• As logotipias da Coca-Cola e da Pepsi-Cola

    A evolução dos logos das gigantes e concorrentes Coca-Cola e Pepsi-Cola são uma demonstração de como é possível percorrer dois caminhos distintos em termos estratégicos, no caso, da imagem da marca que advém da estrutura de logotipia. Enquanto a Pepsi foi forçada a se reinventar e modificar seu posicionamento – na década de 20 a bebida estava associada a um público menos abastado (classes mais baixas, nos EUA) devido fator preço – ao longo de sua história, a rival e pioneira no mercado de colas manteve a aura da marca intacta devido a força a exalar  do manuscrito original.

    Desta forma, dois contrastes podem ser facilmente percebidos nas construções estéticas dos logos: a Pepsi busca continuamente uma linguagem jovem, representado pela junção de ícone e nome, a partir da década de 50. Já a Coca-Cola se ampara na fixação da mesma imagem de marca para consolidar sua comunicação com o público.

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  • Band-Aid no embalo da Copa do Mundo

    E a bola da vez daqui pra frente será a Copa do Mundo mesmo, visto que várias marcas já se movimentam no sentido de lançar produtos com associação de imagem ao evento da Fifa. Nem os curativos da Johnson & Johnson escaparam, uma vez que a empresa já lançou, em edição limitada, o Band-Aid personalizado com o mascote da Copa – Fuleco – e com as cores da Bandeira do Brasil.
    O curativo possui impresso as mensagens  “Vai Brasil”, “Goooool”, “Rumo ao Hexa” e “Paixão Verde Amarela”.

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  • Ranking das marcas mais valiosas analisa alcance nas redes sociais

    Foi publicado no Radar Tecnológico (Estadão), o ranking das marcas desenvolvido pela empresa de pesquisa General Sentiments. Aparentemente o estudo leva em consideração o envolvimento das empresas e suas marcas nas redes sociais e nas interações que as mesmas proporcionam às pessoas. Apesar de não ter em mãos a metodologia completa para o levantamento dos valores indicados (ver tabela abaixo), há uma certo viés na primeira colocação do Facebook, afinal notadamente a empresa é uma própria rede social e a com mais penetração mundial.

    Estudo sobre valor das marcas. Fonte: General Sentiments / Radar Tecnológico

    Alguns pontos a considerar sobre o estudo, empiricamente, são que inicialmente os dados não podem ser verificados sem a correlata metodologia. Da mesma forma, podemos supor que há um interesse bem grande do Facebook na divulgação de dados positivos sobre si mesmo, afinal a empresa enfrenta uma acentuada queda nos valores ofertados de suas ações.  Ainda, aparentemente, a tabela cita apenas em específico os valores de marca alcançados pelas menções positivas no Microblog Twitter, que dá margem para outros questionamentos, acerca da positivação de valores detalhadas em outros meios de social media (blogs por exemplo). Vale também ressaltar os parâmetros de fronteiras pesquisadas, mesmo sendo valores correspondendo a penetração social na internet, há variações de países para países, principalmente entre as marcas posicionadas a partir do 10º lugar.

    E você, qual sua visão sobre os dados acima?

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  • Skol de roupa nova

    Criada pela F/Nazca, o comercial (Skol de Roupa Nova) de lançamento da nova roupagem da embalagem da cerveja Skol apresenta uma série de cenas parodiadas de alguns filmes de sucesso – Beleza Americana e Flashdance, por exemplo – com a canção ‘Linda Demais’ do grupo Roupa Nova como pano de fundo.

    O filme destaca a embalagem como personagem principal de vários enredos e garante uma “viagem” sutil pelos ‘1,02’ de produção, com boa capacidade de provocar fixação da imagem de marca.


    O novo desenho da rotulagem ganhou maior simetria, a partir de ordenação na leitura da esquerda para direita, do conjunto logo + informações de rótulo. O ícone gráfico do logo teve seu tamanho aumentado e localização de maior destaque na embalagem e o grafismo reforça o “descer redondo” do líquido.

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  • Volkswagen lança novo Fusca

    Imagem: Divulgação. Disponível em www.folha.com.br

    Eis que o Fusca está de volta! Bem, não é necessariamente o fusquinha que todos conhecemos, mas sim a versão do Beetle 2013 que, em vários países, adotará o nome/apelido carinhoso do Volks. Em terras tupiniquins, apesar dos apelidos “joaninha”, “baratinha”, e/ou “besouro”, o nome Fusca é uma unanimidade em relação ao carro, inclusive já tendo sido adotado oficialmente a partir de 1984.

    Em termos estéticos e de beleza, minha opinião se dá intuitivamente no campo do achismo, afinal, beleza é algo muito subjetivo e, visto que os conceitos utilizados no design do novo Fusca seguem tendências e padrões atuais de estética automotiva, representam assim, ao meu ver, um prazer positivo. Trocando em miúdos, achei o carro bonito sim!

    Entretanto, ao analisar o contexto mais orientado ao marketing, observo algumas incongruências que merecem um relato mais detalhado. Sobre as mudanças principais no veículo, estão o aumento de tamanho (comprimento e largura), o teto é mais reto, o motor ficou mais potente (200 cv) e a direção mais esportiva. Na verdade, o carrinho se tornou mais “agressivo”, migrando o posicionamento de um carro feminino para masculino. Neste sentido a VW assume um risco estratégico, ou seja, extirpa um produto posicionado em um mercado/categoria quase sem concorrentes, para entrar em uma categoria mais difícil e com muitas marcas com maior apelo comercial e de marketing, na Europa. Fico a pensar se o consumidor europeu comprará o novo Beetle, em detrimento de marcas de esportivos como Porsche, Volvo C30 e até mesmo o A3, com plataforma da própria VW. Com certeza, o Fusca será um carro barato para os padrões europeus e para o que o mesmo oferece. A tendência é o produto perder foco sem uma característica única,  e a marca não “pegar”.

    No Brasil, o preço do bólido deverá partir de R$ 90 mil, conforme informações em diversas reportagens e, sinceramente, nessa faixa de preço há muitas opções de veículos com melhores atributos (não especificamente no segmento de esportivos, que é muito tímido por aqui).

    Outro equívoco da montadora, no Brasil, é a utilização do Neymar como garoto-propaganda. Inclusive o rapaz será o dono do primeiro novo Fusca, vindo da subsidiária mexicana. Nada contra o rapaz, pelo contrário, mas entender que o atleta é formador de opinião para o público de um produto de R$ 90.000,00 é, no mínimo, superestimar a inteligência do consumidor. A imagem do jogador funciona bem para produtos do tipo bens de consumo não duráveis / conveniência, com apelo de venda fácil, produto do dia a dia, que requerem menor análise durante a definição da compra e de preços mais de acordo com a massa.

    Ainda, curiosamente o produto possui algumas coincidências com o Porsche 911, ou seja, difícil não comparar alguns aspectos visuais dos dois automóveis (somente isso, obviamente), apesar que são produtos completamente distintos em termos de motor, preço, marca, etc. Na Europa o 911 S custa EUR 92,000, nos EUA é vendido por a partir de USD 80.000 e cá em nossa terrinha, por R$ 650.000,00.

    Porsche 911

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