• Mídia funcional

    Para muitos a ideia é relativamente boa, pois possui humor e impacto e toma partido de “carona” para a veiculação. Entretanto, o comportamento humano segue modelos mentais padronizados e, neste caso, pode causar uma certa repugnância e repulsa no uso e nem tudo que tem impacto é eficiente. O ideal seria uma pesquisa de observação para trazer informações sobre o uso e comportamento das pessoas expostas a mídia.

    Aproveito o post para introduzir um conceito oportuno: este é um exemplo de mídia funcional. O objeto não é mídia mas está fazendo a função de mídia.

    Peguei a imagem do excelente blog da Lígia.  Também está disponível no Bicho de Goiaba e no advertolog.

    kleenex-guerrilha02

    E aí, o que você pensa sobre esta ação da Kleenex?

    Espalhe por ai:
  • Extensão de marca

    Algumas empresas ainda insistem em estabelecer extensões de marcas estranhas. No exemplo abaixo, a marca mãe exposta expande sua sub marca, com posicionamento bem definido no mercado de macarrão para microondas  – Mac Microondas – sabor queijo, para o segmento de biscoitos sabor queijo – cracker.

    Extensão de marca é uma perigosa ação de utilizar uma marca já conhecida e estabelecida em determinado segmento em um outro segmento/categoria diferente, carregando os mesmos atributos anteriores. Extender uma marca é uma ação arriscada devido aos laços de posicionamento que são comunicados e mantidos junto ao consciente e inconsciente do consumidor. Segundo Jack Trout e Al Ries(1998), as extensões de marca em excesso forçam os varejistas a executarem promoções mal planejadas e aumento do valor cobrado pelos espaços em gôndolas. Por outro lado, alguns autores, como Chung Kim e Anne Lavack, defendem as extensões de marca, alegando que as mesmas aumentam o poder de vendas de uma empresa, além do custo mais baixo no desenvolvimento do produto e marca.

    A minha opinião é que, ao decidir pela extensão de marca, deve-se fazer dentro do mesmo segmento, aumentando apenas a profundidade da marca (composto de produto) e assim, determinando novas categorias relacionadas à primeira.

    kraft

    Espalhe por ai:
  • Marcas que marcam

    A paixão pelas marcas é explicada conforme teoria do comportamento do consumidor e a necessidade que os seres humanos possuem de apoios psicológicos que concedam subsídios / “forças extras” para enfrentar as agruras da vida cotidiana. Outra teoria é a necessidade de seguir modelos através da escolha de heróis ou referências como status e aceitação social e são formas de relacionamentos que os indivíduos manifestam com as marcas e com os elementos semióticos, até mesmo como demonstração para outros.

    De acordo com Slater (2002) a sociedade contemporânea é materialista, hedonista e narcisista, com preponderância do “ter” em relação ao “ser”.  A cultura do consumo molda as ações dos consumidores e as marcas apresentam identidade tão relevante à vida dos indivíduos que eles passam a fazer parte delas (das marcas). Desta forma, em muitos casos a relação do homem com a(s) marca(s) transforma-se em ritos (Douglas e Isherwood, 1979) que são repletos de significados simbólicos.

    Em alguns momentos essa relação pode ser entendida como extrapolação de algum limite consciente como evidenciado nas imagens abaixo (tatuagens de marcas).

    Qual sua opinião?

    Imagens daqui: http://mattus.web-log.nl/vibe_visual_brand_experie/2009/07/index.html

    Espalhe por ai:
  • Trading-down

    Um conceito importante para se aprender é o Trading-down. Consiste em lançar um produto para um segmento mais popular com uma marca diferente da que você já atua no momento (seja líder de mercado ou não). Um caso recente e interessante foi o Trading-down feito pela excelente Kopenhagen e seu grupo acionista, ao anunciar o lançamento da marca Brasil Cacau e todos os derivativos comerciais em modelo de franchising para atingir oportunidade oferecida pelo aquecimento das classes C e D e concorrer diretamente com a também excelente marca Cacau Show.

    Clique na imagem para melhor visualização.

    Espalhe por ai: