, “quando a esmola é demais, até o santo desconfia”.

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  • Produtos bizarros #26 – Touca cérebro

    O produto abaixo não deixa de ser criativo e original, entretanto, não é todo mundo que teria coragem de sair na rua usando uma ‘touca cérebro’ para aquecer do frio ou simplesmente estar na moda. Você usaria?

    A dica foi do Tiago do Nova Quahog.

    Confira toda a série ‘Produtos bizarros’ aqui.

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  • Produtos bizarros #25 – Escorregador elefante

    Como alguém pode ter bolado esse escorregador? Mais uma vez o péssimo gosto está a serviço da sociedade e o mais estranho ainda é admitir que as pessoas transitem normalmente sem se importar com um brinquedo como esse.

    Até podemos compreender que as crianças não possuem maldade em seus pensamentos, mas, francamente né! Facilmente poderia ter sido evitado tal constrangimento ao “pobre elefante”.

    Veja mais produtos estranhos.

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  • Os carros do futuro

    É quase unânime nossa curiosidade em saber como será o futuro, principalmente sobre os produtos que serão inventados e disponibilizados para uso. A indústria automobilística, por exemplo, está cada vez mais alicerçada na construção do produto do futuro, hoje. Esse conceito, conhecido dentro do marketing como “produto potencial” (Kotler, 1995) é colocado em prática através do desenvolvimento de projetos/protótipos a partir da inteligência competitiva das empresas e apresentados como conceitos nos Salões de Automóveis.

    Mas, e no passado? Como será que eram as idealizações de produtos do futuro para quem estava na década de 50? Sem o auxílio de computadores e alta tecnologia a tarefa dos projetistas automotivos era muito mais difícil. O vídeo abaixo mostra justamente os “automóveis do futuro” para os habitantes da metade do século XX. Será que algum projeto virou realidade? Confira!

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