-
Independência ou Morte
6 de setembro de 2010 | Por avemarketing em comunicaçãoO 07 de setembro é uma das datas mais emblemáticas da República Federativa do Brasil. O “grito” da Independência, bradado por Dom Pedro I as margens do riacho Ipiranga em1822, libertou a então colônia do domínio Português. Independente das discussões acerca de datas e motivos geradores do “grito”, o fato ficou marcado como o nascimento da Federação Brasileira, mesmo com o absolutismo de D. Pedro.
Conta a história que D. Pedro I compôs o Hino da Independência no mesmo dia 07 de setembro, após letra ser criada por Evaristo da Veiga.
Ouça o Hino da Independência: hino_independencia_do_brasil
Ainda, sobre o “grito”, a narrativa histórica feita pelos humanos possui fragmentos que delineiam o imaginário popular. “O que marca o ser humano é justamente sua particularidade de possuir e organizar símbolos que se tornam linguagens articuladas, aptas a produzir qualquer tipo de narrativa”(ROCHA, p. 4. 1996). A essas narrativas são somados os mitos, ou seja, alegorias narradas que externam verdades mas escondem algo. Os mitos podem até mesmo representar o pensamento de uma sociedade, ainda conforme Rocha (1996). Consequentemente, se o mito é contruído com representações fantasiosas ou não, do pensamento humano, na propaganda (propagare: propagare uma ideia ou ideal) também há, e muito. Na verdade o mito representa uma das bases do discurso da propaganda e tal, como sua definição, também foi representada em nosso país, com a utilização mais veemente de símbolos (cores, música e linguagem) após a Independência. Até mesmo na composição do Hino da Independência havia o mito do poder atribuído à D. Pedro I, em evidente articulação política, e representada na letra de forma alegória – veja trecho que foi retirado do Hino, posteriormente. Figura 1.
Finalizando, “Ó República, de lutas e de glórias. Onde os filhos crescem, e ostentam na memória. Qual sabor amargo, do cárcere e do grito. Fez-se garbosa, do exemplo e do mito. E amadurece, como árvore frondosa. Que não se esconde, em sua conquista honrosa. Ó Brasil, de almas e egressos. Onde todos buscam, a ordem e o progresso. Que se liberta, da muralha vil. Salve a nossa, Independência do Brasil”. Elcio Fernando.
-
Os sinais como elementos de uma mensagem
26 de agosto de 2010 | Por avemarketing em comunicaçãoA comunicação é realmente uma capacidade fantástica do ser humano, que se manifesta na forma verbal e não verbal. O ser humano, ao estabelecer suas interações, estabelece uma grande quantidade de códigos que são armazenados e organizados em processos temporais (passado, presente e futuro). Os códigos são conjuntos de sinais / signos que, após decodificados, devem ser compreendidos pelos interlocutores. Alguns exemplos de conjuntos organizados de códigos são as palavras/alfabeto, código morse, sinais de trânsito (Santaella, 1995) e etc. Os códigos são essenciais para a inserção de seres humanos no convívio social e na troca de informações. Abaixo, um belíssimo conjunto de sinais para a comunicação entre indivíduos com disfunção da fala e audição.
E, como complemento, assista o clipe da música ‘Losing my Religion’ da banda R.E.M com legendas traduzidas em português e tradução para linguagem Língua Brasileira de Sinais(LIBRAS) feita pela empresa Linha Verde Interativa.
Linha Verde Interativa – Música em Libras Losing my Religion (RME) from Linha Verde Interativa on Vimeo.
Links úteis:
– http://www.cbsurdos.org.br/libras.htm - http://www.libras.info/ - http://www.linhaverdeinterativa.com.br/ - http://www.surdo.org.br/
-
Uma coincidência semiótica…
8 de junho de 2010 | Por avemarketing em comunicação, MarketingEscrevi este pequeno post com o intuito de instigar sua capacidade de análise simétrica e semiótica e em nenhum momento desejo criar polêmica a partir do(a) produto/marca citada e tampouco com aspectos religiosos. Apenas entendo que há uma coincidência simbólica entre a embalagem do produto mostrada abaixo com uma outra imagem. Só para constar, simetria é “uma característica que pode ser observada em algumas formas geométricas, equações matemáticas ou outros objetos”. Fiz uma pequena análise semiótica e visual e algumas semelhanças (semelhante é diferente de igual) podem ser notadas nas duas imagens, tais como: curvas, composição de elementos (tampa/coroa; curva embalagem/véu; cor branca; embalagem/mãos em perfil). Importante considerar que é o significante (parte física da imagem: design, cortono, cor, som, etc…) que dá a identidade ou o significado. fruto de nossas percepções. Para Pierce, um ícone compreende formas táteis, acústicas, olfativas e formas semelhantes de signos. Ainda, durante o processo de construção criativa e de decodificação de imagens, estão presentes na relação produto-indivíduo influências fisiológicas, culturais e emocionais. Confira a imagem abaixo e clique sobre a mesma para verificar a comparação.
Fontes: 1. 2. NOTH, W. ; SANTAELLA, L. Imagem: cognição, semiótica, mídia.Leia também
:: Um mascote animadinho :: Arquétipo :: Marcas, logomarcas e mascotes – uma pequena visão semiótica -
Mascote animadinho
22 de maio de 2010 | Por avemarketing em comunicaçãoAo executar a comunicação visual, tome cuidado com os exageros e/ou associações semióticas indevidas. A contrução do signo deve contemplar todas as possibilidades de significados (desejáveis, positivos, negativos, …) projetados em perspectiva na mente do receptor. É muito comum a combinação de elementos gráficos que, erroneamente, proporcionam uma imprecisão ou dubialidade no entendimento, como o mascote bem animadinho, abaixo.
Leia também:
:: Marcas, logomarcas e mascotes – uma pequena visão semiótica :: Arquétipo :: Cuidado para não misturar o mundo da internet com o mundo real :: Mídia exterior bem bolada :: Análise publicitária
-
Embalagem mais forte que o produto
29 de abril de 2010 | Por avemarketing em Animação e Design, MarketingQuem disse que produtos de utensílios domésticos(UD) não podem ter uma embalagem com características que unem design e indicação do uso? O exemplo abaixo serve como bom referencial de como é possível a utilização de elementos semióticos para associação do produto com o uso/aplicação. Observe a embalagem e perceba como nosso cérebro reconhece rapidamente a aplicação do produto com o signo contido em toda a embalagem que, neste caso, torna-se mais forte que o próprio produto.
- Clique na imagem para melhor visualização
- Clique na imagem para melhor visualização
Imagens daqui.

















