• O abismo entre os clubes brasileiros e europeus

    Vamos falar rapidamente de futebol, mas não necessariamente sobre o jogo dentro das 4 linhas. Aproveitando o ensejo da final do Campeonato Mundial Interclubes, é notório (e tem um bom tempo) que os clubes europeus estão em grande vantagem competitiva sobre nossos clubes brasileiros. Novamente, reitero, não trata-se apenas da diferença dentro de campo, mas na organização, capacidade de investimentos e linguagem para seu público.

    Imagem: BBC

    O fato é que a maioria dos clubes brasileiros estão no século passado em se tratando de Gestão profissional e, até mesmo na fidelização de público para o futuro, bem como o aproveitamento do potencial de imagem de marca que cada agremiação possui. Exemplificando, observem o Bayern de Munich, atual e recente campeão mundial interclubes. O clube possui Capital Aberto e tem suas comercializadas em Bolsa de Valores, tendo como um dos principais acionistas a Audi.

    Ainda, recentemente, o clube conseguiu vender 100 mil máscaras de proteção do covid em um intervalo de tempo de 24h, revertendo o faturamento dessa venda para ações de combate a doença. Ainda, pasmem, a ideia desta ação partiu dos próprios jogadores, que fizeram a campanha de forma altruísta. Outro exemplo, que também vem do clube alemão, é o plano de carreira que privilegia a permanência de jogadores no staff do clube. Acrescentando mais uma informação, o Clube possui um roteiro de visita para turistas que faz parte das atrações oficiais da cidade de Munique.

    Gostou? Quer mais?
    Então vamos falar de linguagem de comunicação. O clube preza por uma linguagem moderna e com foco no target. Aqui nas Américas, por exemplo, o clube tem parceria com vários portais (Yahoo Sports, por exemplo) para disseminar a imagem da marca no continente americano. Ainda, o clube utiliza tecnologia SAP para análise de dados sobre o perfil do seu torcedor e CRM – Gestão do Relacionamento com o Cliente, a fim de premiar torcedores fieis e personalizar a experiência do cliente.

    E o hino? Já ouviram o Hino do Bayern? Com uma linguagem moderna e direcionado aos jovens, o hino é um capítulo a parte. Segue abaixo vídeo com hino e letra. Definitivamente, falta muito, mas muito mesmo para chegarmos em “outro patamar”.


    https://www.youtube.com/watch?v=ipjY6eHFJ38

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  • A origem da Black Friday

    A já tradicional data comercial Black Friday já passou, mas, você sabe qual a história por trás deste dia?

    Criada nos Estados Unidos, a “sexta-feira negra” remete à 4ª sexta-feira do mês de novembro, logo após o feriado da quinta-feira de ação de graças. Pois bem, acontecia que, 1 dia após o feriado citado, as cidades americanas protagonizavam enormes congestionamentos no trânsito e nas portas das lojas que iniciavam suas promoções para as compras de Natal. Por causa disso, policiais da cidade da Pensilvânia apelidaram o dia de Black Friday (algumas fontes citam que isso aconteceu em meados de 2005) e a expressão tão logo se tornou mais conhecida e passou a ser utilizada pela Mídia.

    Uma curiosidade a ser citada é que a expressão “Black Friday” já havia sido mencionada desde o século 19, em referência ao colapso do mercado de ouro nos EUA.

    Estima-se que este ano, no Brasil, a Black Friday tenha movimentado algo em torno de R$3,2 bilhões, que foi o faturamento do varejo brasileiro nos dois dias da promoção em 2019. (Terra).

    Fontes:
    https://goo.gl/hzuPrR
    https://goo.gl/SfVSyn
    https://goo.gl/kY3UY1

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  • Preço psicológico

    Em muitos casos, o preço psicológico é componente essencial para a escolha do “pacote de compras”. Saber como utilizar as vertentes da precificação e da promoção de vendas pode fazer uma grande diferença nas vendas.

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  • O modelo de administração focado nos processos internos deve sofrer modificações constantes nas próximas décadas.

    O modelo de administração focado nos processos internos deve sofrer modificações constantes nas próximas décadas. Não há como negar que o mundo mudou e que a sociedade, que forma a base dos mercados, apresenta variações em velocidade espantosa. As influências ambientais, no tocante (principalmente) economia, tecnologia, política, aspectos demográficos e sociais, inferem à humanidade novos costumes e comportamentos que moldam os sistemas econômicos vigentes e interfere na disputa pelo capital. Outro aspecto a ganhar forma nos próximos anos é a preocupação com preservação do planeta, que aos poucos interferirá nas decisões empresariais.

    As organizações insurgentes deste novo cenário devem incluir em suas rotinas diárias a capacidade de inovar constantemente e adaptar-se com mais velocidade às mudanças. Para Schumpeter (1982) somente as empresas que realizam inovações de modo contínuo são caracterizadas como de fato inovadoras. Infelizmente, a capacidade de aderir às mudanças ainda não é prática estudada pelas nossas empresas e muitas apresentam notório viés de lentidão em estudar os agentes de mudanças e reorganizar as estratégias, vide a atual dificuldade das organizações brasileiras em face à pandemia do coronavírus[1]. Ainda, conforme Schumpeter (1996) o fator preponderante para a “destruição criativa” é a inovação.  Segundo Basil e Cook (1974) as empresas mudam em respostas às crises e, na visão de March (1981) as empresas mudam, porém as mudanças não podem ser controladas.

    Interessante analisar o conceito expresso da palavra “organização”. De acordo com Maximiano (2000) há dois entendimentos para o tema. O primeiro discorre sobre a idéia de organização como função interna de qualquer sistema ou estrutura para ordenação de, ou seja, de alocar recursos disponíveis de acordo com os objetivos. O outro entendimento diz respeito à organização como um grupo social primário e secundário que possui partes que se interagem e se influenciam. As empresas em geral, independentemente da área de atuação, tamanho e outras características são grupos sociais secundários e com certo grau de formalização. Por suposto são organizações e devem priorizar o arranjo interno como elemento para constituição de estruturação formal e divisão de tarefas. A estas cabe a definição dos procedimentos e processos para alcançar resultados objetivados em um determinado mercado.

    Cabe considerar que, em mercados com baixa volatilização, as teorias clássicas e científicas consideram o processo todo como um grande ciclo e, desta forma, demonstram eficiência. A partir do momento que os mercados tornam-se inconstantes, como no caso de uma pandemia, os “modelos de gestão” não conseguem conceder respostas para a dinâmica empresarial.  Na maioria das vezes, e assim será no futuro, a resposta para as decisões gerenciais está alicerçada no estudo do ambiente externo e na capacidade dos gestores e administradores em resolver conflitos e problemas.  Não é mais o interno que molda o externo, característica empresarial presente na Revolução Industrial. Hoje ocorre justamente o contrário. As empresas devem desenvolver mecanismos de inteligência e monitoramento de mercado que ausculte todos os fenômenos que podem influenciar toda a cadeia que o negócio está inserido relacionado com seus produtos e serviços.

    Para Kotler e Keller (2012) este sistema é denominado de “sistema de apoio a decisões de Marketing[2]” que serve para organizar a busca pela informação para a tomada de decisão empresarial. Ressalto que o entendimento dos corretos conceitos do Marketing é a nova era na gestão empresarial do futuro. A abrangência do Marketing corresponde no preenchimento da lacuna deixada na Administração Clássica e Científica e que ficou claro após a publicação do artigo General theory of employment, interest and Money deJ.M. Keynes, em 1936.

    De nada adianta processos internos bem geridos e controlados se o ambiente externo alterou-se. Tomemos uma análise bem simples: para quem as empresas produzem produtos e serviços, senão para o mercado? A base para o que e como produzir é a informação do que está no contexto externo.

    “Um dos maiores erros que cometi em minha carreira foi o de cunhar a expressão centro de lucro, por volta de 1945. A verdade é que dentro da empresa há somente centros de custos. O único centro de lucro é um cliente cujo cheque não foi devolvido. Nada sabemos a respeito do exterior; contudo, mesmo que sua empresa seja líder de um setor, a grande maioria das pessoas que compra o tipo de produto ou serviço que você vende não é seu cliente. Se você tem 30% do mercado, é o gigante. Mas isso significa que 70% dos clientes não compram seu produto ou serviço, e você nada sabe sobre eles. Esses “não-clientes” são particularmente importantes porque representam uma fonte de informações que pode ajudá-lo a aferir as mudanças que irão afetar seu setor. Como assim? Se analisarmos as mudanças ocorridas em importantes setores ao longo dos últimos quarenta anos, veremos que praticamente todas aconteceram fora do mercado” (DRUCKER, 2003, p. 68)

    As empresas das próximas décadas que conseguirem compreender o que está acontecendo do lado de fora delas, criando meios de inteligência que subsidiem este estudo e tornando seus recursos humanos participativos e conscientes do setor o qual fazem parte, bem como aplicando corretos mecanismos de gestão e o Marketing como conceito maior de sua estrutura administrativa, dão passo importante para a sustentabilidade. O foco principal não deve ser o produto ou o serviço em si, mas o contexto geral do negócio como um todo, em longo prazo, imerso em um ambiente de profundas mutações e na forte capacidade de geração de caixa e formação capital de giro, com métodos e processos escritos e alinhados com um plano alternativo de comercialização e geração de faturamento.


    [1] A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no dia 11 de março p.p., o estado de pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2).  Pandemia é a proliferação de uma doença infecto contagiosa em várias localizações geográficas (países) ao mesmo tempo.

    [2] “O Instituto de Tecnologia de Massachusstts (MIT) define um sistema de apoio as decisões de marketing como um conjunto coordenado de dados, sistemas, ferramentas e técnicas o software e hardware de apoio, por meio do qual empresa coleta e interpreta informações relevantes provenientes dos negócios e do ambiente e as transforma em uma base para as ações de marketing.” (Kotler e Keller, 2012, p.118).

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  • Live “Sobrevivência das Empresas em tempo de pandemia – como levar os clientes para o mundo digital

    Na noite de quarta-feira, 20 de maio, foi realizada uma LIVE, nas dependências da Unilins, que contou com a participação dos professores Elcio Fernando, Renato Menezes e Vorlei Guimarães, com mediação feita pelo professor Erick Ruas.

    O tema foi “Sobrevivência das Empresas em tempo de pandemia – como levar os clientes para o mundo digital”, abordou os principais aspectos que estão dificultando a sobrevivência das empresas em razão do isolamento social causado pelo coronavírus.

    Perdeu a live? Clique no link abaixo para assistir:

    https://cutt.ly/iyOE9wE

    Texto: Unilins.

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