• A lata branca da Coca-Cola

    Imagem daqui: http://oblogdastorm.wordpress.com

    E a famigerada lata branca da Coca-Cola continua dando o que falar. Planejada para fazer parte de uma promoção que une consciência ambiental sobre o risco de extinção dos ursos polares e ajuda financeira para a organização World Wide Fund – WWF (a própria The Coca-Cola Company fez um donativo inicial de USD 2 milhões), a embalagem branca aparentemente não caiu no gosto dos consumidores conforme informações em sites (1, 2, 3). Apesar da companhia não propagar informações oficiais sobre o caso, fato é que as embalagens estão sendo trocadas por versões na cor clássica – vermelha – e, ao que tudo indica, a percepção negativa com a mudança de cor falou mais alto. Toda prática que implica na mudança de elementos semióticos (estímulos) de identificação da marca/produto com a cognição inicial possui risco de rejeição (a própria Coca-Cola já vivenciou episódios negativos quando lançou a New Coke em 1985) que são estudados pelas ciências da comunicação nos modelos semiótico – O modelo semiótico de comunicação é aquele em que a ênfase é colocada na criação dos significados e na formação das mensagens a transmitir. Do ponto de vista prático, além da rejeição à nova embalagem, houveram relatos de confusão com o produto Diet da mesma empresa.  A marca Coca-Cola e todos os aspectos que a cercam estabeleceram ao longo do tempo uma simbiose com o país de origem, fazendo dos consumidores coadjuvantes na história do produto e é essa relação que se quebra quando elementos típicos são alterados. Em casos como esse, é possível ser utilizado displays específicos com muita comunicação no ponto de venda para que a confusão não ocorra e seja imediatamente sanada, ressaltando o caráter da promoção ambiental em conjunto com a WWF.

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  • Vivemos de Corínthians

    Imagem: Folha de SP

    Paulatinamente os clubes de futebol do Brasil estão descobrindo a importância e força econômica de suas marcas através dos vínculos emocionais que existem entre seus signos e a torcida. São vários os elementos semióticos que reforçam a paixão do torcedor com o time do coração, tais como: escudo (logo), jogadores (ídolos), camisa, mascote, as próprias torcidas e tradições diversas que perpetuam a paixão por gerações vindouras, dentre outros elementos promocionais e motivadores.

    O público consiste em um apaixonado e fiel usuário da marca e, em muitos casos, heavy users (termo utilizado para designar usuário contumaz e frequente de determinada marca ou produto). A gestão profissional do branding esportivo vem crescendo ano a ano representado pelo aumento de receitas oriundas de práticas organizadas de marketing e não mais de meras vendas de lembrancinhas. O fortalecimento dos vínculos deve ser meta constante para o aumento do valor da marca e, a utilização de articulações emocionais nas estratégias de comunicação possui receptividade positiva por parte do target. Ciente desse fato, o Sport Clube Corínthians Paulista, atual campeão brasileiro de futebol, tem usado muito bem as conexões com sua torcida, com uma linguagem que vem efetivamente das arquibancadas. Um exemplo perfeito é o vídeo produzido em parceria com a empresa Nike, que exalta justamente a paixão do torcedor.

    Note que o vídeo detalha justamente os elementos que citei acima: escudo (logo), jogadores (ídolos), camisa, mascote, as próprias torcidas e tradições diversas.

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  • Logos

    Excelentes logos com ótimo uso do elemento iconográfico. Símbolos e tipos em perfeito sincronismo.


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  • Vuvuzela serve para?

    Os objetos possuem como elemento principal de sua construção a função de uso, ou seja, o(s) motivo(s) para sua real existência. Esses motivos fazer parte das necessidade e desejos humanos, feitos justamente para satisfazer seres humanos. A formas de um objeto podem ser entendidas sob o ponto de vista da comunicação a partir da Teoria Pierciana (descrita por Charles Pierce). Cada objeto representa um significado que normalmente está diretamente relacionado com sua função de uso. Entretanto, devido a grande capacidade humana de processamento de informações e ideias, além da organização de estruturas de conhecimento. os objetos podem representar funções diferentes para as quais foram comcebidos. O vídeo abaixo mostra uma inusitada função para a famosa “vuvuzela”.



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  • Independência ou Morte

    Independência ou Morte. Pintura de Pedro Américo, óleo sobre tela. 1888

    O 07 de setembro é uma das datas mais emblemáticas da República Federativa do Brasil. O “grito” da Independência, bradado por Dom Pedro I as margens do riacho Ipiranga em1822, libertou a então colônia do domínio Português. Independente das discussões acerca de datas e motivos geradores do “grito”, o fato ficou marcado como o nascimento da Federação Brasileira, mesmo com o absolutismo de D. Pedro.

    Conta a história que D. Pedro I compôs o Hino da Independência no mesmo dia 07 de setembro, após letra ser criada por Evaristo da Veiga.

    Ouça o Hino da Independência: hino_independencia_do_brasil

    Ainda, sobre o “grito”, a narrativa histórica feita pelos humanos possui fragmentos que delineiam o imaginário popular. “O que marca o ser humano é justamente sua particularidade de possuir e organizar símbolos que se tornam linguagens articuladas, aptas a produzir qualquer tipo de narrativa”(ROCHA, p. 4. 1996). A essas narrativas são somados os mitos, ou seja, alegorias narradas que externam verdades mas escondem algo. Os mitos podem até mesmo representar o pensamento de uma sociedade, ainda conforme Rocha (1996). Consequentemente, se o mito é  contruído com representações fantasiosas ou não, do pensamento humano, na propaganda (propagare: propagare uma ideia ou ideal) também há, e muito. Na verdade o mito representa uma das bases do discurso da propaganda e tal, como sua definição, também foi representada em nosso país, com a utilização mais veemente de símbolos (cores, música e linguagem) após a Independência. Até mesmo na composição do Hino da Independência havia o mito do poder atribuído à D. Pedro I, em evidente articulação política, e representada na letra de forma alegória – veja  trecho que foi retirado do Hino, posteriormente. Figura 1.

    Figura 1 - Trecho do Hino da Independência, excluído posteriormente

    Finalizando, “Ó República, de lutas e de glórias. Onde os filhos crescem, e ostentam na memória. Qual sabor amargo, do cárcere e do grito. Fez-se garbosa, do exemplo e do mito. E amadurece, como árvore frondosa. Que não se esconde, em sua conquista honrosa. Ó Brasil, de almas e egressos. Onde  todos buscam, a ordem e o progresso. Que se liberta, da muralha vil. Salve a nossa, Independência do Brasil”. Elcio Fernando.

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