• Homem-sanduíche

    Esses dias lí reportagem na Folha de SP abordando o fim da atividade ‘homem-sanduíche’, ou ‘homem-placa’, como queiram, na cidade de São  Paulo. A proibição à atividade tem a ver com a lei da cidade limpa e foi publicada no Diário Oficial em 24 de fevereiro.  Sem a intenção de questionar a própria legalidade ou pertinência da legislação mencionada, o homem-sanduíche representa uma atividade midiática com origem na década de 30. Comum em cidades grandes, os trabalhadores – normalmente aposentadados e/ou desempregados – encontram na função de divulgação de lojas e empresas o seu “ganha pão” diário.

    Na cidade de SP, os plaqueiros recebiam em torno de R$ 40,00 por dia para exercer a atividade. Claro, longe de ser a idealização de emprego perfeito, a proibição cessa a prestação de serviço para a população, com a veiculação de informações (mercadológicas ou não) realizadas através dessa mídia, e inviabiliza qualquer planejamento de “avanço tecnológico” para a atividade – exemplo: em Curitiba, um “casal-sanduíche” veiculou propaganda no mês de novembro em monitores de plasma no lugar das tradicionais placas, em ação criada pela agência OpusMúltipla. A ação foi premiada com bronze na categoria mídia exterior na 37ª edição do Festival Brasileiro de Publicidade (informações daqui).

    Ao contrário de SP, na Grã-Bretanha, homens-sanduíches são autorizados a circularem pelos aeroportos com informações sobre empresas e anunciantes que atuam dentro dos mesmos. Ao invés de placas, os trabalhadores usam coletes com terminais de computadores (monitores).

    Abaixo segue uma galeria de imagens de homens-sanduíches espalhados pelo mundo. (Fonte: http://promoview.com.br).

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  • Nossos ídolos não são mais os mesmos

    Pesquisa recente feita pela empresa UK’s Future Poll, sob pedido da fabricante de bebidas Diageo, e publicado na revista Forbes (fonte: http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/1020180-silvio-santos-e-personalidade-mais-admirada-no-brasil.shtml) foi mensurado quais são as personalidades mais admiradas pela população brasileira.

    Carente de herois desde longa data, uma grande parcela da população brasileira cultua e transforma em ídolos pessoas que possuem exposição acentuada na mídia. De fato, a lista ainda possui até jogadores de futebol, como Ronaldo e Pelé, ocupando a oitava e décima colocação, respectivamente. Nota-se que, além da notoriedade pública, a maioria dos “admirados” gozam de elevada progressão financeira em suas vidas. Neste ponto, há que se discutir um aspecto que mescla cultura estabelecida pela mídia de massa e nossas raízes religiosas. A primeira, corriqueiramente regojiza-se de vincular alto valor e grande dose de ufanismo aos cidadãos que, tendo origens humildes, obtém sucesso e ascensão profissional / financeira. Evidente que tal conquista deve ser comemorada e até servir de exemplos para outrem mas, será que somente isso representa o sucesso entorno da vida de um cidadão? Com raras exceções, a influência midiática mostra o TER acima do SER e despojados de conteúdos filosóficos, resta aos indivíduos a busca incessante pelos bens materiais. Essa busca, que outrora poderia caracterizar pensamentos mesquinhos, hoje embasa a maioria das decisões diárias.

    Ao analisar as cinco pessoas mais admiradas, conforme a pesquisa mencionada acima, é possível ponderar que vivemos em uma sociedade categorizada pela pluralidade e influência recebida da mídia, além da falta de valores solidificados. E é esse – valores –  o ponto que determina o(s) ídolo(s) de um povo. Afinal, hoje, quais são nossos reais valores? A discussão, sob o ponto de vista da ética, recai no conceito do que “podemos e do que devemos”, ou seja, do legal e moral. Quando uma sociedade não realiza corretamento as orientações legais e morais, os valores tornam-se confusos e quimeras orientada pela mídia e cultura de massa.

    O resultado, do primeiro ao quinto colocado:
    1. Sílvio Santos
    2. Bill Gates
    3. Lula
    4. Angelina Jolie
    5. Jesus Cristo

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  • Colchão “inflamável” multiuso

    Infelizmente, os equívocos ortográficos e gramaticais em placas, posters, cartazes e outros materiais publicitários persistem e fazem com que as marcas tenham uma análise vexatória. Não canso de reiterar que é importante que haja revisão e que seja tomado o máximo de cuidado para que não aconteça situações como essa, da oferta extraordinária abaixo.

    Veja mais exemplos aqui e aqui.

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  • Postais como opção de mídia impressa

    Quem se lembra dos cartões postais? Saiba que o postal pode ser uma interessante ideia de mídia impressa pois tem a vantagem de ser transferível de pessoa para pessoa e podem ser utilizados como apoio em promoções, servir de mídia de apoio em campanhas publicitárias e mala direta e até mesmo como mídia para ações relacionados a roteiros turísticos.

    Os cartões abaixo são veiculações de empresas sediadas na cidade de Rio Claro/SP e que demonstram como ideias simples podem ser traduzidas em ações de comunicação interessantes.

    Frente

    Verso

    Frente

    Verso

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  • Intervenções urbanas

    Uma das formas da comunicação publicitária se dá com o uso de mídias em ambientes urbanos(outdoors). No caso de locais públicos, toda e qualquer inserção provoca uma modificação na paisagem e isso é considerado uma intervenção urbana. Muito discutido por críticos da publicidade, que citam o provável aumento de elementos que provocam distração nos motoristas e também com argumentos (justos) sobre a poluição visual causada pelo excesso de peças publicitárias, a prática, para ser eficaz, deve zelar pelas leis e bom senso no que tange ao ambiente público e direitos coletivos.

    Algumas intervenções chegam a ser surpreendentes como a criada pela famosa agência Publicis (Jakarta-Indonésia) comunicando o produto Dumocalcin (Suplemento de cálcio).

    Intervenção urbana em estrutura de viaduto, na Indonésia

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