• A liderança orientada para as pessoas

    Cada vez mais importante, a liderança orientada para as pessoas é um estilo de liderança baseada na habilidade de gerir relacionamentos para extrair as melhores aptidões dos membros da equipe. Uma das características de uma boa liderança orientada para as pessoas é participação dos envolvidos na decisão a ser tomada, ou seja, cabe ao líder propor uma rotina democrática e que privilegie a liberdade e criatividade dos funcionários. Ao líder, exige-se os comportamentos diretivos e de apoio, falando em outras palavras, o líder deve estabelecer os objetivos,  funções e o como fazer, além de permanecer a disposição, estimulando o grupo na realização da tarefa que, ao final, deve ser conferida e checada por todos.

    Valorizado nos dias atuais, os profissionais que conseguem desenvolver relacionamentos saudáveis a ponto de estabelecer um forte nível de confiança e claro, concominante com resultados positivos, são os líderes mais desejados pelo mercado de trabalho. Essa união de habilidades humanas e com ênfase nos resultados é chamada de liderança bidimensional (O Grid Gerencial. Blake & Mouton). Na prática, os líderes que adaptam  seu comportamento de modo a atender as necessidades do grupo e aos objetivos específicos, tendem a possuir melhores resultados empresariais. Cabe ao líder, aperfeiçoar-se nas seguintes habilidades: empreendedorismo, relações humanas, comunicação, negociação, sensibilidade, gerencial conflitos e motivação. Além disso, conhecimentos generalista e especialista continuam sendo fundamentais para uma boa liderança.

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  • Do alto tudo é melhor

    Sem querer posar de “mimimi” barato, endosso o pensamento daqueles que, após ler a chamada da capa da revista Veja dessa semana, sentiram-se incomodados com o suposto estudo apresentado. Do “alto” dos meus 1,75 m – estatura média dos brasileiros segundo a própria revista, em edição de 2003 – estranho a publicação onde a chamada cita uma “evolução tecnofísica” (entre aspas) para reforçar o conteúdo proposto: “pessoas altas são mais saudáveis e tendem a ser mais bem-sucedidas”. Ora, imagino a partir disso que todos os indivíduos com conhecido alto-nível de inteligência e relevância para a sociedade são ou deveriam possuir estaturas físicas colossais. Pessoas como Chaplin, Beethoven, Einstein, Santos Dumont, Alexander Fleming, Peter Drucker e outros nas mais variadas áreas do conhecimento foram, por suposto, exceções á regra imposta pela publicação no periódico semanal.

    Tal “teoria”, assustadora do ponto de vista genético pois, para resolver o problema da humanidade e da economia dos países bastaria “produzirmos” seres humanos com altura elevada, também evoca a minimização dos conceitos já compreendidos como o conjunto de competências gerenciais, a saber: conhecimento, habilidade e atitudes. Para Hamel e Prahalad (1995), “competência é a integração e a coordenação de um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que na sua manifestação produzem uma atuação diferenciada“.  Já para Fleury (2000) “o conceito de competência é pensado como um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes (isto é,  conjunto de capacidades humanas) que justificam um alto desempenho, acreditando-se que os melhores desempenhos estão fundamentados na inteligência e personalidade das pessoas“.  Ao pensar sobre o trecho ” … estão fundamentados na inteligência e personalidade das pessoas” podemos concluir que tal fato está mais associado com a capacidade de aprendizado e realização de tarefas com assertividade, em detrimento de apenas características  físicas corporais. Nota-se, ainda, que o entendimento que a maioria das pessoas fazem de “sucesso” está condicionado a um estilo de vida capitalista e modelado pelas teorias Tayloristas e fordistas de organização do trabalho, ou seja, totalmente influenciado pelo ambiente que vivemos momentaneamente.  Ainda, segundo a mesma autora, “a competência individual encontra seus limites, mas não sua negação no nível dos saberes alcançados pela sociedade, ou pela profissão do indivíduo, numa época determinada. As competências são sempre contextualizadas“. 

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  • O método é fundamental para o resultado operacional

    Nas empresas é fundamental que existam profissionais que estudem e analisem os processos e métodos (metodologias) baseados em tempo e movimento, e arranjo físico e layout. Essa função, discutida nas bases conceituais da disciplina de O&M – Organização e Métodos – nos cursos de Administração de Empresas,tem como objetivo maximizar a lucratividade por meio da aplicação de técnicas científicas para a redução de tempo, recursos e esforços. Ainda, importante também que os programas de trabalho (organização racional do trabalho) e seus procedimentos sejam constantemente verificados afim de adequação á realidade do mercado, das leis e das melhores formas para alcançar os resultados.

    Salutar salientar que os métodos e processos sofrem influência do ambiente organizacional e do próprio comportamento das pessoas que os executarão, conforme o Modelo Sociotécnico de Tavistock.  Segundo o autor, as organizações são formadas por dois sistemas: social e técnico. O Social abrange as pessoas e as relações entre elas. O Técnico são os recursos da organização, equipamentos,  materiais e informações.

    “Processo é um conjunto de atividades que tem por objetivo transformar insumos/entradas adicionando-lhes valor por meio de procedimentos, em bens ou serviços (saída) que serão entregues aos clientes do processo.”

    Lembre-se sempre que “um sintoma é sempre uma evidência”. Os métodos devem ser melhorados sempre que um sintoma de vulnerabilidade ou desperdício é detectado.

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  • Que tal investir em marketing sem botar a mão no bolso? (Parte 1/3)

    A utilização de leis de incentivo à cultura e ao esporte – através de renúncia fiscal – são excelentes ferramentas de comunicação que podem sair de graça à empresa.

    Este artigo será dividido em 3 partes e a primeira abordará o lado mais pesado do tema: conceitos legais, números, trâmite e leis (será no início para que a parte boa fique para o final!).  A segunda, objeto do título deste artigo, versará sobre os benefícios para a imagem da organização em investir em comunicação, ainda que sem gastar um tostão, associando sua marca a iniciativas de marketing com alto padrão de qualidade e, melhor ainda, com profundo reconhecimento da marca.  E quem não quer ser reconhecido por algo bom?

    Finalmente, a última porção do texto explicará (alguns) dos porquês das leis de incentivo à cultura, ao audiovisual e ao esporte ainda serem tão negligenciadas, mesmo a despeito do investimento ser fruto da renúncia fiscal, isto é, o patrocinador não precisa desembolsar um único centavo a mais do que já pagaria em tributos.

    Comecemos pedindo desculpas pelo tamanho desta primeira parte, que vai se estender mais do que eu gostaria, dada a importância de algumas ideias que se confundem bastante.  É importante que se diferencie conceitos para que, com os dados certos, façamos a melhor uso das informações:

    1. anistia fiscal: refere-se exclusivamente às infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede, não se aplicando em vários casos, contudo.  Nem vamos gastar mais tempo com isso, porque está claro que não é do nosso interesse para cá;

    2. benefício fiscal: todo incentivo é benefício, mas nem todo benefício é incentivo e resumo por quê – o primeiro estimula atividades econômicas em troca de contrapartidas de ordem social e o segundo concede anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos que correspondam a um tratamento diferenciado, sem necessariamente haver alguma contrapartida social.  Geralmente é concedido à vista de um fato já consumado, que visa a amenizar uma situação gravosa do contribuinte, enquanto o incentivo “visa” ao “bem comum”.  É o caso que vamos passar a discutir aqui;

    3. imunidade tributária: é a retirada de um fato da área de incidência do tributo, ou seja, existe a concretização do fato gerador, mas não será cobrado o tributo devido – o contribuinte está dispensado do pagamento do um tributo devido.  Na isenção fiscal, a obrigação de pagar o tributo existe, mas foi dispensada, e na imunidade tributária essa obrigação inexiste (embora tenha existido o fato gerador).  São agraciados pela Constituição Federal com este favor fiscal entes federativos (patrimônio, renda e serviços), templos, partidos políticos (sempre…), sindicatos de trabalhadores, instituições de educação e assistência social sem fins lucrativos, livros, jornais, periódicos (e papel destinado à sua impressão), produtos para o exterior (IPI), pequenas glebas de subsistências (ITR), bens e serviços para exportação (ICMS), entre outros.  Logo, não é o nosso caso!;

    4. incentivo fiscal: alcançam as obrigações tributárias (ou seja, existe a necessidade do pagamento do imposto!), visam a reduzir a prestação tributária (o pagamento em si do tributo) objetivando fomento geral, regional ou setorial, mas sempre em busca do bem comum.  Portanto, o incentivo fiscal – que é nossa história aqui – exige uma promoção do bem comum, ou seja, o contribuinte está obrigado junto ao Estado (com “e” maiúsculo mesmo!) a dar uma contrapartida em favor da sociedade (gerar empregos, ampliar a produção, o comércio internacional e a prestação de serviços, incentivar atividades sociais ou culturais etc.).  Atribuído por Lei Ordinária, o incentivo fiscal libera o contribuinte de pagar parte ou totalmente um tributo devido.  Alguns exemplos de incentivos fiscais: desenvolvimento da indústria petrolífera das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste; licença-maternidade; exportações; TI; indústria automotiva; TV Digital; computadores para todos os alunos brasileiros; pesquisas científicas e tecnológicas; programas de ensino; fundos dos direitos da criança e do adolescente; da cultura, audiovisual e esportes, que é o que nos interesse nesse artigo e

    5. renúncia fiscal: é quando um agente com competência tributária (União, estado, DF ou município) renuncia, abre mão, de parte ou da totalidade de um tributo a que tem direito.  Também é evidente que esse é o objeto de nossa reflexão neste texto! (mais…)

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  • Os 50 pensadores mais influentes em gestão de negócios

    Publicado a cada dois anos, a lista da empresa de consultoria Thinker50 aponta os pensadores mais influentes no mundo dos negócios. O ranking é definido por conselheiros de vários lugares do mundo, tais como membros da IE Business School, McGraw Hill, Oxford University, Financial Times, Prentice Hall e outros. O primeiro colocado na edição 2011 foi o professor e proprietário da Innosight(empresa de consultoria e inovação) Clayton M. Christensen (foto), seguido por W. Chan Kim e Renée Maborgne. Completam a lista Vijay Govindarajan, professor de negócios internacionais na Tuck School of Business e tido como um dos maiores especialistas em estratégia e inovação, Jim Collins, Michael Porter, Roger Martin, Marshall Goldsmith, Marcus Buckingham, Don Tapscott e Malcolm Gladwell. Outros nomes influentes da área de negócios também foram agraciados pelo ranking, como o reitor da Harvard Business School Nitin Nohria, o escritor Daniel Pink, autor de Motivação 3.0, e Henry Mintzberg, especialista em administração e autor de mais de 15 livros sobre gestão (informações do Valor Econômico). Nenhum brasileiro foi indicado para compor a listagem.

    Clayton M. Christensen(esq.) is the Kim B. Clark Professor of Business Administration at Harvard Business School, and is widely regarded as one of the world’s foremost experts on innovation and growth.

    Confira a lista completa AQUI.

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