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A lata branca da Coca-Cola
E a famigerada lata branca da Coca-Cola continua dando o que falar. Planejada para fazer parte de uma promoção que une consciência ambiental sobre o risco de extinção dos ursos polares e ajuda financeira para a organização World Wide Fund – WWF (a própria The Coca-Cola Company fez um donativo inicial de USD 2 milhões), a embalagem branca aparentemente não caiu no gosto dos consumidores conforme informações em sites (1, 2, 3). Apesar da companhia não propagar informações oficiais sobre o caso, fato é que as embalagens estão sendo trocadas por versões na cor clássica – vermelha – e, ao que tudo indica, a percepção negativa com a mudança de cor falou mais alto. Toda prática que implica na mudança de elementos semióticos (estímulos) de identificação da marca/produto com a cognição inicial possui risco de rejeição (a própria Coca-Cola já vivenciou episódios negativos quando lançou a New Coke em 1985) que são estudados pelas ciências da comunicação nos modelos semiótico – O modelo semiótico de comunicação é aquele em que a ênfase é colocada na criação dos significados e na formação das mensagens a transmitir. Do ponto de vista prático, além da rejeição à nova embalagem, houveram relatos de confusão com o produto Diet da mesma empresa. A marca Coca-Cola e todos os aspectos que a cercam estabeleceram ao longo do tempo uma simbiose com o país de origem, fazendo dos consumidores coadjuvantes na história do produto e é essa relação que se quebra quando elementos típicos são alterados. Em casos como esse, é possível ser utilizado displays específicos com muita comunicação no ponto de venda para que a confusão não ocorra e seja imediatamente sanada, ressaltando o caráter da promoção ambiental em conjunto com a WWF.
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Os sinais visuais na comunicação
9 de julho de 2011 | Por avemarketing em comunicaçãoToda comunicação estabelece uma linguagem única que proporciona a interpretação cerebral, a partir do reconhecimento da visão. As Teoria dos Signos (Teoria Peirciana – Charles Peirce) e as percepções (Leis da Gestalt) fornecem o entendimento necessário para a compreensão das composições de forma e existência. Os sinais gráficos tornam-se “sinais de identificação” que, rapidamente memorizados, fornecem a resposta rápida para o significado do elemento em questão.
“O signo em si ou Representâmen é algo que integra o processo de representação, passível de ser percebido, sentido. Ele é o suporte das significações que serão extraídas do signo. O Representâmen corresponde às dimensões sintáticas e materiais dos produto”. (NIEMEYER, 2007, p. 39)
As imagens (painéis arquivos na coleção de ideias Dorothy) abaixo são frutos do trabalho de compor quadros com elementos visuais sem os tipos (letras) das respectivas marcas. Entretanto, mesmo sem o texto, nosso cérebro, já submetido a anterior exposição visual, consegue identificar as marcas. Tente você também!
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Uma coincidência semiótica…
8 de junho de 2010 | Por avemarketing em Marketing, comunicaçãoEscrevi este pequeno post com o intuito de instigar sua capacidade de análise simétrica e semiótica e em nenhum momento desejo criar polêmica a partir do(a) produto/marca citada e tampouco com aspectos religiosos. Apenas entendo que há uma coincidência simbólica entre a embalagem do produto mostrada abaixo com uma outra imagem. Só para constar, simetria é “uma característica que pode ser observada em algumas formas geométricas, equações matemáticas ou outros objetos”. Fiz uma pequena análise semiótica e visual e algumas semelhanças (semelhante é diferente de igual) podem ser notadas nas duas imagens, tais como: curvas, composição de elementos (tampa/coroa; curva embalagem/véu; cor branca; embalagem/mãos em perfil). Importante considerar que é o significante (parte física da imagem: design, cortono, cor, som, etc…) que dá a identidade ou o significado. fruto de nossas percepções. Para Pierce, um ícone compreende formas táteis, acústicas, olfativas e formas semelhantes de signos. Ainda, durante o processo de construção criativa e de decodificação de imagens, estão presentes na relação produto-indivíduo influências fisiológicas, culturais e emocionais. Confira a imagem abaixo e clique sobre a mesma para verificar a comparação.
Fontes: 1. 2. NOTH, W. ; SANTAELLA, L. Imagem: cognição, semiótica, mídia.Leia também
:: Um mascote animadinho :: Arquétipo :: Marcas, logomarcas e mascotes – uma pequena visão semiótica -
Mascote animadinho
22 de maio de 2010 | Por avemarketing em comunicaçãoAo executar a comunicação visual, tome cuidado com os exageros e/ou associações semióticas indevidas. A contrução do signo deve contemplar todas as possibilidades de significados (desejáveis, positivos, negativos, …) projetados em perspectiva na mente do receptor. É muito comum a combinação de elementos gráficos que, erroneamente, proporcionam uma imprecisão ou dubialidade no entendimento, como o mascote bem animadinho, abaixo.
Leia também:
:: Marcas, logomarcas e mascotes – uma pequena visão semiótica :: Arquétipo :: Cuidado para não misturar o mundo da internet com o mundo real :: Mídia exterior bem bolada :: Análise publicitária
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Embalagem mais forte que o produto
29 de abril de 2010 | Por avemarketing em Animação e Design, MarketingQuem disse que produtos de utensílios domésticos(UD) não podem ter uma embalagem com características que unem design e indicação do uso? O exemplo abaixo serve como bom referencial de como é possível a utilização de elementos semióticos para associação do produto com o uso/aplicação. Observe a embalagem e perceba como nosso cérebro reconhece rapidamente a aplicação do produto com o signo contido em toda a embalagem que, neste caso, torna-se mais forte que o próprio produto.
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Imagens daqui.






















