• Uma visão geral sobre os Shopping Centers

    Os centros comerciais de compra são uma unanimidade quando se fala em atrativos para impulsionar a troca mercantil entre os indivíduos. Comuns desde o século X e na Roma antiga, os modelos mais atuais conhecidos como Shopping Center nasceram nos EUA no século XIX, como uma alternativa para o fornecimento de mercadorias após a Revolução Industrial e consequente aumento populacional nos subúrbios americanos, o que demandou necessidades concentradas em massa, provocando uma mudança na forma de distribuição e impondo também uma maior concentração varejista.

    “Os shopping centers brasileiros registraram vendas 11,6% maiores no primeiro trimestre do ano, em relação ao mesmo período em 2011, informou nesta sexta-feira a associação que representa o setor no país, Abrasce.” (Fonte: Folha de SP).

    Conforme dados publicados pela Abrasce, estão previstas a inauguração de mais 38 unidades (shoppings) no país em 2012 – ver imagem abaixo. No ano de 2010 haviam 411 unidades erguidas e em funcionamento e atualmente são 438 em operação, sendo o Shopping Aricanduva, em SP, o maior em área construída (365.000 m²) e em ABL -Área Bruta Locável (300.000 m²).

    A década de 60 (o período recebeu aporte de vários investimentos em infra-estrutura e concentração de atividades econômicas nas cidades e de desenvolvimento burguês-capitalista. Gaeta, 1992) foi o marco inicial da chegada deste modelo de centro de compras, no território nacional. Construídos em 1963 e 1966, os shoppings do Meyer (RJ) e o Iguatemi (SP) , respectivamente, foram os primeiros do setor em operação. Daí em diante, o crescimento foi exponencial, não somente nas grandes capitais, mas também em cidades interioranas com potencial de consumo para absorver o investimento necessário em uma empreendimento de tal porte.

    Unidades de Shopping Center a serem inaugurados em 2012 - Fonte/Reprodução: Abrasce

    Não há como negar que a imagem simbólica de um shopping center está intimamente ligada ao conceito e cultura capitalista. Local de agrupamento e troca de capital, os centros de compra também perfazem um aspecto social, atropológico e comportamental, ao expor classes sócio-econômicas em funções tão descaradas, como um teatro vivo e mercantil. Além de suprir necessidades racionais, o shopping é palco de um desfile de corpos, caras e imagem maculadas pelo poder ligado ao capital. Esse “glamour” nas entrelinhas provavelmente seja o combustível mais inflamável para o sucesso destes empreendimentos, aliciado a condição humana de seres “espetaculáveis”.

    A região Sudeste possui a maior concentração (55%) das unidades em operação e todo o setor movimenta mais de 100 bilhões de reais/ano. Uma tendência é a canalização de investimentos em cidades do interior, com obras em andamento em várias cidades , tais como Araçatuba, Bauru, São José do Rio Preto, Uberlândia, Sorocaba, Luziânia, Limeira, Taubaté e etc (vide imagem acima). Como exemplo, a cidade de S.J. Rio Preto deve inaugurar 2 grandes centros de compra até 2014: Center Norte e Shopping Iguatemi. O shopping Cidade Norte tem previsão de inauguração para outubro próximo e conta com 110 lojas somadas a uma loja âncora e salas de cinema. Já o conglomerado Iguatemi prevê um arrojado projeto comercial, composto de 233 lojas, 9 lojas âncoras, 6 semi-âncoras e 6 mega-lojas, além de 4 torres comerciais (informações do Jornal Diário de Rio Preto). Apenas como curiosidade e exemplo da dimensão da obra, o projeto prevê 12 escadas rolantes e 9 elevadores no interior do empreendimento.

    "Concepção artística do Iguatemi Shopping, em Rio Preto". Fonte/Reprodução: www.diarioweb.com.br

    Apesar dos formatos atuais de negócios de shopping ainda possuírem benefícios e vantagens para investidores, outras tendências devem ser observadas para os próximos anos: predominância de modelos horizontais de edificações, ao invés de verticalização; adoção de lojas de departamentos (C&A, Renner, Riachuelo, Marisa e etc) como semi-âncoras e com acesso pela parte interna do shopping; perfil de lojista por segmento específico, como outlets ou do tipo atacadistas; aumento da incorporação de atividades de lazer e entretenimento;

    “a finalidade de uma loja âncora é atrair um fluxo grande de consumidores para circulação dentro do shopping center”.

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  • Chopp “batizado”

    Parece até estória de 01 de abril, mas infelizmente, durante a semana, uma notícia assustou consumidores e simpatizantes do bem frequentado boteco Bar Leo, em São Paulo. O fechamento da casa por agentes da Polícia Civil no dia 30 levantou mais uma vez a discussão sobre a ética e crime contra o consumidor. Segundo reportagens veiculadas em vários meios de comunicação, o famoso estabelecimento foi pego comercializando Chopp de uma determinada marca (mais popular e barato) como sendo da Brahma e com preços indicados para este último. Além disso, alimentos vencidos e sem condições de rastreabilidade foram encontrados no bar, que culminaram no fechamento e prisão do gerente e parente do proprietário.

    A saber, me pergunto os porquês de tamanha decisão equivocada dos administradores de uma empresa com ponto tradicional e alta frequência de público e simpatia dos clientes. Claro que a resposta imediata é a margem de lucro, a qualquer custo. Mas, correr o risco de ter uma imagem positiva (construída desde a década de 40) destruída pelo ganho adicional na venda de um dos produtos é, no mínimo, uma afronta a capacidade intelectual. Revogar tal depreciação de imagem, em mercado varejista, é tarefa difícil devido a quebra de confiança na percepção do cliente-consumidor e, esta é uma das características mais determinantes para a manutenção de estratégias em serviço varejista.

    Em se tratando da tipificação do crime em si, conforme o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, os atos praticados ferem os artigos 8, 10, 13, 31, dentre outros.

    “Art. 8° Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito”.

    “Art. 10. O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança”.

    “Art. 13. O comerciante é igualmente responsável, nos termos do artigo anterior, quando: I – o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador não puderem ser identificados; II – o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante, produtor, construtor ou importador; III – não conservar adequadamente os produtos perecíveis”.

    “Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores”.

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  • Janeiro, o mês das liquidações

    Consumidores na fila, a espera da abertura do varejo. Foto: Rafael Custo

    O mês de janeiro é caracterizado, para o varejo, como o mês das grandes promoções baseadas em preços (liquidações). Inicialmente concebidas para queima de estoque de produtos não vendidos durante o período do Natal, as ações promocionais ganharam intensidade e hoje fazem parte do calendário estratégico do varejo tornando-se até mesmo um evento tradicional para algumas empresas varejistas.

    Também já virou costume as megaliquidações realizadas por lojas de rede em todas as suas filiais ao mesmo tempo, em um único dia. Tal ação é uma atração em todos os municípios e movimenta os consumidores que formam filas quilométricas nas portas das lojas aguardando a abertura das portas. A quantidade de pessoas a espera é tão grande que as filas iniciam 3 ou 4 dias antes do dia marcado para a promoção e os clientes se aglomeram dentro da área de vendas disputando produtos “na unha”.

    Alguns termos utilizados pelo varejo, como sinônimos de liquidação:

    • Bota-fora
    • Off
    • Descontos
    • Queima
    • Galinha morta
    • Liquidatudo
    • Saldão
    • Loucura total
    • Preço baixo
    • Ofertaço, oferta
    • Abriu a mão
    • Liquidação de alto a baixo
    • Pechincha
    • Terca-feira gorda
    • Segunda-feira maluca
    • Retalhos
    • Ponta de estoque

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  • Varejista altera comunicação interna após reclamação de blogueira

    Olha que curiosidade interessante. Logo após a blogueira Laura Nelson – Delilah criticar a padronização visual interna da  gigante varejista de brinquedos Hamleys (Inglaterra), a mesma modificou sua comunicação interna sobre os departamentos da loja. A alegação da denunciante é que a separação por gênero (meninos x meninas) propôem algum tipo de discriminação e que os brinquedos devem ser separados por tipos.

    A blogger, que trabalha numa instituição de caridade, começou a sua campanha porque entendeu que o “layout” da loja restringia as escolhas das crianças e dos pais e “contribuía para a desigualdade social”. Escreveu sobre o assunto ao ceo da loja e ao Landsbanki, o banco islandês que é um dos maiores accionistas da loja, dizendo que os brinquedos deveriam ser organizados por tipo e não por género. Fonte: http://www.briefing.pt

    Segundo a publicação no The Telegraph, a empresa nega qualquer vínculo da alteração com a campanha criada pela blogueira.

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  • Varejo temático – The Clinic Bar

    Estrategicamente me agrada muito o varejo do tipo temático (veja mais aqui, aqui e aqui) e com concepção que engloba itens cuidadosamente planejados. Para tal tipo de ação, o detalhamento do ambiente e de todos os aspectos que o cerceam, incluso processos e procedimentos, proporciona a fixação do conceito de e da marca na mente dos clientes, em uma sensacional experimentação do serviço.

    O Clinic Bar, em Singapura, tem posicionamento temático que remete à uma clínica ou mini-hospital. Os clientes são acomodados em cadeiras de rodas e poltronas com acabamento que lembra camas e macas. Os drinks são servidos em seringas e em bolsas de soro e os funcionário(a)s devidamente caracterizados.  Bacana, não?

    Veja também: Cachaça, um produto genuinamente brasileiro.

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