• O futuro já chegou. Sua empresa está preparada?

    *Por Olegário Araujo – diretor de atendimento ao varejo da Nielsen.

    O Brasil vem passando por profundas transformações demográficas, socioeconômicas e tecnológicas que, consequentemente, fizeram emergir novas necessidades, desejos e aspirações que estavam latentes. E hoje, essas mudanças têm impacto direto com as expectativas e comportamentos de compra/consumo do shopper/consumidor. Além disso, estão diretamente relacionadas com as quatro forças elementares que são Praticidade, Faz Bem, Sofisticação e Indulgência.

    O consumidor/shopper, que emerge dessa transformação, é multicanal, multimídia e possui múltiplas experiências de compra. Ele está mais informado, mais exigente e com menos tempo. E neste cenário, as drogarias, em especial as redes, estão conseguindo atender este novo consumidor, já que o canal cresceu três vezes mais que todos os demais, na comparação de 2011 com 2010.

    Nas drogarias, o consumidor encontrou a praticidade e conveniência, pois é um local associado ao bem estar e cuidados pessoais. E ainda tem no sortimento produtos de alto valor agregado e o permite se presentear com produtos diferenciados.

    Um ambiente mais complexo e incerto

    Como o consumidor muda seus hábitos de compra, consequentemente o ambiente competitivo do varejo, a economia e tecnologia também passam por transformações que impactarão o negócio de forma mais intensa e em alta velocidade. Em suma, operar o negócio ficará mais complexo, mais competitivo e com impacto direto na rentabilidade.

    Este cenário exigirá um bom planejamento que integre estratégia, pessoas e operação de maneira simples e que ao mesmo tempo permita ajustes rápidos na execução. Para atuar neste contexto, surge a necessidade de se fazer cinco perguntas essenciais (desenvolvidas por Peter F. Drucker):

    1. Qual é a nossa missão?

    2. Quem é nosso cliente?

    3. O que o cliente valoriza?

    4. Quais são nossos resultados?

    5. Qual é o nosso plano?

    A necessidade de uma visão holística

    Neste processo de revisão do negócio, a análise não deve ficar restrita a concorrência entre as drogarias. É preciso ter uma visão do consumidor/shopper em suas diferentes ocasiões de compra. Aliás, para o consumidor, o que menos importa é o canal, mas sim o ponto de venda que atenda as suas necessidades, desejos e aspirações. Vai ser o lugar que lhe proporcionar, levando em conta a sua missão de compra, a melhor experiência.

    Cabe reforçar que este consumidor compra a mesma categoria em canais diferentes (supermercados, drogarias, lojas de perfumaria, porta-a- porta, atacarejo, internet), o que lhe proporciona diferentes experiências de compra. Portanto, entendê-lo dentro de uma visão holística, permitirá definir melhor o público alvo de sua loja e/ou diferentes formatos de loja e desta forma se diferenciar neste ambiente competitivo.

    Fonte: Nielsen Brasil / Twitter: @nielsenbr

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