Um conceito bem simples e fundamental na gestão de marketing de varejo é o das mercadorias essenciais. O entendimento é de que, em uma empresa atuante no varejo (varejo é um ramo de negócio que faz a intermediação entre produtor e consumidor final, ex. loja/comércio) há que se planejar a disponibilização no ponto de venda, de linhas de produtos ou até mesmo marcas que sejam essenciais dentro do foco de atuação. Exemplo: em um supermercado há uma gama de produtos e marcas que são obrigatório(a)s no pdv, nas mais variadas seções. Vamos fazer um exercício? Considere um varejo focado em vestuário infantil para classe A/B. Estabeleça as mercadorias essenciais.
Sabemos que, estrategicamente, podemos utilizar os serviços como elemento de percepção de valor. Valor no marketing é a diferença entre o que é esperado e o recebido (é válido para produtos, serviços e/ou ambos). Dentro desta premissa, é possível agregar serviços a produtos e até mesmo em serviços (serviço(s) agregado a serviço). O exemplo abaixo mostra serviço de “passar roupa” dentro de uma loja de varejo, que, obviamente, é toda empresa que presta o serviço de intermediário entre produtor e consumidor.
Há um bom tempo que o sistema de drive-thru é utilizado por varejistas para agilizar atendimento, proporcionar comodidade e aumentar vendas para público que está em trânsito. Originalmente, a nomenclatura correta é drive-throught, que significa dirigir-se a um local, permanecer dentro do carro e assim sair com a mercadoria.
Em nosso país o drive-thru é utilizado por redes de fast-food, farmácias e, agora também, por igrejas.
Sem entrar no mérito da eficácia da ação no ramo religioso e muito menos se é algo bom ou ruim, a ação tem os mesmos objetivos de acordo com a definição do termo, ou seja, atrais pessoas com um serviço mais cômodo para quem está em trânsito. Apenas não acho uma atitude bacana a invasão da via pública (rua, avenida, etc) para comunicar o serviço.
Fonte: Jornal da Tarde. Imagens: Sérgio Neves, Agência Estado.
Muito interessante os rótulos do tipo etiqueta para embalagens plásticas de café, comercializadas na loja de varejo especializada The Unseen Bean, no Estados Unidos (ah, pena que somente em algumas grandes cidades do Brasil existem varejos especializados como este, e pensar que antigamente havia muitas lojas deste tipo no interior de SP).
Como é possível verificar, a loja comercializa várias especialidades de café de várias partes do mundo e, neste caso, a rotulagem realiza muito bem a função de uso na identificação da origem do produto (reparem no ícone utilizado para representar o Brasil) e ainda atribui prazer estético à simples embalagem.
A comunicação dentro do ponto de venda (utilização de mídia indoor) tem importância fundamental para orientação e chamariz para determinado produto ou informação de atributo/benefício. Trata-se de uma ação tática, de forma a alcançar resultados no curto prazo, ainda mais quando consideramos os altos índices de “decisão de compra” que acontecem no próprio pdv. Porém, alguns empresário cometem equívocos ao não desenvolver boa gestão da comunicação e pensar que deve comunicar tudo e em todo espaço disponível. Desta forma, o excesso de comunicação cria ruídos desnecessários e provoca justamente o efeito contrário, pois causa fadiga visual e não cria a atenção seletiva.
A vitrine de um varejo com loja é um ponto nobre do estabelecimento, ou seja, funciona como uma intensiva promoção de vendas permanente onde o espaço deve ser otimizado para despertar a atenção e interesse do consumidor. Na vitrine é possível divulgar lançamentos, parcerias, promoções, coleções, famílias de produtos e comunicação em textos, imagens vídeos. Além disso, dois itens são fundamentais: a localização do varejo (ponto) em área aberta ou fechada com bom fluxo do target e o posicionamento físico da vitrine. Recomendo também a alteração frequente da organização da vitrine, de modo a criar sistemática de curiosidade aos transeuntes.
Abaixo, um interessante exemplo de vitrine e fachada de pdv com utilização da tecnologia LED.
Vi este display do tipo totem em um supermercado da cidade que moro e, em um primeiro momento, não gostei da estética e acabamento simples do mesmo. Entretanto, ao analisar com mais calma, destaco o excelente posicionamento em L e a proporção de visão no fundo e lateral da gôndola. Esta característica positiva do mesmo poderia até ser reforçada com o posicionamento do splash no ângulo de visão, e com utilização de móbile ou adesivo de piso. Obs.: as fotos foram tiradas com celular.
O meu amigo Vorlei, profissional de Marketing, deu a dica de que o Wal-Mart prorrogou as inscrições para o concurso “Prêmio Varejo Sustentável” até o dia 09 de outubro de 2009.
As áreas de abrangência do concurso são: Ecoeficiência, redução e reciclagem de resíduos, com aplicação em lojas, centros de distribuição e escritórios; Produtos e embalagens sustentáveis, com aplicação em lojas do varejo supermercadista; Processos e métodos de avaliação, medição e minimização dos impactos ambientais causados pelos produtos comercializados no varejo supermercadista e Ações sociais no negócio.
A premiação para os melhores trabalhos incluem uma visita técnica no Departamento de Sustentabilidade do Wal-Mart, nos EUA, notebooks e premiação em dinheiro caso o projeto seja aplicado pela empresa.
A participação é restrita a estudantes de cursos técnicos e graduação.
Este blog tem objetivo de propagar informações corretas sobre a área do conhecimento marketing e também difundir boas práticas de gestão empresarial e de comunicação com uma linguagem atual e pragmática, a partir da visão do autor.
Opiniões e exemplificações estratégicas também circulam por aqui.
O nome
A expressão "Ave" é uma saudação e significa "salve!". Representa o desejo de vida longa a alguém ou perpetuação de alguma coisa. Um salve e vida longa ao marketing. Ave! Marketing.