• Que tal investir em marketing sem botar a mão no bolso? (Parte 2/3)

    Como o fomento à cultura, ao audiovisual e ao esporte pode contribuir significativamente para a imagem e a lembrança da sua marca.  Melhor: muitas ações podem sair rigorosamente de graça, se bem utilizadas as leis de incentivo.  Vai ficar de fora, ADMINISTRADOR DE MARKETING?

    Conforme prometido eis a 2ª parte deste artigo, que dá sentido ao seu título e que ainda é, na minha opinião, a parte boa do assunto: como investir em comunicação sem gastar nada ou quase nada.  A 1º parte está em http://www.elciofernando.com.br/blog/2012/02/leis_de_incentivo_i-que-tal-investir-em-marketing-sem-botar-a-mao-no-bolso e versa sobre as questões mais conceituais das leis de incentivo, em especial as que contribuem para as ações de marketing.

    Marketing é, muito simplificadamente, criar, entregar e comunicar valor, segundo a American Marketing Association (além de “trocar ofertas que tenham valor aos públicos de interesse”, ainda de acordo com a leitura conceitual de marketing em 2007, daquela associação.  Em tempo: eu preferia a descrição anterior de 2005 que englobava o conceito de administração do relacionamento com clientes, beneficiando a organização e seu público interessado…).  Adicionalmente, podemos afirmar que sem COMUNICAÇÃO aquele triunvirato (criar, entregar e comunicar valor) não governa nenhuma ação de marketing.  E para conquistar o cliente, fidelizando-o com um bom pós-vendas e oferecendo sempre novas soluções, comunicar-se BEM é imperativo.  Segundo Kotler, marketing é identificar e satisfazer as necessidades humanas e sociais.  E, vamos combinar, sem comunicação, nem uma (a demanda!) nem outra parte (a oferta!) hão de se falar/conhecer/interagir…, enfim, c.o.m.u.n.i.c.a.r-se!!!

    E uma das maneiras de se comunicar (bem!) é a utilização da imagem da organização (marca + seus produtos/serviços oferecidos + serviços de relacionamento pré-durante-pós-venda) e as associações que os clientes fazem dela.  Chegamos aonde interessa: comunicar-se bem através das leis de incentivo à cultura, ao audiovisual e ao esporte, utilizando renúncia fiscal.  Essa comunicação será PLANEJADA na medida em que É VOCÊ quem escolherá os projetos a que quer associar sua organização.  Por outro lado, também será NÃO-PLANEJADA na medida que, dependendo do sucesso (ou não) que a ação fizer, vai ecoar por tantos outros canais, que este tiro de marketing acaba se amplificando muito mais, isto é, você vê sua imagem se multiplicando sem parar.  E melhor: sem gastar um centavo extra por esse “a mais”!

    Sempre que uma companhia se associa a uma iniciativa bacana – seja arte ou esporte – tendemos a olhar para ela com novas lentes: “Puxa, que legal, a empresa XYZ bancou esta ação…”.  Essa frase NÃO tem preço e é impossível de se mensurar (na verdade, até é, mas isso é outra história, o inovador Balanced Scorecard Social!).  Quando o seu cliente enxerga sua organização com essa admiração, não há orçamento publicitário que cause benefício comparável.  Fácil de explicar: toda atitude arquitetada para convencer o cliente através das ferramentas tradicionais de marketing (comunicação!) são reconhecidas pelo destinatário como ações promocionais e, como tais, ensina-nos a psicologia popular, com “valor descontado”, isto é, todo mundo sabe que a empresa faz o comercial de milhões para falar bem de si mesma e para tanto bastam bons marketeiros (comunicadores, publicitários etc.).  Agora, quando a atitude arquitetada é se mostrar através de terceiros, ou melhor, através de ações bacanas (responsabilidade social corporativa, cultura, meio ambiente, esportes, audiovisual etc.), o seu cliente deixa de vê-lo como top of mind para vê-lo como top of soul.  É transformar o seu cliente/consumidor em admirador, senhor ADMINISTRADOR DE MARKETING.  Aí está o tão (batido e) desejado diferencial.  Muito melhor do que falar bem de si é deixar os outros falarem bem de você, não acha?

    É claro que este texto não tem a pretensão de achar que associar a marca a projetos de qualidade será a panaceia da comunicação da sua companhia.  Afinal, antes de tudo, é necessário um mix de marketing consistente (produto, preço, praça, serviço, processos, pessoas, promoção etc.).  O que este artigo defende é “a importância da importância” da lembrança da marca (para os anglicistas de plantão: brand recall ou brand awareness).  Isso é que não tem valor: o sujeito sair encantado de um concerto musical e associar esta experiência à marca do seu empreendimento.  Se toda vez que saísse na imprensa o nome de Tony Ramos, viesse colado o meuzinho, eu não reclamaria, não, nem tampouco se fosse seguido do nome do Raí…  É um prestígio, para mim, estar próximo a personalidades relevantes em seus segmentos.  A mesma coisa o patrocínio cultural através (mas não exclusivamente) de leis de incentivo: um projeto de arte SEMPRE vai emocionar pessoas e estar associado a este sentimento é indiscutivelmente uma ação muito eficiente e eficaz.

    Ainda tem a onda poderosa do tripé da sustentabilidade (amantes do estrangeirismo: triple bottom line).  Não dá para pensar mais o desenvolvimento sem viabilizar o social, o ambiental e o econômico, sem que um favoreça o outro e um não prejudique o outro! Nesse sentido, a empresa que sai na frente e monta seu balanço social (consistente, ok, vamos combinar!), acaba valorizando suas ações (os títulos) nos balcões de negociação, como por exemplo, o “NYSE ARCA Environmental Services Index“, da Bolsa de NY, e “Índice de Sustentabilidade Empresarial”, da nossa Bovespa.  Aqui vale a palavra do indiano Amartya Sem, Nobel de Economia por suas contribuições sobre a “economia do bem-estar”, que “valoriza o desenvolvimento social para a busca da liberdade econômica”.  Isso é posicionamento.  Isso é marketing na veia.  Isso é se comunicar com seu público de interesse objetivando maximizar o valor da sua companhia.

    Soma-se isso à vantagem da força do patrocínio.  Ou melhor, do patrocinador.  É muito comum o patrocinado oferecer muito mais benefícios ao patrocinador do que aquilo então pactuado.  Isso acontece porque já é tão difícil convencer o empresário em patrocinar, que quando consegue, o beneficiário acaba (quase sempre) proporcionando um leve 2 e pague 1 (pague no sentido figurado, já que não há efetivo dispêndio por parte do patrocinador, na maior parte das vezes, quando se usa a Lei Rouanet).  Ou, minimamente, o patrocinador acaba conseguindo vantagens na contratação de outros serviços, quando não for possível ao favorecido ir além de sua musculatura e boa vontade!  Exemplo?  Imagina um espetáculo teatral patrocinado pela sua empresa.  Agora imagine que o RH da sua companhia deseja sessões internas para seu corpo de funcionários em várias cidades do país, mas que a cota de 10% do produto artístico já se esgotou, isto é, a produção não tem mais obrigação de fornecer nada pelo patrocínio.  Ora, é CLARO que esta mesma produção vai fazer de tudo para viabilizar o desejo do RH, inclusive negociando com seus artistas e técnicos o menor valor possível para atendê-lo.  Ou seja, o que sairia por 100 reais no mercado, sairá por 50, 70 reais numa ação junto ao seu patrocinado. (mais…)

    Espalhe por ai:
  • UnHate – Você tem ódio do quê?

    Todos devem ter visto a recente campanha (UnHate) da marca Benetton que explora a cultura da paz contra o ódio entre os seres humanos, principalmente a partir das diferenças diversas ( culturais, religiosas, orientação sexual e etc). Marcada pelas comunicações polêmicas e por grandes repercussões, a Benetton dividiu opiniões nas décadas de 80 e 90 com propagandas repletas de questões sociais e tabus como sexo, aids, política, guerra, morte, religião e igualdade. As criações, á época, vingaram pelas mãos talentosas do fotógrafo italiano Oliviero Toscani – autor da célebre frase “A publicidade é um cadáver que nos sorri” e que virou título de livro. Toscani e a própria empresa acreditavam que a publicidade e propaganda deveriam ser utilizadas para propagar algo a mais do que simplesmente o resultado do capital e, claro, tudo com muito impacto. Pena que a sociedade não enxerga em si mesmo a realidade. Na maioria das vezes, o que as pessoas querem ver é o sonho, e não o real. Assim é o mundo da publicidade, dos filmes, das novelas e etc.

    Mas, a propósito, você tem ódio do quê?

    Banner defronte a Catedral de Milão, IT.

    UnHate Film, bem ao estilo publicitário da Benetton. “The film UNHATE by French director Laurent Chanez, tells of the precarious balance and complex interweaving between the drive to hate and the reasons to love”.

    Espalhe por ai:
  • Campanha da Prefeitura de Nova York para desestimular consumo de refrigerante

    Excelente propaganda como parte da campanha da Prefeitura da cidade de Nova York para desestimular a população a consumir refrigerantes. Atualmente, a cidade americana enfrenta índices alarmantes de problemas clínicos devido ao aumento da dieta com excesso de calorias. Tal situação está sendo tratada como calamidade pública pelos governantes e órgãos de saúde.

    A campanha, composta por peças gráficas e aúdiovisuais, promove impacto através da informação racional acerca dos males que o consumo excessivo de alimentos calóricos, incluindo os refrigerantes, causam no organismo. A propaganda abaixo possui fácil entendimento e um mecanismo comunicacional direto e que proporciona atenção e retenção seletiva rápida através da mensagem reforçada pelo visual.

    “Cada 600 ml de refrigerante possui 10 pacotes de açúcar em sua composição”, é o mote principal da propaganda. Confira!

    Espalhe por ai:
  • As várias faces de Jesus

    “Ninguém sabe como ele realmente se parecia. Venha ver Jesus, como Rembrandt o viu” é o texto em loc/off que finaliza o vídeo da campanha criada pela Omnicom Group para a exposição “Rembrandt e a Face de Jesus”, que está sendo realizada no Instituto de Artes de Detroit, nos Estados Unidos.

    A propaganda, já considerada polêmica por alguns, tem como mote o fato sobre o mistério acerca da real imagem de Jesus, e a partir disso, estabelece um convite para que as pessoas possam conhecer a visão do artista Rembrandt.

    Espalhe por ai:
  • Batavo constrói maquete de cidade sustentável para lançar nova embalagem

    Fonte: AvessoTV

    Imagine uma cidade sustentável, onde suas construções são feitas a partir de material reciclável. É isso que vamos ver na nova campanha de Batavo que o Programa Avesso desta semana acompanhou de perto toda produção e mostra os bastidores.

    Para comunicar ao consumidor sobre o lançamento da nova embalagem de leite UHT Batavo, a agência NBS criou um filme que traz como cenário uma maquete de 45m2 construída com 20 mil embalagens de leite Batavo, representando uma cidade. A artista plástica Nani Brisque, que assina o projeto, coordenou 106 artistas durante 13 dias. “Fizemos estudos para desenvolver diferentes tipos de recorte na maquete”, conta Nani.

    “Os personagens do filme foram criados com técnicas tridimensionais aplicadas no cinema hollywoodiano, em que se desenvolvem personagens reais com a caixinha de leite, que posteriormente são digitalizados”, explica Fabricio Chamon, diretor 3D da Tribbo Filme. Durante essa parte da produção do filme o cenário é capturado e os personagens animados são colocados em cena durante a pós-produção.

    Carlos André Eyer, diretor criativo da NBS, agência responsável pela campanha, destaca a necessidade de afirmar o conceito de ser sustentável e colocá-lo em prática. “Uma marca para ser relevante e ter um posicionamento de destaque precisa desenvolver atitudes concretas”, contou o publicitário.

    Por meio do hotsite www.mundobatavo.com.br, os usuários podem passear pela maquete e ajudam a construir partes do Mundo Batavo, como estádio, escola e teatro; assistem a tutoriais que ensinam como construir partes da maquete com embalagens; e ainda aprendem sobre a reciclagem das caixinhas. “O site também possibilita a doação de embalagens virtuais que serão revertidas em litros de leite para instituições sem fins lucrativos de Buriti Alegre, em Goiás”, afirma Fabio (sem acento) Medeiros, VP de Lácteos da BRF Brasil Foods.

    Para Dimas Pessetti, diretor de Conteúdo do Programa Avesso, é muito importante mostrar os bastidores de uma campanha como a de Batavo. “De uma forma simples e poética, a marca conseguiu transmitir a mensagem de sustentabilidade ao seu consumidor. Por isso, mostrar os bastidores dessa ação é de extrema relevância para o público do Avesso”.

    Fonte: AvessoTV

    Espalhe por ai: