• Fala-se o que quer, escuta-se o que quer!

    A partir de agora contribuirei com textos para o site avemarketing.  É um privilégio.  Vou escrever sempre sobre comunicação, imagem, responsabilidade social corporativa e outros temas, sempre ligados a “como gostaríamos de sermos vistos” (admirados!) e “como somos efetivamente vistos” (criticados!).  Vou começar com o texto abaixo, cujo assunto foi muito bem explorado pelo jornalista Marcelo Zorzanelli: “humor e compaixão”.  Meu texto fala sobre ética.  Os próximos posts serão mais voltados ao marketing.  E você, leitor, divirta-se, compartilhe, divida, multiplique, critique, abuse, pense, mas especialmente, colabore.

    Quando passar o trator é mais simples do que pensar antes de falar…

    A gente perde o amigo, mas não perde a piada…  Até quando essa máxima terá sentido? Até quando vamos dizer o que queremos, sem nos importarmos com o conteúdo do que falamos ou, ainda pior, sobre quem falamos?

    Li o artigo “Os jovens humoristas e a falta de compaixão” do jornalista Marcelo Zorzanelli, (clique aqui para ler, vale muito a pena), que fala da relação entre o pseudoengraçadinho e a condolência. Belíssima explanação, trata-se do melhor texto que já vi sobre essa nova onda de achar que humor é ligar o rolo compressor e deixá-lo ladeira abaixo, passando por cima de quem quer que seja.

    Há mais de 20 anos convivo com humoristas e fui privilegiado por ter sido educado por pessoas que respeitam…, adivinhem…: pessoas!  Entendi que fazer graça não é falar tudo que vem à cabeça, especialmente quando isso atinge…, adivinhem…: pessoas!  Não deveria ser por e para pessoas que vivemos?

    Até quando vamos travestir de liberdade de expressão atitudes rasas de gente (?) que, com o discurso frágil de não se curvarem à censura, falam o que querem, dizem o que lhes vêm à cabeça, quaisquer que sejam as consequências?  Gente que se indigna e não aceita nenhuma reação às suas sandices.

    Exemplos são os mais distintos possíveis.  É o dublê de humorista que fala o que quer no horário nobre da TV; é o “burguesinho” que veste Levi´s, mas arrota Trotsky e escreve as maiores asneiras nas mídias sociais; é o jovenzinho que divulga fotos e vídeos que constrangem pessoas, mas acha que foi só “brincadeira”…  Tô com uma gastura dessa gente…

    Não se trata de censura menos ainda volta à ditadura, trata-se de respeito, “compaixão”, como bem lembrou Zorzanelli.  Trata-se de educação.  Trata-se de entender que devemos ser minimamente responsáveis pelo que falamos e por como agimos.  São beócios aqueles que falam e agem como querem, mas biltres são os que falam, agem E NÃO SE RETRATAM.  Vestem-se de arrogância, típica dos grosseirões, para manter suas palavras e atitudes, fingindo transformá-las em arte, liberdade de expressão ou, pior ainda, humor.  Humor faz bem e todo mundo pode rir dele.  Quem é objeto de piada de mau gosto, não pode rir mesmo.  E isso não é humor.  Humor – no mínimo – alegra a todos, se humilha, pode ser tudo, MENOS humor.

    Todo humorista, aliás todo mundo, pode dar uma mancada, falar demais e ser autor de grosserias, gafes e infelicidades, e se retratar é a forma exclusiva de minimizar o efeito dos excessos.

    Outro dia foi o “humorista” bem educado que abriu a boca pra falar de mãe e filho, este ainda nem nascido; ou então a aluna de direito que para defender seu candidato à presidência sugeriu afogar nordestinos ou ainda o morador das áreas chiques do Rio de Janeiro que sugere explodir parte do país porque dá dor de cabeça ao país falar de Belo Monte.  Mas tudo é brincadeira.  Tudo é humor.  Tudo é liberdade de expressão.  E assim acabam ateando fogo no índio Galdino; espancando a empregada doméstica Sirlei, confundida com prostituta; matando o sujeito gay em meio à praça paulista; xingando de bicha o atleta de vôley ou de macaco o jogador de futebol.  Afinal, tudo pode.  Tudo é brincadeira.

    Devemos combater esse rolo compressor tanto quanto devemos combater o politicamente correto.  Deixar de chamar de brincadeira o que é de mau gosto, o que é inconsequência, o que é ato lesivo.  Os americanos sacaram muito bem os mimadinhos, que não conheceram a palavra “não” e seu sentido de limite, e os chamam de “estragados” (spoiled). São, de fato, estragados da sociedade.  Pior, como fruta podre, contaminam as saudáveis.

    Alguns que defendem essa verborragia usam como exemplo Mussum e Didi, que também em horário nobre xingavam um ao outro de “crioulo”, “cearense” e por aí vai, ladeira abaixo.  A despeito de isso não ser motivo de orgulho para ninguém (afinal, qual a vantagem de ser “negro” ou “branco”, “carioca” ou “cearense”???  Tudo termina em gente, mesmo!), o que Didi e Mussum faziam era muito mais privado do que público.  Havia ali um pacto entre 2 pessoas.  Um aceitava a provocação do outro, um incitava o outro com a alcunha que melhor “ofendesse” seu interlocutor.  E entre 2 agentes que celebram essas intimidades, vale tudo dentro do limite de seus contratos.  O que não vale, é achar que pode entrar minha casa e dizer besteiras sobre mãe e filho e falar que isso é humor ou escrever o que quer nas mídias sociais e dizer que foi só uma brincadeirinha.  Aí ultrapassou os limites do contrato entre 2 atores e me incluiu na brincadeira…, de mau gosto. (mais…)

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  • “Não sejamos rasos“ – Um convite à mudança

    Inicio o post dessa quinzena, fazendo uma provocação. Tema que já discuto há muito tempo e que já virou artigo. Não parece que tudo está mais raso? Mais superficial? A desvalorização do profissional de marketing ano-a-ano vem aumentando e minha previsão é que tende a piorar.

    Acredito que são muitos os fatos que contribuem para que isso ocorra, mas um deles é a pouca profundidade sobre os conhecimentos adquiridos e consequentemente uma medianidade de planos, ações, produtos e serviços ofertados ao mercado.

    O conhecimento raso é o que denominamos de saberes de pouca profundidade. Um constante crescimento e acesso de informações gerando certa “comoditização” de disciplinas e temas. No entorno desse cenário, verifico um incomodo sentimento de insatisfação com os profissionais da área, e trago à tona que o papel do profissional de Marketing é obter o maior conhecimento possível para que se exerça uma responsabilidade social com os produtos e serviços sob sua atuação.

    Qual é a contribuição que o profissional de marketing pode dar? Primeiro, o profissional de Marketing tem responsabilidade perante a sociedade. Ele não pode usar as ferramentas, recursos que aprendeu para promover marcas, produtos e serviços de empresas que agem imoralmente, para os fins ou para os meios. E em segundo lugar, o profissional de Marketing deve ter consciência que sua atividade impacta na sua própria vida, na sua comunidade, família, país e planeta. Ele não pode mais ser endérmico, deve sim, combater a vulgarização do conceito da atuação mercadológica e aprofundar sua contribuição para a cidadania.

    É necessário trabalho, coragem e ética da convicção para obter mais saberes. É preciso deixar de ser raso e mergulhar em águas profundas para obter conhecimento. Ao apenas arranhar um determinado tipo de conhecimento, não há sustentação para a permanência e sucesso.

    Mário Cortella, em seu livro “Qual é a tua Obra? Inquietações propositivas sobre Gestão” convida-nos a uma auto reflexão e questionamento sobre o papel de cada um nas empresas e seus impactos para o mercado.  Questionamentos como esse, ajudam a transformar o mundo para melhor.

    O sucesso do profissional de marketing não pode ser obtido a qualquer preço, portanto mãos a obra, e aprofundemos nossos saberes atuando com responsabilidade e ética. Vamos?

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  • Se nossos filhos conhecessem os fatos tal qual nós conhecemos… …agiriam


    Moms Against Climate Change

    Sensacional vídeo de mobilização a respeito do meio ambiente e dos impactos que isso causará no futuro. O título mencionado neste post reproduz fielmente a mensagem principal da peça de propaganda que, em uma belíssima produção,  focaliza várias crianças em uma mobilização de protesto sobre os impactos ambientais atuais e suas causas no futuro, em um confronto inimaginável pelas diferenças entre os protagonistas. Vale muito a pena ver!

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  • Consumo consciente

    O blog avemarketing adere a campanha de consumo consciente. O consumo é originário das carências humanas, ou mais especificamente, das necessidades e desejos das pessoas. De acordo com SCHIFFMAN e KANUK(2000), é a motivação que impulsiona o indivíduo para a ação do consumo, a partir de um estado de desconforto – necessidade. Para ele, as necessidades podem ser inatas (primárias e fisiológicas) e adquiridas (psicológicas e psicogênicas). Este processo, detalhado por Schiffman e Kanuk, é cognitivo, ou seja, todo conhecimento adquirido é utilizado na escolha, ou na indicação do desejo de como saciar a necessidade. Para Freud, as motivações de escolha acontecem no nível do inconsciente, devido às forças psicológicas inconscientes que formam o comportamento humano. Desta forma, Freud entende que o inconsciente guia o comportamento do consumidor. As relações saudáveis de consumo são estudadas pelo marketing a partir dos processos de troca. Entretanto, é fundamental que a ideia de consumo consciente, no sentido de responsabilidade, seja praticada cada vez mais afim de manter a integridade e harmonia entre seres humanos e planeta. Uma forma responsável é a diminuição do desperdício diário, que frequentemente causamos de forma egoísta.

    Evite o desperdício! Consumo consciente.

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