• Chopp “batizado”

    Parece até estória de 01 de abril, mas infelizmente, durante a semana, uma notícia assustou consumidores e simpatizantes do bem frequentado boteco Bar Leo, em São Paulo. O fechamento da casa por agentes da Polícia Civil no dia 30 levantou mais uma vez a discussão sobre a ética e crime contra o consumidor. Segundo reportagens veiculadas em vários meios de comunicação, o famoso estabelecimento foi pego comercializando Chopp de uma determinada marca (mais popular e barato) como sendo da Brahma e com preços indicados para este último. Além disso, alimentos vencidos e sem condições de rastreabilidade foram encontrados no bar, que culminaram no fechamento e prisão do gerente e parente do proprietário.

    A saber, me pergunto os porquês de tamanha decisão equivocada dos administradores de uma empresa com ponto tradicional e alta frequência de público e simpatia dos clientes. Claro que a resposta imediata é a margem de lucro, a qualquer custo. Mas, correr o risco de ter uma imagem positiva (construída desde a década de 40) destruída pelo ganho adicional na venda de um dos produtos é, no mínimo, uma afronta a capacidade intelectual. Revogar tal depreciação de imagem, em mercado varejista, é tarefa difícil devido a quebra de confiança na percepção do cliente-consumidor e, esta é uma das características mais determinantes para a manutenção de estratégias em serviço varejista.

    Em se tratando da tipificação do crime em si, conforme o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, os atos praticados ferem os artigos 8, 10, 13, 31, dentre outros.

    “Art. 8° Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito”.

    “Art. 10. O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança”.

    “Art. 13. O comerciante é igualmente responsável, nos termos do artigo anterior, quando: I – o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador não puderem ser identificados; II – o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante, produtor, construtor ou importador; III – não conservar adequadamente os produtos perecíveis”.

    “Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores”.

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  • Janeiro, o mês das liquidações

    Consumidores na fila, a espera da abertura do varejo. Foto: Rafael Custo

    O mês de janeiro é caracterizado, para o varejo, como o mês das grandes promoções baseadas em preços (liquidações). Inicialmente concebidas para queima de estoque de produtos não vendidos durante o período do Natal, as ações promocionais ganharam intensidade e hoje fazem parte do calendário estratégico do varejo tornando-se até mesmo um evento tradicional para algumas empresas varejistas.

    Também já virou costume as megaliquidações realizadas por lojas de rede em todas as suas filiais ao mesmo tempo, em um único dia. Tal ação é uma atração em todos os municípios e movimenta os consumidores que formam filas quilométricas nas portas das lojas aguardando a abertura das portas. A quantidade de pessoas a espera é tão grande que as filas iniciam 3 ou 4 dias antes do dia marcado para a promoção e os clientes se aglomeram dentro da área de vendas disputando produtos “na unha”.

    Alguns termos utilizados pelo varejo, como sinônimos de liquidação:

    • Bota-fora
    • Off
    • Descontos
    • Queima
    • Galinha morta
    • Liquidatudo
    • Saldão
    • Loucura total
    • Preço baixo
    • Ofertaço, oferta
    • Abriu a mão
    • Liquidação de alto a baixo
    • Pechincha
    • Terca-feira gorda
    • Segunda-feira maluca
    • Retalhos
    • Ponta de estoque

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  • Varejista altera comunicação interna após reclamação de blogueira

    Olha que curiosidade interessante. Logo após a blogueira Laura Nelson – Delilah criticar a padronização visual interna da  gigante varejista de brinquedos Hamleys (Inglaterra), a mesma modificou sua comunicação interna sobre os departamentos da loja. A alegação da denunciante é que a separação por gênero (meninos x meninas) propôem algum tipo de discriminação e que os brinquedos devem ser separados por tipos.

    A blogger, que trabalha numa instituição de caridade, começou a sua campanha porque entendeu que o “layout” da loja restringia as escolhas das crianças e dos pais e “contribuía para a desigualdade social”. Escreveu sobre o assunto ao ceo da loja e ao Landsbanki, o banco islandês que é um dos maiores accionistas da loja, dizendo que os brinquedos deveriam ser organizados por tipo e não por género. Fonte: http://www.briefing.pt

    Segundo a publicação no The Telegraph, a empresa nega qualquer vínculo da alteração com a campanha criada pela blogueira.

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  • Varejo temático – The Clinic Bar

    Estrategicamente me agrada muito o varejo do tipo temático (veja mais aqui, aqui e aqui) e com concepção que engloba itens cuidadosamente planejados. Para tal tipo de ação, o detalhamento do ambiente e de todos os aspectos que o cerceam, incluso processos e procedimentos, proporciona a fixação do conceito de e da marca na mente dos clientes, em uma sensacional experimentação do serviço.

    O Clinic Bar, em Singapura, tem posicionamento temático que remete à uma clínica ou mini-hospital. Os clientes são acomodados em cadeiras de rodas e poltronas com acabamento que lembra camas e macas. Os drinks são servidos em seringas e em bolsas de soro e os funcionário(a)s devidamente caracterizados.  Bacana, não?

    Veja também: Cachaça, um produto genuinamente brasileiro.

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  • Nokia Store

    A tendência de lojas próprias e conceituais (stores) continua em alta. Recentemente, a Nokia inaugurou sua sétima unidade (loja e quiosque) exclusiva no Brasil (o Brasil é o único país da América Latina a possuir store Nokia. No mundo todo são 900 unidades), no Norte Shopping, RJ.  O varejo do tipo “store” possibilita aproximação da empresa junto ao consumidor final, feedback imediato, métodos direcionados de pesquisa de mercado, promover lançamentos e criar interatividade e envolvimento.

    Além das stores, a Nokia anunciou que pretende abrir por aqui também as shop-in-shop (loja dentro de uma loja).

    Veja mais pontos da Nokia Store pelo mundo:



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