• A importância dos produtos: exemplo do absorvente feminino

    Não há como negar que o desenvolvimento industrial e tecnológico concede ao ser humano um número ímpar de vantagens e melhorias na vida cotidiana. Os produtos possuem, além de conhecida importância econômica na distribuição das riquezas e no crescimento dos países, o objetivo de proporcionar conforto, higiene, melhorias na expectativa de vida e na saúde, facilitar a comunicação, locomoção e muitos outros para os quais os produtos são criados.

    As invenções, por sua vez, para terem sucessos, “atacam” diretamente problemas, ou seja, os produtos concebidos tem como elemento fundamental a “função de uso”, ou seja, trocando em miúdos, é o “para que serve o produto”, que, necessariamente, está relacionado a um problema conhecido ou desejo específico.

    Um bom exemplo é o absorvente feminino descartável. “Em 1894 na Alemanha, surge o primeiro absorvente descartável, o Hartmann’s, uma bandagem vendida em caixa com seis unidades. Anos depois, o produto chega à Inglaterra e aos Estados Unidos” (Fonte: Mundo Estranho). O Modess, desenvolvido entre as décadas de 20 e 30 nos EUA e lançado no Brasil no ano de 1934 pela Johnson & Johnson, substituiu as terríveis toalhinhas (faixas de tecido poroso dobradas em três partes) que eram utilizadas e lavadas posteriormente, para novo uso. Além de não-higiênicas, eram volumosas e desconfortáveis pois com as sucessivas lavagens o tecido ficava áspero, e também causavam o risco de desenvolvimento de fungos e bactérias. Ainda na década de 30 foram desenvolvidos os primeiros absorventes internos, e no Brasil, o primeiro do gêner a ser produzido e comercializado foi o O.B, na década de 70. Por sinal, o nome O.B. “vem de ohne binde, expressão alemã que significa algo como “sem toalha””. (Mundo Estranho).

    E a Johnson & Johnson estava mesmo na vanguardam, já naquela época. Motivado pelo pouco uso dos absorventes, até a década de 50 – provavelmente causada pela resistência das mulheres brasileiras em aderir as inovações – a empresa criou uma consultora e “conselheira feminina”: Anita Galvão. A “personagem” tirava dúvidas das mulheres sobre o uso do produto através de interação por correspondência, também participava de eventos e campanhas publicitárias da marca e proferia palestras sobre os assuntos relacionados a menstruação e uso do Modess e distribuia cartilhas/livretos sobre o tema. Moderno né? Enquanto muitas empresas atuais não conseguem utilizar recursos das redes sociais, a J&J criou um belo relacionamento entre marca e usuárias, que permaneceu durante uma década.

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