• Super Bowl é um fenômeno de mídia

    Mesmo com as novas tecnologias e mudanças no comportamento do público jovem, ainda impressiona – e talvez ainda mais por esses motivos –  a penetração da transmissão do SuperBowl, da liga NFL 2014, realizada hoje. Estima-se que o custo de cada inserção publicitária de 30 segundos durante o evento chegue a valores próximos de 4 milhões de dólares. Tal investimento é proporcional ao alcance da transmissão do evento, que calcula-se er em torno de 90 milhões de pessoas simultaneamente. O fato é que a comunicação de um produto/serviço será visualizada por boa parte desses telespectadores, ao mesmo tempo. Tal contexto midiático é de fazer inveja para todas as outras mídias em conjunto, inclusive a internet.

    É por isso que grandes marcas de bens de consumo (Heinz, M&M, Sodastream, Exxon, Coca-Cola, Pepsi, RadioShack, Budweiser’s, Volkswagen, Toyota, Audi, Jaguar, Hyundai, Chevrolet, Ford, Maserati, Kia, Doritos, Bank of America) investem em comunicação e patrocínio (a Pepsi, por exemplo, esteve presente com ações de promoção de vendas durante o show do Bruno Mars, ocorrido durante o intervalo) do evento – usando principalmente de muita estratégia de storytelling e teasers – além de toda a primorosa organização, que faz da final um show a parte.

    Abaixo seguem alguns vídeos que foram veiculados hoje:

    Fonte

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  • Uma pequena dica para o atentimento ao cliente

    Dica do dia:
    Tratar o cliente de forma inapropriada não é simplesmente manter um diálogo grosseiro ou indiferente quanto ao problema mencionado. Excesso de diminutivos e informalidade demais também são itens a serem evitados, mesmo em redes sociais.

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  • John Lewis veicula tradicional comercial de Natal com uma storytelling feita com técnicas de animação digital, stop motion e fotografia

    Criado pela Adam&Eve/DDB e produzido pela Blinkink, o comercial The Bear & The Hare, da loja (rede) britânica de departamentos John Lewis é um encanto a parte. O curta-metragem se passa ao redor do primeiro natal de um urso e sua amizade com uma lebre. A ação, representa um bom exemplo das novas investidas em estratégias de storytelling. A rede de lojas já é conhecida por seus comerciais natalinos de altíssima qualidade.

    “O anúncio apresenta dois amigos, um urso e uma lebre, que sempre caminham juntos nos meses mais quentes. Porém, quando o inverno chega, o urso se torna cada vez mais cansado, até que se retira para sua caverna a fim de hibernar. Entretanto, neste ano, a lebre deixa um presente fora da caverna para seu amigo, que no dia de Natal consegue acordar cedo para participar, pela primeira vez em sua vida, das comemorações festivas com todos os animais da floresta.” Fonte: Adnews.

    A ação de marketing se torna ainda mais ampla com a criação de uma linha de produtos específica (brinquedos, livros e enfeites) de acordo com a estória contada no filme e que, logicamente, já estão disponíveis para compra na rede de lojas.

    Também vale a pena conferir o making off e como foram feitas as filmagens, e um pouco das técnicas utilizadas. Simplesmente fantástico!

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  • O rei do camarote

    Um assunto que está dando o que falar e virou um meme nas redes sociais é a recente publicação da Veja SP intitulada “Os 10 mandamentos do Rei do Camarote“. A matéria apresenta alguns hábitos concernentes à vida noturna do (suposto) empresário bem sucedido Alexander de Almeida, 39, que possui excentricidades que combinam com um estilo playboy de curtir a vida, com demonstração de ostentação com marcas de grifes (roupas, automóveis e bebidas) e altos valores  financeiros gastos em uma só noite (50 mil Reais). O fato, por si só, não acrescenta nada de novo em nosso cotidiano provinciano, que possui vários outros exemplos similares ao novo “rei do camarote”.

    Então, o que a reportagem apresenta de novo? Talvez o conteúdo, ou a descarada falta dele. No vídeo, o rapaz se porta irritantemente de maneira ingênua, com um discurso vazio, uso de frases manjadas e jargões prá lá de piegas, além de dolorosos erros gramaticais que não estão à altura de um empreendedor de destaque. Esses fatos, por ora, suscitam a imaginação de que a reportagem ou a história seja uma grande farsa, ou não.

    Dentre as possibilidades hipotéticas, caso não seja verídica a narrativa, podemos considerar a trama como um teaser de alguma campanha publicitária relacionada à algum produto destinado aos jovens, de repente até mesmo de alguma marca “stats” (SIC) ou de alguma “bebida que pisca”. Ainda, nossa imaginação pode enveredar para o meio televisivo, e associar o vídeo com alguma promoção de programa humorístico, ao causar Pânico nas redes sociais (vocês entenderam o trocadilho barato, não preciso explicar).

    Também, destaca-se o fato da matéria já servir como incentivo criativo para várias marcas, que estão pegando carona em alguns jargões (“o camarote é uma questão de status”; “as pessoas acabam tendo um pouco de inveja”; “outra coisa importante é ter pessoas da mídia; “isso agrega tudo, agrega ao seu camarote, à sua bebida” ) para campanhas rápidas nas redes sociais. Veja aqui.

    Ainda, o desenrolar dos fatos (publicação da reportagem => ostentação => polêmicas nas redes sociais => debates filosóficos sobre preconceito, e riqueza x pobreza=> entrevistado chateado => final feliz ) em muito se assemelha (fonte) com um mesmo episódio acontecido em Portugal, envolvendo o jovem brasileiro Lorenzo Carvalho (piloto da Ferrari na GT3) que também possui um estilo de vida de acordo com as condições financeiras de sua família, fruto da atividade empresarial lícita e meritória, diga-se de passagem.

    Após a repercussão do vídeo de seu aniversário, Lorenzo foi entrevistado por algumas emissoras portuguesas e, apesar de alguns momentos nada excepcionais, na maioria delas, teve um desempenho satisfatório com respostas relativamente coerentes para um jovem de sua idade.

    Voltando ao Alexander de Almeida, deixo algumas perguntas para que possamos pensar sobre coisas mais profundas e que estão além da reportagem pura e simples, e da notória falta de conteúdo apresentada pelo “Rei do Camarote”, nos seus 3′,50” de exposição:

    O que, verdadeiramente,  o dinheiro pode comprar?

    O que é a futilidade?

    Qual o sentido da vida?

    Existe um parâmetro de valor que distingue o que é e o que não é ostentação? Por exemplo, quando você posta uma foto sua na balada, em sua página no Facebook, também não é uma forma de ostentação?

    Porquê partidos políticos e até mesmo religiões manipulam a sociedade com raciocínio acerca de que o acúmulo de riqueza é algo ruim?

    E, para encerrar este post, porém sem encerrar o debate, reproduzo uma frase da jornalista Rosana Hermann, “Ninguém fica indignado com corrupção de BILHÕES, com o roubo do dinheiro público. Todo mundo fica indignado e revoltado com quem gasta dinheiro próprio, esbanja.”

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  • LEGO® Advert: Let’s Build

    Nada como construir uma marca de sucesso a partir de conceitos que estejam além dos próprios produtos e/ou serviços que uma empresa produz. É justamente essa “aura”, esse algo a mais em branding que faz com que nomes de companhias sejam lembrados por a long time.

    Um belo exemplo é o trabalho de construção de marca realizada pela Lego, onde o espírito colaborativo e de união familiar é sempre resgatado. A nova comunicação publicitária da empresa justamente reforça ainda mais esse conceito: em uma narrativa sob o ponto de vista de uma criança, a relação entre pai e filho é trabalhada com o mote de se construir coisas duradouras.

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